Semeando o Evangelho

Semeando o Evangelho
Semear a Verdade e o Amor de Deus

quarta-feira, 11 de julho de 2018

FORÇA PARA O DIA - DEVOCIONAL JOHN MACARTHUR

ENFRENTANDO O DIABO

[…] Resistam ao diabo, e ele fugirá de vocês (Tiago 4:7b).

Qualquer um que seja humilde tomará uma posição intransigente contra Satanás.

Um diplomata ou político bem-sucedido são adeptos da arte do compromisso e encontram o meio termo em várias questões. Mas essa habilidade é um obstáculo quando se trata de determinar sua posição diante de Deus. Se você humildemente, pela fé e arrependimento, se submeter à autoridade de Deus, imediatamente será inimigo de Satanás. Você está no reino de Deus e no seu senhorio, ou está no reino de Satanás e sob o seu senhorio. É impossível ter um pé em cada reino e estar servindo governantes de ambos os reinos.

Para “resistir ao diabo” é necessário entender a visão do que significa ser um inimigo de Satanás. Resistir significa “tomar uma posição contra” a pessoa de Satanás e todo o seu sistema, que inclui tudo o que ele faz e representa. Essa resistência é o oposto completo da posição que você teve antes de se submeter a Deus. Efésios 2:1-2 nos lembra qual era aquela posição: “Ele lhes deu vida, quando vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados, nos quais vocês andaram noutro tempo, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência”. Naquele tempo, você não tinha poder para resistir ao Diabo e nenhum desejo de servir a Deus, porque você era escravo de Satanás e do seu sistema (Hebreus 2:14-15).

Mas tudo isso pode e mudará se você romper sua fidelidade com o reino de Satanás para o reino de Deus. No versículo de hoje, o apóstolo Tiago prometeu que, como parte dessa lealdade convertida, você estará automaticamente numa posição contra Satanás. No instante em que você abandona o domínio de Satanás, ele fugirá de você.

Muitos cristãos presumem erroneamente que Satanás é muito mais poderoso do que ele realmente é. Contudo, se você entender a promessa de Tiago, saberá que possui recursos espirituais abundantes para lidar com as ameaças vazias de Satanás. Ser humilde diante de Deus não significa ser fraco perante Satanás. Deus permite que você fique firme e resista.

Sugestão para oração

Agradeça a Deus pela abundância de recursos espirituais que Ele oferece para você ficar de pé contra o Diabo.

Estudo adicional

Leia Efésios 6:10-18.

Faça uma lista das armas espirituais que Deus nos deu.

Escolha uma destas, faça alguma leitura adicional e estude para melhorar sua aplicação.

Devocional Alegria Inabalável - John Piper

LIVRAMENTOS TARDIOS

Versículo do dia: De repente… abriram-se todas as portas, e soltaram-se as cadeias de todos. (Atos 16.26)

Nesta era, Deus livra o seu povo de alguns danos. Não de todos os danos. É reconfortante saber disso, porque de outra forma poderíamos concluir do nosso mal que ele nos esqueceu ou nos rejeitou.

Portanto, seja encorajado pela simples lembrança de que em Atos 16.19-24, Paulo e Silas não foram libertos, mas nos versículos 25-26, eles foram.

Primeiro, nenhuma libertação:

 • “Agarrando em Paulo e Silas, os arrastaram para a praça” (versículo 19).

 • “E os pretores, rasgando-lhes as vestes” (versículo 22).

•  “E, depois de lhes darem muitos açoites” (versículo 23).

 • O carcereiro “lhes prendeu os pés no tronco” (versículo 24).

Mas, depois, livramento:

“Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus… De repente, sobreveio tamanho terremoto, que sacudiu os alicerces da prisão; abriram-se todas as portas, e soltaram-se as cadeias de todos” (versículos 25-26).

Deus poderia ter agido mais cedo. Não o fez. Ele tem suas razões. Ele ama Paulo e Silas.

Eu pergunto para você: Se traçar sua vida ao longo dessa sequência, onde você está? Está no estágio despido-e-ferido ou no estágio portas-abertas-e-liberto?

Ambos são estágios do cuidado de Deus por você.

Se você está no estágio encarcerado, não se desespere. Louve. A liberdade está a caminho. É apenas uma questão de tempo; mesmo se ela vier através da morte.

Devocional Do Dia - Charles Spurgeon

Versículo do dia: “Celebrarei as benignidades do SENHOR e os seus atos gloriosos, segundo tudo o que o SENHOR nos concedeu.” (Isaías 63.7)

Você pode fazer isso? Existem misericórdias que você tem experimentado? Mesmo que, no momento, você esteja melancólico é possível esquecer aquela hora abençoada quando Jesus o encontrou e disse: “Venha a mim”? Você pode não se lembrar daquela ocasião arrebatadora, quando Ele rompeu seus grilhões, lançou fora suas correntes e disse: “Eu vim para acabar com sua escravidão e libertá-lo”? Ou, se você tiver deixado esfriar o amor do seu relacionamento com Cristo, com certeza, deve haver alguns marcos preciosos na estrada da vida, não cobertos por musgos, nos quais você pode ler um feliz memorial das misericórdias que o Senhor lhe manifestou. Você já esteve doente e foi restaurado por Ele? Passou necessidade e foi suprido por Ele? Esteve em aflição, e Ele o livrou? Levante-se! Vá até ao rio das experiências que viveu, arranque alguns juncos, entrelace-os e faça uma cesta, onde sua fé infante possa, nas águas, flutuar seguramente. Não esqueça o que Deus tem feito por você.

Abra o seu livro de recordações e pense nos dias passados. Você pode não se lembrar dos tempos de refrigério? Esqueceu as maiores experiências? Já recebeu ajuda em tempos de necessidade? Creio que sim. Recorde as misericórdias especiais de ontem. Embora as circunstâncias de hoje pareçam obscuras, acenda as luzes do passado. Elas resplandecerão por entre as trevas, e você confiará no Senhor, até que o dia amanheça e as sombras desapareçam (ver Cântico dos Cânticos 2.17). “Lembra-te, SENHOR, das tuas misericórdias e das tuas bondades, que são desde a eternidade” (Salmos 25.6).

Praias do desespero - Deus não permite, Deus Decreta - Josemar Bessa


DEVEMOS CONFIAR MAIS EM DEUS DO QUEM EM NOSSAS EXPERIÊNCIAS

Por R. C. Sproul

Estamos vivendo em um tempo em que a experiência pessoal foi elevada acima de tudo como o critério final do que é certo e errado. Pense em todas as pessoas que tentam se justificar com base no que elas sentem. O divórcio é rotineiramente justificado com base no fato de um casal não se sentir mais apaixonado. Dizem que a homossexualidade deve ser aceita como um bem moral, porque alguns homossexuais relatam ter sentido uma atração pelo mesmo sexo desde a mais tenra idade. Até mesmo muitos cristãos professos tomam as suas decisões sobre o certo e o errado com base no que sentem.

É difícil conversar com alguém que faz da sua experiência o árbitro final da realidade. Muitas pessoas adotam a velha máxima de que “uma pessoa com uma experiência nunca está à mercê de uma pessoa com um argumento”. Em última análise, temos que discordar dessa afirmação, mas não porque a experiência não é um tutor valioso. A experiência pode nos ajudar a conectar a teoria à prática e abstrair conceitos para situações concretas. Isso nos ajuda a peneirar as nuances de viver neste mundo complexo. Existem até algumas experiências que parecem provar que a experiência supera a argumentação. Eu penso no exemplo de Roger Bannister. Antes de 1954, muitas pessoas argumentavam que nenhum ser humano poderia correr uma milha em menos de quatro minutos. Bannister quebrou esse recorde, provando por experiência que o argumento era inválido.

O problema não é que a experiência nunca possa superar um argumento; sabemos, pela história da ciência, que a experiência da investigação empírica muitas vezes anulou os argumentos predominantes. O problema é a ideia de que a pessoa com uma experiência nunca está à mercê de uma pessoa com um argumento. Em muitos casos, o argumento sólido supera a experiência. Isso é particularmente verdadeiro quando o debate diz respeito à experiência pessoal versus um bom entendimento da Palavra de Deus.

Lembro-me de uma ocasião em que uma senhora se aproximou de mim e disse: “Dr. Sproul, por trinta anos fui casada com um homem bondoso e um bom provedor que não é cristão. Finalmente, eu não conseguia mais ficar sem ter em comum com ele a coisa mais importante da minha vida: a minha fé. Então, eu o abandonei. Mas ele está me ligando diariamente e implorando para eu voltar. O que você acha que Deus quer que eu faça?”.

“Isso é fácil”, eu disse. “A falta de fé cristã do seu marido não é motivo para um divórcio de acordo com 1 Coríntios 7. Então, a vontade de Deus é que você volte para ele”.

A mulher não gostou da minha resposta e disse que não era boa porque eu não sabia como era viver com o seu marido. Respondi: “Senhora, você não me perguntou o que eu faria se estivesse no seu lugar. Talvez eu teria deixado o seu marido muito antes de você, mas isso é irrelevante quanto ao assunto. Você me perguntou sobre a vontade de Deus, e ela está clara nessa situação. Sua experiência não é uma licença para desobedecer a Deus”. Sou grato por informar que quando a mulher percebeu que estava pedindo a Deus que abrisse uma exceção só para ela, se arrependeu e voltou para o seu marido.

O argumento dessa mulher é replicado todos os dias entre muitos cristãos que submetem a Palavra de Deus à sua experiência. Muitas vezes, quando a nossa experiência entra em conflito com a Palavra de Deus, deixamos de lado as Escrituras. Podemos nos refugiar na opinião pública ou nos estudos psicológicos mais recentes. Permitimos que a experiência comum das pessoas à nossa volta se torne normativa, negando a sabedoria e a autoridade de Deus em favor da experiência coletiva de seres humanos caídos.

Na verdade, todos nós sabemos que a experiência é muitas vezes um bom professor. Mas a experiência nunca é a melhor professora. Deus, claro, é o melhor professor. Por quê? Porque Ele nos instrui a partir da perspectiva da eternidade e das riquezas da sua onisciência.

Às vezes, tentamos encobrir nossa confiança na experiência com uma linguagem mais ortodoxa. Eu não consigo dizer o número de vezes que ouvi cristãos dizerem que o Espírito Santo os levou a fazer coisas que as Escrituras claramente proíbem ou que Deus lhes deu paz em relação à sua decisão de agir de maneira claramente contrária à lei de Deus. Mas essa é uma calúnia blasfema contra o Espírito, como se ele tolerasse o pecado. Já é ruim o suficiente culpar o diabo por nossas próprias decisões, mas nos colocamos em grave risco quando apelamos ao Espírito para justificar as nossas transgressões.

Um dos dispositivos mais poderosos de manipulação que já desenvolvemos é afirmar que experimentamos a aprovação do Espírito a respeito de nossas ações. Como alguém pode ousar nos contradizer se reivindicarmos autoridade divina para o que queremos fazer? O resultado é que acabamos silenciando qualquer dúvida sobre nosso comportamento. Porém, a Escritura nos diz que o Espírito Santo nos leva à santidade, não ao pecado, e se o Espírito inspirou as Escrituras, qualquer experiência que tenhamos que sugira que podemos ir contra o ensino bíblico não pode ser proveniente dele.

Enquanto vivermos deste lado do céu, devemos lidar com a Queda de nossos corpos e almas. Buscar tornar a nossa experiência determinante do que é certo e errado significa repetir o pecado de Adão e Eva. Por que eles desobedeceram ao Senhor? Porque confiaram em sua experiência que lhes dizia que “a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento” (Gn 3.6). Eles ignoraram as promessas e advertências que Deus revelou a eles sobre o fruto da árvore proibida. A experiência pode e deve nos ensinar, mas nunca pode ser o árbitro final do que é certo e do que é errado. Esse papel pertence somente ao nosso Criador, e a sua Palavra nos fornece os padrões pelos quais devemos viver.

O SERVO CORRUPTO

Leia antes: Lucas 4:27-30; 2 Reis 5
Na Bíblia o rio Jordão significa a morte. Basta lembrar que era o Jordão que separava os israelitas da terra prometida, ao terminarem sua peregrinação no deserto. Moisés havia prometido: “Vocês atravessarão o Jordão e se estabelecerão na terra que o Senhor, o seu Deus, lhes dá como herança, e ele lhes concederá descanso de todos os inimigos que os cercam “ (Dt 12:10).

Se você ler o capítulo 3 do livro de Josué verá que os sacerdotes foram na frente do povo carregando a Arca da Aliança e, ao chegarem às águas do Jordão, estas pararam de correr, formando uma muralha líquida a uma grande distância dali. Enquanto a Arca da Aliança permanecia no meio do leito do rio, carregada pelos sacerdotes, o povo atravessou em segurança e entrou na terra prometida.

Para o crente em Jesus, o mundo é um deserto, a terra prometida é o céu e o rio Jordão, que para qualquer outro significaria meramente morte seguida de juízo, se transforma em porta de acesso para o céu. Isto porque Jesus, representado pela Arca da Aliança, foi na frente e passou pela morte em nosso lugar, detendo as águas do juízo de Deus. “Quando você atravessar as águas, eu estarei com você; e, quando você atravessar os rios, eles não o encobrirão”, escreveu Isaías (Is 43:2).

Por isso, ao banhar-se no Jordão, Naamã estava em figura crendo na Palavra de Deus e assumindo o lugar de morte; o lugar que Cristo tomou por nós. E a sua cura se deu por pura graça, pois ele nem mesmo merecia ser curado, por ser um inimigo de Israel e estranho às promessas de Deus para o seu povo.

A princípio Naamã não queria aceitar lavar-se no Jordão, pois achava muito banal, e é esta a reação de muitos hoje. São os que ouvem falar que a salvação é por fé em Jesus e indagam: “Como assim? Basta eu crer em Jesus? Não é possível que a salvação seja fácil assim! Eu preciso fazer algo, dar esmolas, esforçar-me, perseverar até o fim, fazer penitência, etc…”. O que essas pessoas não percebem é que a salvação é realmente difícil. Mas o sacrifício que ela exigia era maior do que qualquer pecador poderia fazer; ela custou a vida do Filho deDeus.

Assim que Eliseu despede Naamã em paz, a cobiça toma conta de Geazi, servo do profeta. Ele sai atrás de Naamã para pedir um pagamento. Talvez tenha sido ele quem levou a Naamã a mensagem de salvação. Não é por levar a mensagem de salvação que alguém se torna um homem de Deus. Jesus avisou que muitos diriam “Senhor, Senhor”, pregariam e fariam maravilhas em seu nome, sem que o próprio Jesus os reconhecesse. Geazi representa esses que pregam a Palavra em troca de benefícios materiais. Ao voltar para casa, Eliseu já sabe que seu servo se corrompeu, e diz: “Este não era o momento de aceitar prata nem roupas, nem de cobiçar olivais, vinhas, ovelhas, bois, servos e servas. Por isso a lepra de Naamã atingirá você e os seus descendentes para sempre” (2 Rs 5:26-27).

Este é o fim que Deus reserva aos mercenários da fé.

FORÇA PARA O DIA - DEVOCIONAL JOHN MACARTHUR

DEUS ESTÁ SEMPRE CONOSCO

Perto está o SENHOR de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade (Salmo 145:18).

Compreender a onipresença de Deus deve nos encorajar em momentos de angústia e impedir que venhamos a pecar.

É um grande conforto como cristão saber que Deus está sempre presente em mim, essencialmente e de forma relacional. Não importa o julgamento, Ele está lá. Às vezes, Ele pode parecer distante, mas não está longe como pensamos. Sua promessa para nós é: “De maneira alguma deixarei você, nunca jamais o abandonarei” (Hebreus 13:5).

Deus está sempre conosco para apoiar nosso serviço a Ele. Quando Deus chamou Moisés para proclamar Sua mensagem e libertar Israel da escravidão, Moisés protestou por causa de sua falta de habilidade ao falar (Êxodo. 4:10). Mas Deus disse: “Agora vá, e eu serei com a sua boca e lhe ensinarei o que você deve falar” (v. 12). Jesus nos ordena: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que tenho ordenado a vocês. E eis que estou com vocês todos os dias até o fim dos tempos” (Mateus 28:19-20). Se você duvida que tem o poder de testemunhar, lembre-se de que você tem o mesmo recurso que qualquer evangelista – a presença e o poder de Deus!

A presença contínua de Deus também é um escudo contra o pecado: “Não sobreveio a vocês nenhuma tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar; pelo contrário, juntamente com a tentação proverá livramento, para que vocês a possam suportar” (1 Coríntios 10:13). Nada nos tentará sem que Ele nos conceda força para resistir.

A onipresença de Deus também deve nos motivar à santidade. A maioria de nós prefere pecar com ninguém assistindo. Mas, quando pecamos – seja no pensamento, nas palavras ou em ações – pecamos na presença de Deus. “Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons” (Provérbios 15:3). “Os olhos de Deus estão sobre os caminhos do homem e veem todos os seus passos. Não há trevas nem sombra profunda o bastante, onde os que praticam a iniquidade possam se esconder” (Jó 34:21-22). Não faça nada que você não quer que Deus veja, porque Ele vai vê-lo de qualquer maneira!

Sugestão para oração

Agradeça a Deus pelo conforto que Ele lhe oferece através de Sua presença contínua.

Estudo adicional

Hebreus 13:5 é uma citação de Deuteronômio 31:6. Leia Deuteronômio 31:1-8. Qual foi a base da admoestação a Moisés para “ser forte e corajoso”?