Semeando o Evangelho

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Semear a Verdade e o Amor de Deus

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

A Teologia do Pacto e a Vida Cristã - Pastor Paulo Brasil


MATEUS 11 E O MOLINISMO (CONHECIMENTO MÉDIO)

Por Joseph R. Nally

Ao teólogo Jesuíta Luís Molina é, geralmente, atribuído a posição e origem do Molinismo, embora Fonseca e Lessius compartilhem das mesmas ideias. Eles usam textos como Mateus 11 para mostrar que Deus possui um “Conhecimento Médio”. Em nossos dias, William Lane Craig afirma o mesmo, e a [denominação] The Baptist Faith and Message parece resumir o Molinismo da seguinte forma:

O perfeito conhecimento [de Deus] se estende a todas as coisas, passadas, presentes e futuras, incluindo as decisões futuras de suas criaturas livres (Artigo 2).

O Molinismo, em poucas palavras, declara que Deus tem três tipos de conhecimento: natural, médio e livre.

1) Conhecimento Natural é o conhecimento de Deus de todos os mundos possíveis (tudo que diz respeito ao que é necessário e possível no entendimento de Deus).

2) Conhecimento Livre é o conhecimento de Deus deste mundo atual. Por um “ato livre”, ele é capaz de conhecer o que ele conhece absolutamente (Até agora estamos bem, mas Molina diz que esse conhecimento (livre) não é alguma coisa que seja essencial em Deus).

3) O Conhecimento Médio declara que Deus não pode conhecer os atos livres futuros dos homens da mesma maneira que ele conhece outras coisas absolutamente.

Assim, de acordo com Molina, este “Conhecimento Médio” é dependente dos atos livres que os homens farão. Portanto, Deus, em sua onisciência, espera pelo atos dos homens e, então, escolhe salvá-los com base em suas escolhas de serem salvos.

Agora, voltemos ao texto da questão (que está entre outros textos-prova de Êxodo 13.17; 1 Samuel 23.8-14; Jeremias 23.21, 22; 1 Coríntios 2.8).

Mateus 11.20-24: Então começou ele a lançar em rosto às cidades onde se operou a maior parte dos seus prodígios o não se haverem arrependido, dizendo: Ai de ti, Corazim! ai de ti, Betsaida! porque, se em Tiro e em Sidom fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido, com saco e com cinza. Por isso eu vos digo que haverá menos rigor para Tiro e Sidom, no dia do juízo, do que para vós. E tu, Cafarnaum, que te ergues até aos céus, serás abatida até aos infernos; porque, se em Sodoma tivessem sido feitos os prodígios que em ti se operaram, teria ela permanecido até hoje. Eu vos digo, porém, que haverá menos rigor para os de Sodoma, no dia do juízo, do que para ti.

Primeiro, o Conhecimento Médio é uma não-realidade. O conhecimento de Cristo é simplesmente natural (conhecimento de Deus de todos os mundos possíveis), não médio.

Segundo, Mateus 11 apenas prova o conhecimento de Deus de “contrafactuais”, não conhecimento médio. Como Travis Campbell, em “Conhecimento Médio: Uma Crítica Reformada”, declara:

Na melhor das hipóteses, as passagens frequentemente usadas pelos defensores do conhecimento médio provam, se provam alguma coisa, apenas “que Deus, conhecendo todas as causas, tanto as livres como as necessárias, sabe o que qualquer criatura fará em quaisquer condições. Mesmo nós sabemos que, se pusermos fogo à pólvora, seguir-se-á uma explosão.” (A.A. Hodge, Outlines of Theology [Carlisle, Pa.: Banner of Truth, 1972], 148). Em outras palavras, essas passagens bíblicas nos mostram apenas que Deus conhece a natureza dos agentes livres tão bem que, fossem os agentes colocados em outras circunstâncias, Deus sabia exatamente o que eles fariam. E isso não reconcilia conhecimento médio com libertarianismo, mas com compatibilismo. Mais importante ainda, é certamente possível que Deus conheça esta informação logicamente apenas posterior ao decreto divino, eliminando, assim, a necessidade do conhecimento médio. Portanto, há pouca, se há alguma, garantia bíblica para a “scientia media”.

Curiosamente, Craig admite este ponto, dizendo:

Desde que a Escritura não reflete sobre esse assunto, quase nenhum texto-prova pode provar que o conhecimento de Deus de “contrafactuais” é obtido logicamente antes de seu decreto divino. Isto é assunto para reflexão da teologia filosófica, não para exegese bíblica. Então, embora seja claramente antibíblico negar que Deus tenha conhecimento simples e mesmo conhecimento de “contrafactuais”, aqueles que negam o conhecimento médio não pode ser acusado de ser antibíblico (Craig, “Middle Knowledge View,” 125.)

Terceiro, os defensores do Conhecimento Médio não podem deixar de fora, como Paul Harvey diria, “o resto da história”.

Mateus 11.25-27: Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim te aprouve. Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar.

O Conhecimento Médio aqui é condenado. Quando Jesus diz: “Pai, Senhor do céu e da terra”, ele está dizendo que Deus, em sua soberania, tinha, em seu agrado, ocultado conhecimento de alguns e revelado esse mesmo conhecimento a outros. Mateus 11 não fala sobre Deus não conhecendo qualquer coisa até que o homem fizesse alguma coisa. Pelo contrário, já as conhece e apenas não quer revelá-las até/se ele desejar. Mateus capítulo 11 está ensinando sobre o justo julgamento porvir (Mt 11.15-19). Observe que isso não aconteceu ainda, mas Cristo sabe que irá acontecer. Isto não é conhecimento médio, mas conhecimento natural e conhecimento livre para justamente agir como Deus vê e prepara segundo sua vontade.

Deus é soberano sobre todas as coisas (Pv 16:33; Mt 10:29; Rm 11:36; Ef 1:11 etc.), até mesmo sobre as decisões humanas (Pv 20:24; 21:1). Embora Deus não tente ninguém ao pecado (Tg 1:13), Ele ainda está agindo em todas as coisas, de indivíduos à nações, para o fim que Ele tem desejado (Is 46:10-11). O propósito de Deus não depende do homem (At 17:24-26), nem Deus descobre ou aprende (1 Jo 3:20; Jó 34:21-22; Sl 50:11; Pv 15:3). Todas as coisas são decretadas pelo conselho infinitamente sábio de Deus (Rm 11:33-36).

A Confissão de Fé de Westminster substancia a posição ortodoxa no Capítulo 3.1 – 3, Dos Decretos de Deus:

Desde toda a eternidade, Deus, pelo muito sábio e santo conselho da sua própria vontade, ordenou livre e inalteravelmente tudo quanto acontece, porém de modo que nem Deus é o autor do pecado, nem violentada é a vontade da criatura, nem é tirada a liberdade ou contingência das causas secundárias, antes estabelecidas.
Is 45:6-7; Rm 11:33; Hb 6:17; Sl 5:4; Tg 1:13-17; 1 Jo 1:5; Mt 17:2; Jo 19:11; At 2:23; At 4:27-28 e 27:23, 24, 34.

Ainda que Deus saiba tudo quanto pode ou há de acontecer em todas as circunstâncias imagináveis, ele não decreta coisa alguma por havê-la previsto como futura, ou como coisa que havia de acontecer em tais e tais condições.
At. 15:18; Pv 16:33; 1 Sm 23:11-12; Mt 11:21-23; Rm 9:11-18.

Pelo decreto de Deus e para manifestação da sua glória, alguns homens e alguns anjos são predestinados para a vida eterna e outros preordenados para a morte eterna.
1 Tm 5:21; Mc 5:38; Jd 6; Mt 25:31, 41; Pv 16:4; Rm 9:22-23; Ef 1:5-6.

VOCÊ SENTE ANGÚSTIA?

No Salmo 77:2 está escrito: “No dia da minha angústia, procuro o Senhor; erguem-se as minhas mãos durante a noite e não se cansam; a minha alma recusa consolar-se”.

A angústia é um sentimento destrutível que corrói e acaba com o ânimo e a esperança do homem. Ela dissipa o encanto da vida. A angústia é uma dor intensa nas profundezas do nosso ser que, muitas vezes, se exterioriza pelas lágrimas ou pelas noites de insônia.

Contemplamos as horas silenciosas da madrugada passar, mas dentro de nós há sofrimento, dor e choro pela contínua série de fatos que nos machucam no dia-a-dia.

Mas Deus está sempre atento às suas angústias e pronto para nos consolar.

A angústia é certa, mas o cuidado de Deus também!

FORÇA PARA O DIA - DEVOCIONAL JOHN MACARTHUR

APRECIANDO AS BENÇÃOS DE DEUS

O pão nosso de cada dia nos dá hoje (Mateus 6:11).

Deus é a fonte de toda boa dádiva.

Deus nos deu tudo de bom para desfrutar, incluindo a chuva para fazer as coisas crescerem, minerais para tornar o solo fértil, animais para a comida, roupas e energia para a indústria e transporte. Tudo o que temos é dele e devemos ser gratos por tudo isso.

Jesus disse: “Ora, se vocês, que são maus, sabem dar coisas boas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem?” (Mateus 7:11). Tiago 1:17 diz: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança”. Paulo acrescentou: “Pois tudo o que Deus criou é bom, e, se recebido com gratidão, nada é recusável, porque é santificado pela palavra de Deus e pela oração” (1 Timóteo 4:4-5).

Infelizmente, os incrédulos não reconhecem a bondade de Deus, embora eles se beneficiem disso todos os dias. Eles atribuem Seu cuidado providencial à sorte ou destino, e Suas provisões graciosas à natureza ou falsos deuses. Eles não o honram como Deus ou não lhe dão graças (Romanos 1:21).

O grande escritor puritano, Thomas Watson, escreveu:

“Se tudo é uma benção, veja a ingratidão odiosa dos homens que pecam contra o seu doador! Deus os alimenta, e eles lutam contra ele; ele lhes dá pão, e eles lhe dão afrontas. Quão indigno é isso! Não devemos chorar de vergonha daquele que tinha um amigo sempre alimentando-o com dinheiro, e ainda assim ele deveria traí-lo e prejudicá-lo? Assim, ingratos, os pecadores lidam com Deus; eles não apenas esquecem de suas misericórdias, mas abusam delas. Eu os tinha alimentado ao máximo, então eles cometeram adultério (Jeremias 5:7). Oh, quão horrível é pecar contra um Deus generoso!” (Oração do Senhor [A Bandeira da Verdade, 1972], p. 197).

Quão triste é ver essa ingratidão, mas como é emocionante saber que o infinito Deus cuida de nós e supre todas as nossas necessidades. Nunca tome as provisões dele como garantidas! Olhe para Ele diariamente e receba Suas dádivas com um coração agradecido.

Sugestão para oração

Seja generoso com o seu louvor pelas abundantes bênçãos de Deus.

Estudo adicional

Leia Gênesis 1:29-31 e observe a variedade de alimentos que Deus criou para o seu desfrute.

Devocional Alegria Inabalável - John Piper

Progresso de última hora
Versículo do dia: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. (Lucas 23.42)

Um dos maiores assassinos da esperança é você ter tentando mudar por tanto tempo e não ter conseguido.

Você olha para trás e pensa: Qual é o proveito? Mesmo se eu pudesse experimentar um progresso, haveria tão pouco tempo para viver em meu novo procedimento que não faria muita diferença em comparação com tantas décadas de fracasso.

O ex-ladrão que estava na cruz ao lado de Jesus viveu cerca de mais uma hora antes de morrer. Ele foi transformado. Ele viveu na cruz como um novo homem com novas atitudes e ações, sem mais atos injuriosos). Mas 99,99% de sua vida foi desperdiçada. As últimas horas de novidade importaram?

Elas importaram infinitamente. Esse ex-ladrão, como todos nós, estará diante do tribunal de Cristo para prestar contas da sua vida. “Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo” (2Coríntios 5.10). Como sua vida testemunhará naquele dia de seu novo nascimento e de sua união com Cristo?

As últimas horas contarão a história. Este homem foi regenerado. Sua fé era real. Ele está verdadeiramente unido a Cristo. A justiça de Cristo é sua. Seus pecados estão perdoados.

É isso que as últimas horas proclamarão no juízo final. Sua mudança importou. Foi, e será, um belo testemunho do poder da graça de Deus e da realidade de sua fé e união com Cristo.

Agora, de volta à nossa luta por mudanças. Eu não estou dizendo que os crentes que lutam não estão salvos, como o ladrão estava. Estou simplesmente dizendo que os últimos anos e as últimas horas da vida são importantes.

Se no último 1% de nossas vidas, nós podemos obter uma vitória sobre algum hábito pecaminoso persistente ou sobre um defeito prejudicial em nossa personalidade, será um belo testemunho agora do poder da graça, e será no juízo final um testemunho adicional, ainda que não o único, de nossa fé em Cristo e nossa união com ele.

Tenha coragem, lutador. Continue pedindo, buscando e batendo. Continue olhando para Cristo. Se Deus obtém glória salvando ladrões na última hora, ele certamente tem seus propósitos do porquê tem esperado até agora para lhe dar o progresso que você tem buscado por décadas.

Devocional Do Dia - Charles Spurgeon

Versículo do Dia: “Orando em todo tempo.” (Efésios 6.18)

Já proferimos muitas orações desde o momento em que aprendemos a orar! Nossa primeira oração foi em benefício de nós mesmos. Pedimos que Deus tivesse misericórdia de nós e perdoasse todos os nossos pecados. Ele nos ouviu. No entanto, quando Ele apagou nossos pecados, tínhamos mais orações em favor de nós mesmos. Temos sentido a necessidade de orar por graça santificadora, constrangedora e restringidora. Temos sido levados a ansiar por uma nova certeza da fé, a confortável aplicação da promessa, por livramento na hora da tentação, por ajuda no tempo do dever e alívio no dia da aflição. Temos sido impulsionados a buscar a Deus em favor de nossa alma, como mendigos incessantemente pedindo tudo.

Filho de Deus, dê testemunho de que jamais conseguiu de outra fonte alguma coisa para a sua alma. Todo pão do qual sua alma tem se alimentado vem do céu. Toda água que sua alma tem bebido procede da Rocha viva – Jesus Cristo, o Senhor. Sua alma nunca se tornou rica por ela mesma pois, sempre foi uma pensionista da generosidade diária de Deus; consequentemente, suas orações ascenderam aos céus por meio de misericórdias espirituais. Suas necessidades eram inumeráveis, por isso, o suprimento tem sido infinitamente grande. As suas orações têm sido tão variadas quanto as misericórdias têm sido inumeráveis. Você pode dizer: “Amo o SENHOR, porque ele ouve a minha voz e as minhas súplicas” (Salmos 116.1). Como suas orações têm sido muitas, assim têm sido as respostas de Deus a elas. Deus o ouviu no dia da aflição; Ele o ajudou e fortaleceu, quando você O desonrou por meio do seu temor e dúvida junto ao trono de misericórdia. Recorde estas palavras e permita que encham seu coração de gratidão a Deus, que tem escutado graciosamente suas pobres e fracas orações: “Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e não te esqueças de nem um só de seus benefícios” (Salmos 103.2).

As Crises do Pastorado - Rev. Roberto Brasileiro