Semeando o Evangelho

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Semear a Verdade e o Amor de Deus

quarta-feira, 11 de julho de 2018

"Multiplicando discípulos" - Pr. Jônatas Davies


COSMOVISÕES

Por James Anderson

Aborto. Eutanásia. Pornografia. Casamento do mesmo sexo. Direito dos transgêneros. Pesquisa embrionária. Melhoramento genético…

Os cristãos que observam a cultura no Ocidente têm uma noção clara de que as coisas estão caminhando numa direção destrutiva. Embora a maioria dos crentes possa identificar facilmente os sintomas do declínio, poucos se sentem competentes para diagnosticar e abordar as causas principais. Existem muitos fatores complexos por trás desses acontecimentos, mas uma ferramenta inestimável para melhor compreensão e engajamento com a nossa cultura é o conceito de Cosmovisão. Os terremotos sociológicos e fissuras morais que observamos em nossos dias são, em grande parte, devido ao que poderíamos chamar de “placas tectônicas culturais”: mudanças nas visões de mundo subjacentes e as colisões entre elas.

O que é uma cosmovisão? Como a própria palavra sugere, é uma visão geral do mundo. Não é uma visão física do mundo, mas, sim, uma visão filosófica, uma perspectiva abrangente sobre tudo o que existe e importa para nós.

A visão de mundo de uma pessoa representa suas crenças e pressupostos mais fundamentais sobre o universo em que ela habita. Reflete como a pessoa responderia a todas as “grandes questões” da existência humana – questões fundamentais sobre quem e o que somos, de onde viemos, por que estamos aqui, para onde (se em qualquer lugar) estamos indo, o significado e propósito da vida, a natureza da vida após a morte, e como é uma boa vida aqui e agora. Poucas pessoas pensam nessas questões com profundidade, e poucas ainda têm respostas firmes para essas questões, mas a visão de mundo de uma pessoa, pelo menos, a levará a obter respostas e a outras pessoas.

As visões de mundo moldam e comunicam nossas experiências de mundo ao nosso redor. Como os óculos com lentes coloridas, eles afetam o que vemos e como vemos. Dependendo da “cor” das lentes, algumas coisas podem ser vistas mais facilmente, ou, inversamente, elas podem ser menos enfatizadas ou distorcidas; de fato, algumas coisas podem não ser vistas.

As visões de mundo também determinam amplamente as opiniões das pessoas em questões de ética e política. O que uma pessoa pensa sobre aborto, eutanásia, relações entre pessoas do mesmo sexo, ética ambiental, política econômica, educação pública, e assim por diante, dependerá de sua visão de mundo subjacente mais do que qualquer outra coisa.

Como tal, as visões de mundo desempenham um papel central e definidor em nossas vidas. Elas moldam o que acreditamos e o que estamos dispostos a acreditar, como interpretamos nossas experiências, como nos comportamos em resposta a essas experiências e como nos relacionamos com os outros. Nossos pensamentos e nossas ações são condicionados por nossas visões de mundo.

As visões de mundo operam tanto no nível individual quanto no nível social. Raramente duas pessoas têm exatamente a mesma visão de mundo, mas elas podem compartilhar o mesmo tipo básico de visão de mundo. Além disso, dentro de qualquer sociedade, certos tipos de cosmovisão serão representadas com mais destaque do que outras, e, portanto, exercerão maior influência sobre a cultura de cada sociedade.

A civilização ocidental desde o século 4 tem sido dominada por uma cosmovisão cristã, embora tenha havido indivíduos e grupos que a desafiaram. Contudo, nos últimos dois séculos, por razões que vão do tecnológico ao teológico, a cosmovisão cristã perdeu seu domínio, e cosmovisões concorrentes se tornaram muito mais proeminentes. Essas visões de mundo não-cristãs incluem:

O Naturalismo: não há Deus. Os humanos são apenas animais altamente evoluídos. O universo é um sistema físico fechado.

O Pós-modernismo: não há verdades objetivas e padrões morais (tudo é relativo). A “realidade” é, em última análise, uma construção social humana.

O Panteísmo: Deus é a totalidade da realidade; assim, somos todos divinos por natureza.

O Pluralismo: as diferentes religiões do mundo representam perspectivas igualmente válidas sobre a realidade última. Existem muitos caminhos válidos para a salvação (todas as religiões levam a Deus).

O Islã: existe apenas um Deus e Ele não tem filho. Deus revelou Sua vontade para todas as pessoas através do Seu último profeta, Maomé, e Sua palavra eterna, o Alcorão.

O Deísmo terapêutico moralista: Deus apenas quer que sejamos felizes e agradáveis ​​a outras pessoas. Ele apenas intervém em nossos assuntos quando pedimos a Ele para nos ajudar.

Cada uma dessas visões de mundo tem implicações profundas na maneira como as pessoas pensam sobre si mesmas, quais os comportamentos que elas consideram certo ou errado, e como elas gerem suas vidas. Destarte, é crucial que os cristãos sejam capazes de se envolver com a incredulidade no nível da visão de mundo. Os cristãos precisam entender não apenas o que significa ter uma cosmovisão bíblica, mas também por que devem se apegar a essa cosmovisão e aplicá-la em todas as esferas da vida.

Eles devem ser capazes de identificar as principais visões de mundo não-cristãs que disputam o domínio em nossa sociedade, para entender onde elas diferem fundamentalmente da cosmovisão cristã, e para construírem um argumento bem fundamentado de que a cosmovisão cristã, por si só, é verdadeira, boa e bonita.

O desafio é maior do que nunca. Mas não devemos ficar desencorajados, porque as oportunidades e os recursos disponíveis para nós também são maiores do que nunca. No último meio século, houve um notável renascimento na filosofia e na apologética cristãs, muitas das quais se concentraram no desenvolvimento e na defesa de uma cosmovisão bíblica. Seja para o que for que Deus chame o seu povo a fazer, ele os capacita para o trabalho (veja Efésios 4:11-12; Hebreus 13: 20-21). O problema não é que a igreja esteja subequipada, mas que ela ainda precisa fazer pleno uso do que Cristo providenciou para ela.

EDIFICANDO SOBRE O FUNDAMENTO FIRME E INABALÁVEL – PARTE 1

“Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento. Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa; homem de ânimo dobre, inconstante em todos os seus caminhos.” (Tiago 1.6-8)

O pedir a Deus do texto se refere à sabedoria para viver a vida cristã, notadamente no que se refere à necessidade de perseverança, constância, paciência, em meio às aflições.

Aquele que duvida do poder, da bondade e misericórdia de Deus para realizar uma profunda obra de transformação da sua vida, até a plena maturidade, não o receberá da parte do Senhor, porque isto deve ser buscado com fé constante, diária, no carregar da cruz e seguir a Cristo e a Sua vontade.

A inconstância no viver cristão é comparada por Tiago ao movimento irregular e inconstante das ondas do mar, que é determinado pelo vento, e não pela própria água que ela contém.

Assim também o crente inconstante em seu caminhar é movido pelos ventos de falsas doutrinas, pelo seu próprio querer, e pela ação de espíritos malignos e a atração do mundo, porque não está firmemente edificado no fundamento da salvação que é o próprio Cristo, fundamento este que está revelado nos escritos dos profetas e apóstolos.

A ação de cavar do homem sábio e prudente para edificar a sua casa sobre a rocha, configura o esforço e trabalho que são necessários para se achar o alicerce, que é Cristo, e iniciar a construção do edifício espiritual em sua própria vida, mediante prática da Palavra de Deus.

No “pedir” citado por Tiago em nosso texto está implícita além da necessidade da oração, a de se buscar o conhecimento da vontade de Deus em Sua Palavra, com vistas à sua prática.

E isto deve ser traduzido no caminhar em direção à busca da constância e confirmação da fé, em graus cada vez maiores, conforme isto é concedido pela operação do Espírito Santo.
É evidente que aqueles que não forem achados neste trabalho, são os “inconstantes em todos os seus caminhos” referidos no texto, porque dão com isto uma prova flagrante de falta de fé em Deus.

A fé é ativa e conduz à nossa transformação e ao culto e serviço a Deus.
As graças de Deus serão aumentadas em nós à medida que nos dedicarmos a isto com diligência. E o próprio Espírito infundirá em nós um aumento crescente de nossa plena confiança nas promessas de Deus, e no conhecimento da pessoa e vontade de Jesus Cristo.

FORÇA PARA O DIA - DEVOCIONAL JOHN MACARTHUR

ORAÇÃO ILIMITADA

Jesus lhes contou uma parábola para mostrar que deviam orar sempre e nunca desanimar… (Lucas 18:1).

A oração nunca deve ser limitada a determinados horários, lugares ou circunstâncias.

Quando era criança, aprendi a orar com a cabeça inclinada, os olhos fechados e as mãos cruzadas. Mesmo quando era jovem, pensei que esse era o único modo aceitável de oração.

Na época do seminário, eu cantei em um quarteto que viajou para várias igrejas em todo país. A primeira vez que viajei com eles, tivemos uma reunião de oração no carro, e o motorista orou com os olhos abertos. Todos nós ficamos felizes por ele ter feito isso, mas eu me perguntei se Deus realmente ouviu aquela oração.

Desde então, eu entendi que orar com os olhos fechados é um meio útil para evitar distrações, mas não é obrigatório na Escritura – nem a maioria das outras limitações que muitas vezes as pessoas colocam na oração. Por exemplo, algumas pessoas querem limitar a oração a um tipo de postura, mas a Escritura fala de pessoas orando de pé, sentadas, ajoelhadas, olhando para cima, curvando-se e levantando as mãos.

Por outro lado, alguns tentam limitar a oração a certos momentos do dia, como na manhã ou à noite. Todavia, na Bíblia, as pessoas oravam em todos os momentos: manhã, noite, três vezes ao dia, antes das refeições, após as refeições, à hora de dormir, à meia-noite, na juventude, na velhice, em momentos de aflição e felicidade.

De modo semelhante, as Escrituras não colocam limites no lugar ou nas circunstâncias da oração. Ela fala de pessoas que oraram em uma caverna, dentro de casa, em um jardim, em uma montanha, junto a um rio, no mar, na rua, no Templo, na cama, no estômago de um peixe, em batalha, em um telhado, em uma prisão, no deserto e em uma cruz.

O ponto é claro: não há um modo correto específico ou um tipo de oração, e a oração não está limitada pela sua localização ou pelas circunstâncias. Você deve orar sempre. Isso inclui qualquer tipo de oração, sobre qualquer assunto e em qualquer momento do dia ou da noite.

Sugestão para oração

Faça uma lista de seus planos, pensamentos e preocupações atuais. Você fez de cada um deles um propósito de oração? Comprometa-se a compartilhar todos os aspectos de sua vida com Deus.

Estudo adicional

Leia o Salmo 136. Observe como o Senhor está intimamente envolvido na vida do Seu povo.

Devocional Alegria Inabalável - John Piper

CONVERTE-NOS

Versículo do dia: Converte-nos, ó Senhor, para que possamos ser convertidos! (Lamentações 5.21, tradução própria)

Não há esperança para o povo de Deus, a menos que Deus os converta de seus desvios e queda no pecado e incredulidade.

O livro de Lamentações é o livro mais sombrio da Bíblia. O próprio Deus havia dizimado a menina dos seus olhos.

 • “Deu o SENHOR cumprimento à sua indignação, derramou o ardor da sua ira; acendeu fogo em Sião, que consumiu os seus fundamentos” (Lamentações 4.11).

 • “Destruiu tudo o que era formoso à vista” (Lamentações 2.4).

 • “O SENHOR a afligiu, por causa da multidão das suas prevaricações” (Lamentações 1.5).

Então, como o livro termina?

Ele termina com a única esperança que existe:

Converte-nos, ó Senhor, para que possamos ser convertidos.

Essa é minha única esperança, e sua única esperança.

Jesus disse a Pedro: “Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo! Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos” (Lucas 22.31-32).

Não se você se converter. Mas, quando você se converter.

Cristo Jesus é aquele que está à destra de Deus, quem de fato está intercedendo por nós (Romanos 8.34).

Ele nos converterá. Logo, “àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços… seja a glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos” (Judas 1.24-25).

Devocional Do Dia - Charles Spurgeon

Versículo do dia: “Perfeito em Cristo.” (Colossenses 1.28)

Em sua alma, você sente que lhe falta a perfeição? O dia-a-dia lhe mostra isso? As lágrimas que brotam de seus olhos choram imperfeição. Todo suspiro que irrompe de seu coração sussurra imperfeição. Toda palavra grosseira que procede de seus lábios resmunga imperfeição. Com muita frequência, você tem visto em seu coração a confirmação de que não pode sonhar com um momento sequer de perfeição em você mesmo. Todavia, em meio a esta triste consciência de sua imperfeição, eis uma palavra de consolo – você é perfeito em Cristo (ver Colossenses 2.10). Aos olhos de Deus, você é completo nEle. Agora mesmo, você é aceito no Amado.

Entretanto, existe uma segunda perfeição, ainda a se realizar, que está prometida a toda a descendência. Não é agradável esperar pelo tempo em que todo vestígio de pecado será removido do crente e ele será apresentado inculpável diante do trono de Deus, sem mácula, rugas ou coisas semelhantes (ver Efésios 5.27)? Naquele tempo, a Igreja será tão pura, que nem mesmo os olhos da Onisciência contemplarão qualquer mancha ou culpa em seus membros. Ela será tão santa e gloriosa que Hart não terá afirmado mais que a verdade, quando disse: “Usando as vestes de meu Salvador, serei santo como o Santo”. E conheceremos e experimentaremos a felicidade expressa nesta pequena mas profunda sentença -completos em Cristo. Até àquele tempo, não compreenderemos plenamente as dimensões da salvação em Cristo. Seu coração não salta de felicidade diante deste pensamento? Mesmo sujo como você é neste momento, lá você será limpo. Oh, que salvação maravilhosa! Cristo transforma um verme num anjo; Ele toma uma coisa suja e deformada e transforma-a em algo limpo e incomparável em glória, inigualável em beleza e pronta para viver na companhia dos anjos. Ó minha alma, levante-se e admire esta bendita verdade sobre a perfeição em Cristo.

"Discipulado, a gloriosa transformação"- Pr. Henrique