Semeando o Evangelho

Semeando o Evangelho
Semear a Verdade e o Amor de Deus

quarta-feira, 11 de julho de 2018

SOCORRO! ME CASEI COM A PESSOA ERRADA

Por Courtney Reissig

Em uma viagem recente de negócios, meu marido estava sentado ao lado de um homem prestes a recomeçar a vida. Quanto mais eles conversavam, mais meu marido aprendia sobre esse homem e seus planos para o futuro. Depois de um casamento fracassado e uma série de tentativas de fazer algo de sua vida, ele finalmente se reconectou à sua namorada do ensino médio. Este voo era o caminho a seguir. Ele estava indo buscá-la para que pudesse viver com ele – onde poderiam viver felizes para sempre. O que falhou na primeira vez não aconteceria novamente; ele estava certo. Com uma segunda chance para ser feliz, ele não iria perdê-la.

Com o lançamento das redes sociais e mecanismo de busca, o que já foi algo impossível (como encontrar uma antiga namorada perdida), agora é possível. Estudos mostraram que o Facebook tem minado casamentos e levado pessoas ao descontentamento com suas vidas atuais e à saudade do que poderia ter sido. Podemos ter rompido com esta pessoa no colégio ou na faculdade (por uma boa razão), mas com o passar do tempo e um perfil bem elaborado tornam a grama ainda mais verde do outro lado.

Quando o casamento se torna difícil, ou nossos filhos são ingratos, é fácil olhar para o passado e pensar: tomei uma decisão errada. Eu me casei com a pessoa errada. Deixe-me assegurar-lhe: você não errou.

Deus ordena tudo

Uma vez, ouvi dizer que Deus sabia exatamente o que estava fazendo quando juntou um casal. Nas semanas e meses que antecedem o dia do casamento, isto pode parecer a declaração mais verdadeira já pronunciada: você conheceu sua alma gêmea. Seu coração vibra quando ele segura sua mão. Você dificilmente consegue dormir em antecipação de se casar com ela. Nas palavras de Jerry Maguire, “vocês realmente se completam”.

Alguns meses ou anos podem se passar e você irá perceber que se casou com um monstro. A vida real se estabelece, a pessoa chega, sai, não é tão bonita (o) ou não é o que você esperava que fosse. Contudo, se Deus sabe o que está fazendo, então há algo para aprender nas águas às vezes enlameadas do casamento.

Quando Jesus defendeu o casamento no Novo Testamento, ele não o fez em nome do amor ou da compatibilidade, mas com base na autoridade de Deus sobre o casamento (Mateus 19:6; Marcos 10:9). Acreditamos na permanência terrena do casamento porque sabemos que Deus uniu este homem particular com esta mulher. Dos nossos primeiros pais, Adão e Eva, para nossos próprios casamentos, Deus nos entregou um ao outro. Nossa cultura moderna torna mais fácil para nós pensarmos que cometemos um erro quando o casamento se fortalece, porque fazemos uma escolha. Existem poucos casamentos organizados na cultura ocidental. Muitos homens e mulheres namoram, compram um anel e escolhem a data do casamento por conta própria. Eu sei que fiz isso. Com exceção de meu marido, que pediu permissão ao meu pai para se casar comigo (e o fato de termos sido criados por amigos), nós realmente estávamos “no controle” do nosso relacionamento. Quando o casamento se torna difícil, esse controle percebido nos faz pensar que temos uma saída – ou, pelo menos, merecemos uma saída.

Entretanto, Deus não é menos soberano sobre nossos casamentos em um contexto ocidental do que no Oriente próximo antigo ou em uma aldeia remota na África. O casamento é sobre Deus juntando duas pessoas para um propósito de união. Ele está sobre todas as coisas (Efésios 4:6). Compreender o seu bom propósito nos dá esperança quando sentimos que as paredes do conflito se fecham em nós.

A finalidade do casamento

Gary Thomas disse que o propósito do casamento é torna-lo santo, não feliz. Obviamente, benefícios secundários do casamento existem, como companheirismo, experiências compartilhadas e, muitas vezes, a verdadeira felicidade. Mas esse não é o objetivo final. O propósito final é nos tornar como Jesus. Nós não chegaremos ao último dia por nossa conta. O casamento é um dos bons meios de Deus para santificar-nos e nos levar em segurança para casa.

A crença de que nos casamos com a pessoa errada é muito mais tenebrosa do que somos levados a acreditar. É bom ser amado e apreciado. É bom saber que a paixão é possível novamente. Mas, todo esse amor, apreciação e paixão desaparecerão quando chegarmos ao outro lado das pastagens verdes mais proverbiais. As pessoas são apenas pessoas. Elas não podem satisfazer as necessidades mais profundas de nossas almas, mesmo que suas palavras, ações e perfis do Facebook nos digam o contrário.

Uma visão em longo prazo sobre o casamento (e a vida para este assunto) nos salva da propensão de se esconder quando fica difícil ou é menos do que esperávamos. Deus prometeu nos levar ao último dia mais semelhantes a Jesus do que quando começamos (Filipenses 1:6).

O homem sentado ao lado do meu marido não conseguiu entender que a mulher que ele iria encontrar na outra extremidade da viagem não era a resposta para os seus anseios mais profundos. Ele não perdeu “o único amor de sua vida” todos esses anos. E também não temos. Talvez o nosso cônjuge não seja tudo o que esperamos que ele ou ela fosse (ou prometeu ser no dia do casamento), mas vamos encará-lo – pois também não somos o que deveríamos ser. Mas Deus é fiel. Ele se juntou a nós em seu plano soberano para nossas vidas, nos prometendo que nunca nos casamos com a pessoa errada.

EDIFICANDO SOBRE O FUNDAMENTO FIRME E INABALÁVEL – PARTE 2

É possível ser despertado espiritualmente várias vezes, quer no culto público ou doméstico e particular, e ainda assim não se firmar na constância e perseverança na fé e na verdade, requerida por Cristo de todos os seus discípulos.

A razão disto está atrelada ao fato de se negligenciar a prática da Palavra de Deus no viver diário, na prática diária da vida. Por não se dar a devida atenção e respeito às ordenanças de Deus, e não ter reverência a Ele como o Rei que é de fato, e que nos impõe regras absolutas para nos mantermos na comunhão com Ele.
Assim, não é apenas o seu poder que deve ser glorificado, mas o seu amor, que além de glorificado deve ser honrado, por santificarmos o seu nome por um correto testemunho de vida, que seja segundo a Palavra.

Enquanto a alma não estiver submissa à vontade do Senhor ela não poderá experimentar a vida estável que está em Cristo, e assim, sempre estará sendo agitada pelo vento que a afastará cada vez mais longe do Senhor e da Sua santa vontade.
Uma edificação firme e inabalável não pode ser feita de adorações ocasionais, de êxtases momentâneos, mas de uma caminhada sóbria, num comportamento santo, debaixo da influência e direção cotidiana do Espírito Santo.

Daí Jesus afirmar a necessidade de se carregar a cruz para a negação do ego carnal, não apenas por uma hora ou por um período determinado, mas diariamente, até que tenhamos completado a nossa jornada neste mundo.

Alguém que tenha uma fé pequena não está excluído disto, porque uma fé assim pode ser sincera e pegar algo da vontade de Deus com constância e firmeza.
Deus firmará e apoiará o fraco que se submeter a Ele com sinceridade.
Mas o hipócrita, aquele que dúvida, nada receberá do Senhor, ainda que simule ter uma fé forte.

As ondas do mar estão numa forma num momento, e em outra, em seguida, e sempre se apresentam assim, de modo que não podem ser definidas.
Decididamente, não é este tipo de comportamento em nós, que agradaria a Deus.

A Morte de João Batista - Augustus Nicodemus


FORÇA PARA O DIA - DEVOCIONAL JOHN MACARTHUR

SINTA A VERDADEIRA TRISTEZA PELO PECADO

Reconheçam a sua miséria, lamentem e chorem… (Tiago 4:9a).

A humildade espiritual será marcada por uma verdadeira tristeza sobre o pecado.

A cultura moderna faz todo o possível para evitar a dor, adiar o pensamento sobre assuntos desagradáveis, maximizar o conforto e a sensação de bem-estar em relação às circunstâncias.

Essa filosofia é o reflexo de uma atitude orgulhosa e egocêntrica, não de uma atitude humilde e centrada em Deus. Tiago exorta as pessoas a reconhecerem suas misérias em relação ao pecado. As exigências do evangelho começam neste ponto. Tiago não está negando a alegria que virá quando o evangelho for recebido sinceramente. Ele simplesmente está dizendo que os pecadores devem se sentir mal antes que eles possam se sentir bem. A palavra miséria, neste sentido, se refere aos sentimentos internos de vergonha sobre o pecado, a tristeza profunda que causa, e o espírito de penitência que o pecador humilhado terá como resultado.

A pessoa humilde também chorará por seu pecado. Isso nos lembra o que o Senhor Jesus disse nas bem-aventuranças: “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados” (Mateus 5:4). O choro é uma quebra de espírito que fará com que o coração da pessoa humilde sofra quando ele percebe sua total falência espiritual por causa do pecado.

A palavra que Tiago usa para chorar está intimamente relacionada com o conceito de tristeza. Mas essa tristeza não é apenas qualquer tristeza ou a tristeza comum que todas as pessoas sentem durante o curso da vida. Tiago usa uma palavra forte que geralmente se refere ao sofrimento sobre a morte de um ente querido. Tiago, portanto, exorta o humilde pecador a se lamentar ou sentir tristeza como em um doloroso funeral em relação a sua pecaminosidade.

Chorar, muitas vezes, é a resposta física que o ferido sinceramente humilde terá em suas circunstâncias. As lágrimas são o presente de Deus para nós que permitem a libertação para nossos corações doloridos, como Pedro descobriu após trair o Senhor (Marcos 14:72).

A miséria, a tristeza e o choro apontam para uma tristeza genuína sobre o pecado, o que Paulo chama de “tristeza piedosa” (2 Coríntios 7:10-11). Se você estiver entre os humildes, essa será sua atitude enquanto você entra no reino de Deus (Tiago 4:9) e ao viver a vida cristã (Mateus 5:3-4).

Sugestão para oração

Ore para que Deus lhe dê o senso de tristeza sobre todo o pecado em sua vida, mesmo sobre o que pareça insignificante.

Estudo adicional

Leia Hebreus 12:15-17. O que faltava na resposta de Esaú (v.17)? (Leia Gênesis 25:27-34 e 27:30-38 para o pano de fundo.)

Devocional Do Dia - Charles Spurgeon

Versículo do dia: “Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem.” (2 Coríntios 4.18)

Em nossa peregrinação cristã, é bom, na maior parte da jornada, que olhemos adiante. À frente, estão a nossa coroa e o nosso alvo. Quer seja para obtermos esperança, ou alegria, ou consolação, ou inspiração para o nosso amor, o futuro tem de ser o grande objeto dos olhos da fé. Contemplando o futuro, vemos o pecado removido, o corpo de pecado e morte destruído, a alma perfeita e preparada para ser participante da herança dos santos na luz (ver Colossenses 1.12).

Além disso, ao contemplar o futuro, os olhos iluminados do crente podem ver o rio da morte como algo superado, a melancólica travessia deixada para trás e as já alcançadas colinas de luz, nas quais se encontra a cidade celestial. Ele vê a si mesmo entrando pelas portas de pérolas, aclamado como alguém mais do que vencedor, coroado pelas mãos de Cristo, recebido nos braços de Jesus, glorificado juntamente com Ele. Contemplando o futuro, o crente vê a si mesmo sendo assentado com Jesus em seu trono, assim como Ele venceu e assentou-Se no seu trono, à direita de seu Pai. O pensamento deste futuro pode aliviar as trevas do passado e a melancolia do presente. As alegrias do céu compensarão as tristezas da terra. Este mundo é apenas uma morada temporária e logo passará. O tempo, quão breve; a eternidade, quão longa! A morte, quão breve; a imortalidade, quão infinita! O caminho é tão curto! Logo, eu estarei lá.

Quando ao mundo meu coração está preso com sua pesada tempestade de cuidados. Meus prazerosos pensamentos sobem ao céu Achando refugio nesse desespero.

Brilhantes visões de fé me sustentam Até que passe a peregrinação,

Medos fustigam, problemas maltratam, mas o lar, afinal, os salvos alcançarão!

"Multiplicando discípulos" - Pr. Jônatas Davies


COSMOVISÕES

Por James Anderson

Aborto. Eutanásia. Pornografia. Casamento do mesmo sexo. Direito dos transgêneros. Pesquisa embrionária. Melhoramento genético…

Os cristãos que observam a cultura no Ocidente têm uma noção clara de que as coisas estão caminhando numa direção destrutiva. Embora a maioria dos crentes possa identificar facilmente os sintomas do declínio, poucos se sentem competentes para diagnosticar e abordar as causas principais. Existem muitos fatores complexos por trás desses acontecimentos, mas uma ferramenta inestimável para melhor compreensão e engajamento com a nossa cultura é o conceito de Cosmovisão. Os terremotos sociológicos e fissuras morais que observamos em nossos dias são, em grande parte, devido ao que poderíamos chamar de “placas tectônicas culturais”: mudanças nas visões de mundo subjacentes e as colisões entre elas.

O que é uma cosmovisão? Como a própria palavra sugere, é uma visão geral do mundo. Não é uma visão física do mundo, mas, sim, uma visão filosófica, uma perspectiva abrangente sobre tudo o que existe e importa para nós.

A visão de mundo de uma pessoa representa suas crenças e pressupostos mais fundamentais sobre o universo em que ela habita. Reflete como a pessoa responderia a todas as “grandes questões” da existência humana – questões fundamentais sobre quem e o que somos, de onde viemos, por que estamos aqui, para onde (se em qualquer lugar) estamos indo, o significado e propósito da vida, a natureza da vida após a morte, e como é uma boa vida aqui e agora. Poucas pessoas pensam nessas questões com profundidade, e poucas ainda têm respostas firmes para essas questões, mas a visão de mundo de uma pessoa, pelo menos, a levará a obter respostas e a outras pessoas.

As visões de mundo moldam e comunicam nossas experiências de mundo ao nosso redor. Como os óculos com lentes coloridas, eles afetam o que vemos e como vemos. Dependendo da “cor” das lentes, algumas coisas podem ser vistas mais facilmente, ou, inversamente, elas podem ser menos enfatizadas ou distorcidas; de fato, algumas coisas podem não ser vistas.

As visões de mundo também determinam amplamente as opiniões das pessoas em questões de ética e política. O que uma pessoa pensa sobre aborto, eutanásia, relações entre pessoas do mesmo sexo, ética ambiental, política econômica, educação pública, e assim por diante, dependerá de sua visão de mundo subjacente mais do que qualquer outra coisa.

Como tal, as visões de mundo desempenham um papel central e definidor em nossas vidas. Elas moldam o que acreditamos e o que estamos dispostos a acreditar, como interpretamos nossas experiências, como nos comportamos em resposta a essas experiências e como nos relacionamos com os outros. Nossos pensamentos e nossas ações são condicionados por nossas visões de mundo.

As visões de mundo operam tanto no nível individual quanto no nível social. Raramente duas pessoas têm exatamente a mesma visão de mundo, mas elas podem compartilhar o mesmo tipo básico de visão de mundo. Além disso, dentro de qualquer sociedade, certos tipos de cosmovisão serão representadas com mais destaque do que outras, e, portanto, exercerão maior influência sobre a cultura de cada sociedade.

A civilização ocidental desde o século 4 tem sido dominada por uma cosmovisão cristã, embora tenha havido indivíduos e grupos que a desafiaram. Contudo, nos últimos dois séculos, por razões que vão do tecnológico ao teológico, a cosmovisão cristã perdeu seu domínio, e cosmovisões concorrentes se tornaram muito mais proeminentes. Essas visões de mundo não-cristãs incluem:

O Naturalismo: não há Deus. Os humanos são apenas animais altamente evoluídos. O universo é um sistema físico fechado.

O Pós-modernismo: não há verdades objetivas e padrões morais (tudo é relativo). A “realidade” é, em última análise, uma construção social humana.

O Panteísmo: Deus é a totalidade da realidade; assim, somos todos divinos por natureza.

O Pluralismo: as diferentes religiões do mundo representam perspectivas igualmente válidas sobre a realidade última. Existem muitos caminhos válidos para a salvação (todas as religiões levam a Deus).

O Islã: existe apenas um Deus e Ele não tem filho. Deus revelou Sua vontade para todas as pessoas através do Seu último profeta, Maomé, e Sua palavra eterna, o Alcorão.

O Deísmo terapêutico moralista: Deus apenas quer que sejamos felizes e agradáveis ​​a outras pessoas. Ele apenas intervém em nossos assuntos quando pedimos a Ele para nos ajudar.

Cada uma dessas visões de mundo tem implicações profundas na maneira como as pessoas pensam sobre si mesmas, quais os comportamentos que elas consideram certo ou errado, e como elas gerem suas vidas. Destarte, é crucial que os cristãos sejam capazes de se envolver com a incredulidade no nível da visão de mundo. Os cristãos precisam entender não apenas o que significa ter uma cosmovisão bíblica, mas também por que devem se apegar a essa cosmovisão e aplicá-la em todas as esferas da vida.

Eles devem ser capazes de identificar as principais visões de mundo não-cristãs que disputam o domínio em nossa sociedade, para entender onde elas diferem fundamentalmente da cosmovisão cristã, e para construírem um argumento bem fundamentado de que a cosmovisão cristã, por si só, é verdadeira, boa e bonita.

O desafio é maior do que nunca. Mas não devemos ficar desencorajados, porque as oportunidades e os recursos disponíveis para nós também são maiores do que nunca. No último meio século, houve um notável renascimento na filosofia e na apologética cristãs, muitas das quais se concentraram no desenvolvimento e na defesa de uma cosmovisão bíblica. Seja para o que for que Deus chame o seu povo a fazer, ele os capacita para o trabalho (veja Efésios 4:11-12; Hebreus 13: 20-21). O problema não é que a igreja esteja subequipada, mas que ela ainda precisa fazer pleno uso do que Cristo providenciou para ela.