Semeando o Evangelho

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Semear a Verdade e o Amor de Deus

sábado, 15 de dezembro de 2018

JESUS ACALMA A TEMPESTADE

Não tenho muito contato com o mar, aliás, meu contato com o mar costuma ser nas minhas férias, no mês de janeiro.

Deixando isso de lado, ao ler o texto que trata de Jesus acalmando a tempestade, pude pensar não só na tempestade de forma literal, mas nas diversas tempestades pelas quais passamos em nossa vida. Falo sobre aquelas provas ou situações nas quais parece que nosso barco vai afundar, sabe como? Imagino que sim. Quem nunca passou por uma tempestade?

As aflições do nosso mundo estão aí. Temos os nossos problemas pessoais, aquelas coisas inesperadas que nos acontecem e, além disso, ainda temos um mundo cada vez mais afundado no pecado – violência, corrupção, o prazer acima de tudo… Tudo isso nos afeta. A carga costuma ser pesada mesmo.

Podemos dizer que as ondas da vida já nos dão trabalho, imagine uma tempestade. A última que aconteceu por aqui causou grandes estragos. Famílias desabrigadas, ruas sujas ou destruídas, terrível.

Mas o que podemos fazer quando vem uma tempestade? A bíblia tem a resposta.

O texto de Lucas 8.22-25 narra como os discípulos de Jesus enfrentaram uma tempestade. Foi uma literal e, para piorar, eles estavam no mar.

Os discípulos estavam num barco quando, de repente, o tempo mudou. O mar, que estivera calmo, agora estava grandemente agitado. A coisa foi tão feia que “o barco estava sendo inundado”.

Você já viveu alguma situação assim? Sua vida estava indo bem, até que surgiu “uma tempestade”, que começou a incomodá-lo, você começou a entrar em desespero, não via saída… Se aconteceu, o que você fez?

Os discípulos chamaram o especialista em mar revolto: Jesus. O versículo 24 diz que eles clamaram: “Mestre, Mestre, vamos morrer!”.

Talvez alguém queira frisar o medo dos discípulos, mas quem nunca sentiu medo diante de uma situação dessas? Eu já senti, tenho que ser franco.

Minha intenção não é falar sobre o medo, mas sobre aquele que pode acalmar qualquer tempestade, literal ou não, que aconteça em qualquer lugar. Jesus é o único que pode fazer isso. O texto, ainda no versículo 24, diz que “Ele se levantou e repreendeu o vento e a violência das águas; tudo se acalmou e ficou tranquilo”.

O que para os homens é causa de desespero, medo, para Jesus não é. O que para os homens é um beco sem saída, para Jesus não é. Jesus coloca tudo no lugar, acalma e tudo fica “tranquilo”.

Eu não preciso saber que tipo de tempestade você tem passado, isso não tem importância. Se é um probleminha ou um problemão, não faz a menor diferença, pois Jesus é aquele  que resolve a situação, coloca tudo no seu devido lugar e ainda deixa as pessoas admiradas, porque Ele sempre será o Jesus que acalma qualquer tempestade.

Wanderson Miranda de Almeida

Escritor e autor dos livros “Gotas de entendimento” e “Gotas de entendimento 2”.

CULTIVANDO ATITUDES ABENÇOADAS

Ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte. Ele se assentou e os seus discípulos se aproximaram dele. Então ele passou a ensiná-los. Jesus disse: (Mateus 5:1-2).

Somente os cristãos conhecem a verdadeira felicidade porque conhecem a Cristo, que é sua fonte.

O ministério terreno de Jesus incluía ensinar, pregar e curar. Onde quer que ele fosse, gerava grande excitação e controvérsia. Geralmente, grandes multidões de pessoas seguiam Jesus quando se movia pelas regiões da Judéia e da Galiléia. Milhares iam atrás dele para serem curados, outros para zombar e desprezar, e alguns em busca da verdade.

Em uma dessas ocasiões, Jesus entregou sua primeira mensagem registrada: o Sermão da Montanha (Mates 5-7). Nela, ele proclamou um padrão de vida diametralmente oposto aos padrões de seus dias e dos nossos. Denunciando com ousadia as práticas ritualísticas e hipócritas dos líderes religiosos judeus, ensinou que a verdadeira religião é uma questão de coração ou mente. As pessoas vão se comportar como seus corações ditam (Lucas 6:45), então a chave para o comportamento transformado é o pensamento transformado.

No início de seu sermão, Jesus apresentou as bem-aventuranças (Mateus 5:3-12) – uma lista de atitudes piedosas que marcam um verdadeiro crente e asseguram a verdadeira felicidade. A palavra grega traduzida como bem-aventurado, nestes versos, fala de felicidade e contentamento. O restante do sermão discute o estilo de vida que o produz.

Jesus ensinou que a felicidade é muito mais do que circunstâncias favoráveis e emoções agradáveis. Na verdade, isso não depende necessariamente das circunstâncias; é construído sobre o caráter interior do próprio Deus. À medida que sua vida manifesta as virtudes da humildade, tristeza pelo pecado, mansidão, retidão, misericórdia, pureza de coração e paz, você experimentará a felicidade que até mesmo a mais severa perseguição não pode destruir.

Ao estudarmos as bem-aventuranças, eu oro para que você seja cada vez mais conformado às atitudes que elas retratam e que você possa experimentar a verdadeira felicidade em Cristo.

Sugestão para oração

Peça ao Espírito Santo para ministrar a você através de nossos estudos diários. Esteja preparado para fazer quaisquer mudanças de atitude que Ele possa solicitar.

Estudo adicional

Leia o Sermão da Montanha (Mateus 5-7).

Quais as questões que Cristo abordou?

Como Seus ouvintes reagiram ao Seu ensino?

Devocional Alegria Inabalável - John Piper

PORQUE JESUS VEIO?

Versículo do dia: Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida. (Hebreus 2.14-15)

Hebreus 2.14-15 merece mais do que dois minutos em um devocional sobre o Advento. Esses versículos ligam o início e o fim da vida terrena de Jesus. Eles deixam claro por que Jesus veio. Eles seriam ótimos para serem usados com um amigo ou familiar incrédulo para guiá-los, passo a passo, em sua visão cristã do Natal. Essa explicação poderia ser assim…

“Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue…”.

O termo “filhos” é tomado do versículo anterior e se refere à descendência espiritual de Cristo, o Messias (veja Isaías 8.18; 53.10). Estes são também os “filhos de Deus”. Em outras palavras, ao enviar Cristo, Deus tem em vista especialmente a salvação dos seus “filhos”. É verdade que “Deus amou o mundo de tal maneira que enviou [Jesus]”. Mas também é verdade que Deus estava especialmente reunindo “em um só corpo os filhos de Deus, que andam dispersos” (João 11.52). O desígnio de Deus era oferecer Cristo ao mundo e realizar a salvação dos seus “filhos” (veja 1 Timóteo 4.10). Você pode experimentar a adoção ao receber Cristo (João 1.12).

“…destes [carne e sangue] também ele, igualmente, participou…”.

Cristo existia antes da encarnação. Ele era espírito. Ele era a Palavra eterna. Ele estava com Deus e era Deus (João 1.1; Colossenses 2.9). Mas ele tomou carne e sangue e revestiu sua deidade com a humanidade. Ele se tornou plenamente homem e permaneceu plenamente Deus. Esse é um grande mistério em muitos aspectos. Mas é o coração da nossa fé e é o que a Bíblia ensina.

“…para que, por sua morte…”.

A razão pela qual Jesus se tornou homem foi morrer. Como Deus, ele não podia morrer pelos pecadores. Mas como homem ele podia. Seu objetivo era morrer. Portanto, ele precisou nascer humano. Ele nasceu para morrer. A Sexta-feira Santa é a razão para o Natal. Isso é o que precisa ser dito hoje sobre o significado do Natal.

“…destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo…”.

Ao morrer, Cristo desarmou o diabo. Como? Ao cobrir todo o nosso pecado. Isso significa que Satanás não tem motivos legítimos para nos acusar diante de Deus. “Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica” (Romanos 8.33). Sobre que fundamento ele justifica? Por meio do sangue de Jesus (Romanos 5.9).

A arma definitiva de Satanás contra nós é o nosso próprio pecado. Se a morte de Jesus remove o pecado, a principal arma do diabo é tirada de sua mão. Ele não pode pleitear a nossa pena de morte, porque o Juiz nos absolveu através da morte do seu Filho!

“…e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida”.

Logo, estamos livres do pavor da morte. Deus nos justificou. Satanás não pode derrubar esse decreto. E Deus deseja que nossa segurança final tenha um efeito imediato em nossas vidas. Ele deseja que o final feliz livre da escravidão e medo do agora.

Se não precisamos temer o nosso último e maior inimigo, a morte, então não precisamos temer nada. Podemos ser livres. Livres para a alegria. Livres para outras pessoas.

Que grande presente de Natal de Deus para nós! E nosso para o mundo!

Devocional Do Dia - Charles Spurgeon

Versículo do dia: Fiel é o que vos chama, o qual também o fará. (1Tessalonicenses 5.24)

O céu é um lugar onde nunca pecaremos e onde cessaremos nossa constante vigilância contra um inimigo incansável. Não haverá qualquer tentador para enredar nossos passos. Ali, o vil cessa de importunar e os fatigados estão em descanso. O céu é a “herança incorruptível, sem mácula” (1 Pedro 1.4). É a terra da perfeita santidade e de segurança completa. Mas os crentes, mesmo estando na terra, não provam, às vezes, o gozo de segurança bendita? A Palavra de Deus nos ensina: todos os que estão unidos com o Cordeiro estão seguros; todos os justos firmam-se em seu caminho; aqueles que entregaram sua alma aos cuidados de Cristo descobrirão que Ele é um preservador imutável e fiel. Sustentados por esta doutrina, podemos desfrutar de segurança mesmo aqui na terra – não aquela elevada e gloriosa segurança que nos liberta de cada escorregadela, mas aquela segurança santa que surge da promessa infalível de Jesus de que nenhum dos que crêem nEle perecerá, mas estará com Ele onde Ele está. Crente, devemos sempre meditar sobre a alegria da doutrina da perseverança dos santos e honrar a fidelidade de nosso Deus por meio de uma confiança santa nEle. Que o nosso Deus lhe traga o senso de sua segurança em Cristo Jesus. Que Ele lhe assegure de que o seu nome está escrito nas mãos dele e sussurre em seus ouvidos a promessa: “Não temas, pois, porque sou contigo” (Isaías 43.5). Olhe para Ele, o grande Fiador da aliança, Aquele que é fiel e verdadeiro e que, por isso, está obrigado e trabalhando para apresentar a você, o mais fraco da família, juntamente com toda a raça eleita, diante do trono de Deus. Em tal doce contemplação, você beberá o vinho aromático das romãs do Senhor e provará as delicadas frutas do paraíso. Você provará as alegrias que deleitam a alma dos perfeitos santos no céu, se puder acreditar com firmeza que “Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.”

A Glória de Deus no Natal - Willen VanGemeren


DEUS NOS PERDOA PORQUE ELE É MISERICORDIOSO

Por Abraham Booth

O perdão do pecado é aquilo que o pecador espiritualmente despertado mais deseja. Todavia, é possível o perdão? Sem a Bíblia jamais saberíamos se tal perdão seria possível. Vemos, nas Escrituras, que Deus fala de Sua misericórdia desde os dias mais antigos: “O Senhor… perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado” (Êx 34:7).

Na Bíblia Deus fala de muitos modos a respeito do Seu perdão, como também sobre a pecaminosidade humana, de muitas maneiras diferentes. Os pecadores são descritos como “corrompidos” e “abomináveis”. O perdão de Deus é descrito como “limpeza” e “cobertura”. Os pecadores são descritos como “devedores” e “sobrecarregados”. O perdão é apresentado como “apagador” de dívidas e como “levantador” do abatido. As ofensas “vermelhas” são tornadas brancas “mais que a neve”. O perdão de Deus é inteiramente adequado ao seu pecado!

O perdão de Deus para o pecado é gratuito, pleno e eterno. Esses três aspectos  merecem considerações mais detalhadas, para mostrar quão completamente Deus na Sua misericórdia perdoa os pecadores.

Esse perdão é gratuito. Não há condições para serem cumpridas antes dele ser dado. Os exemplos das Escrituras tornam isso bem claro. Que condições Saulo de Tarso teve que cumprir  antes de ser perdoado? Nenhuma! Ele era um inimigo de Deus. Foi perdoado não porque tivesse cumprido certas condições, mas “para que em mim, o principal pecador, evidenciasse Jesus Cristo a Sua completa longanimidade e servisse eu de modelo a quantos hão de crer nele para a vida eterna” (1 Tm 1:16). Paulo, sem merecer, foi perdoado como “um modelo” para nós  da graça perdoadora de Deus.

Que condições Zaqueu ou a samaritana ou o carcereiro de Filipos cumpriram para obterem o perdão? Nenhuma, de fato! Nenhum deles merecia ser perdoado. Outros exemplos também poderiam ser citados, porém contentar-me-ei com apenas mais um. Que condições o ladrão moribundo teve que cumprir para ser perdoado? Também nenhuma! Ele era um notório pecador. Teria ele razão para esperar uma resposta feliz à sua oração: “Lembra-te de mim…”? Seu perdão foi unicamente um ato da graça de Deus! E o fato de só ele ter sido perdoado, dos dois ladrões, é um ato da graça discriminativa. Quão surpreendente são os caminhos da graça! Durante Sua vida, Jesus foi procurado por um jovem doutor decente e devoto, o qual buscava vida eterna através de exigências que ele supunha já ter cumprido, porém que “se afastou triste”. Aqui, contudo, Jesus concede perdão na primeira oração de um miserável.

Ainda que esse perdão seja gratuito para os pecadores, nunca devemos esquecer de que Cristo pagou um alto preço por ele. Perdão para a menor das nossas ofensas só se tornou possível porque Cristo cumpriu as mais aflitivas condições – Sua encarnação, Sua perfeita obediência à lei  divina  e Sua morte na cruz. O perdão que é absolutamente gratuito ao pecador teve um alto custo para o Salvador. Entretanto, no exato momento de pagar esse preço, como para mostrar que ele não foi pago a favor de pessoas justas ou dignas aos seus próprios olhos, Jesus moribundo perdoou livremente o ladrão. É evidente que o perdão vem pela graça, e a graça é favor dado sem o cumprimento de quaisquer condições preestabelecidas.

Penso que já foram apresentados fatos suficientes para provar que o perdão é gratuito. Eu poderia facilmente acrescentar outros fatos. Mas deixo-os de lado e só quero lembrá-lo de u m versículo marcante: “Quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho” (Rm 5:10). Está claro, então, que o perdão não foi dado por qualquer coisa boa que tais “inimigos” tivessem feito!

Em segundo lugar, esse perdão é pleno. Mesmo só um pecado traz a maldição da Lei sobre o pecador. O perdão deve ser pleno o suficiente para incluir cada pecado, e deve abranger os piores pecados, não importando quão perversos eles sejam, ou de outro modo tal perdão seria inadequado. Uma pessoa com um só pecado não perdoado está perdida.

O sangue de Cristo tem valor infinito por causa da gloriosa dignidade daquele que o derramou.  A morte de Cristo é capaz de “nos purificar de toda injustiça” (1 Jo 1:9), e isso significa que nos pode purificar de cada pecado, por pior que seja, e de todos os pecados, não importando quão numerosos sejam eles.

Podemos muito bem clamar: “Quem, ó Deus, é semelhante a ti, que perdoas a iniquidade e esqueces da rebelião do restante da tua herança. O Senhor não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na benignidade.  Tornará a apiedar-se de nós; subjugará as nossas iniquidades, e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar” (Mq 7:18-19).

Venha, então, trêmulo pecador! Pense nas riquezas da graça! Não permita que nenhum pecado, ou mesmo uma multidão deles, o leve ao desespero. Deus nunca confere o Seu favor por causa do merecimento do pecador e nunca o nega por causa do seu demérito. A graça é livre e plena. Descanse sobre essa verdade!

Em terceiro lugar, o perdão é para sempre. Isso é a coroação final de um perdão completo. Ele é irreversível. As Escrituras dizem isso claramente: “…de seus pecados não me lembrarei mais” (Hb 8:12). Essa promessa não é condicional, e sim absoluta. Não depende do perfeito comportamento subseqüente do pecador. (Se dependesse, então esse perdão certamente fracassaria e não poderia ser mantido.) Depende do valor eterno da morte expiatória do Senhor e da inabalável fidelidade de Deus. “Quanto está longe o oriente do ocidente, assim afasta de nós às nossas transgressões” (Sl 103:12). “Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica” (Rm 8:33). Essas fortes expressões significam que o perdão jamais poderá ser revertido.

O fato de Deus castigar Seus filhos quando eles pecam, não significa que eles possam perder o seu perdão. O castigo que lhes impõe é evidência do Seu amor e do Seu interesse por eles, e não um sinal de que Ele os está rejeitando.

O fato dos crentes orarem continuamente para que Deus lhes perdoe os pecados, não significa que eles já não estejam perdoados. Eles buscam a consciência de que foram perdoados. Não vamos imaginar que toda vez que eles pecam, arrependem-se, confessam o seu pecado e pedem perdão, Deus realiza novos atos de perdão. Contudo, eles precisam conscientizar-se sempre de que o perdão já lhes pertence, por serem filhos de Deus.

Quão glorioso, portanto, é o perdão que procede da graça de Deus. Quão completo é esse perdão! Nada existe que possa levar o pior pecador a deixar de pedi-lo. Ninguém tem razão para dizer: “Infelizmente, meus pecados são enormes demais!”

“Que diremos, pois, permaneceremos no pecado para que a graça abunde? De modo nenhum” (Rm 6:1-2). Antes, o pecador perdoado dirá com a mais profunda gratidão: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome… (porque) é ele que perdoa todas as tuas iniquidades” (Sl 103:1, 3).

“O perdão de Deus é da mesma natureza dEle.

Não é estreito, difícil, frio, restrito e condicionado como o perdão que impera entre os homens; mas é pleno, livre, insondável, sem limites, absoluto –é da mesma natureza das excelências de Deus. Lembrem-se disso, pobres almas, quando tiverem de tratar com Deus a respeito desse assunto. O perdão não é merecido por obras piedosas realizadas antes, porém, é o mais forte motivo para se viver piedosamente depois de recebê-lo. Aquele que não aceita o perdão, a não ser que possa merecê-lo de uma forma ou de outra, não participará dele. Aquele que presume tê-lo recebido, e não se sente obrigado a ser obediente a Deus por causa do perdão que recebeu, na verdade não goza dele!”1

Leitor, tal perdão não seria próprio para você? Almeja ser perdoado? Então, olhe para Jesus que morreu por você. Isso que tanto deseja é um dom livre que se tornou possível por causa do Seu sacrifício a favor dos pecadores.

Você já está perdoado? Então o seu coração deve estar cheio de santo amor pelo Senhor e de compaixão para com qualquer que lhe ofenda. Aquele que se considera perdoado, mas não perdoa aos outros, “é mentiroso” (1 Jo 4:20).

NOTAS:

1. Abraham Booth cita esse parágrafo de um texto de John Owen, sobre o Salmo 130 – “Uma exposição prática sobre a natureza do perdão de pecado”.

Trecho extraído do livro Somente Pela Graça, pág. 32-40. Editora: PES

CRISTIANISMO E POLÍTICA

“Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?” (2 Coríntios 6:14 )

A política atualmente pode ser definida como a atividade dos cidadãos que se ocupam dos assuntos públicos com seu voto ou com sua militância. Todos os cidadãos, sejam de crenças evangélica, católica, espírita ou de quaisquer outras crenças, têm o direito assegurado pela nossa Constituição de atuar na política, desde que atendam aos requisitos legais dessa mesma Carta Magna.

Dentre esses cidadãos que exercem atividade política, quero abordar nesse estudo, os cristãos, os evangélicos. Muitos pastores, bispos, apóstolos, obreiros e membros evangélicos defendem a tese de que os cristãos devem participar da política para fazerem a diferença, para serem luz no meio das trevas, etc e tal. Essas pessoas, sinceras em sua maioria, usam como argumentos os fatos bíblicos de que José foi governador do Egito, que Daniel foi uma espécie de primeiro-ministro na Babilônia, de que Davi foi rei de Israel e por aí vai. Mas essas pessoas se esquecem de que José, Daniel e Davi foram chamados, escolhidos por Deus para ocuparem cargos políticos em contextos históricos e espirituais totalmente diferentes do atual contexto político.

Na política, para serem eleitos, alguns candidatos usam de meios ilícitos para garantir a sua eleição, como a compra de votos, a aceitação de suborno e fazem alianças que são imorais à luz da Palavra de Deus. E infelizmente, sem o uso dessas táticas vergonhosas, dificilmente tais candidatos conseguirão se eleger. São poucos os candidatos que ganham eleições com base apenas em seu carisma, em sua honestidade, em sua capacidade de liderança. O próprio sistema político atual induz e promove essas práticas ilícitas de se ganhar uma eleição.

Por isso, ser político no passado é muito diferente de ser político hoje em dia, mesmo porque antes, nos tempos bíblicos, não havia democracia, o sistema político que se sustenta através das eleições por votos. Pode o evangélico atuar na política? Pode, desde que não ocupe cargo de pastor, de bispo, de apóstolo, de obreiro e desde que se mantenha santificado no mundo político que tanto jaz no maligno. E por quê pastores, bispos, apóstolos e obreiros não podem exercer cargos políticos ( a não ser que renunciem aos seus cargos eclesiásticos durante o mandato eleitoral) ? Porque a sua principal tarefa diante de Deus é evangelizar, pastorear, cuidar do rebanho de Deus e não politicar.

Antes de entrarem na política, esses candidatos evangélicos que têm cargos na igreja podem até ser sinceros, honestos, com boas intenções, mas depois que começam a atuar politicamente, infelizmente, em sua maioria, ( não são todos, que fique bem claro isto ) os mesmos se corrompem facilmente. E por quê? Porque se esquecem que estão em um território muito influenciado por Satanás e seus demônios e se olvidam da sua carne pecaminosa, sujeita a tantas tentações de corrupção de agora em diante. Não é fácil para o evangélico se manter incontaminado no meio da política, que em si mesma não é corrupta, mas que é corrompida por causa das más atitudes de alguns indivíduos.

Quais dos candidatos evangélicos podem se afirmar serem íntegros moralmente e espiritualmente como José, Daniel, Neemias, Moisés foram em suas gerações? São poucos os evangélicos que estão no mesmo patamar desses notáveis líderes políticos da Bíblia. Infelizmente, temos observado na mídia vários exemplos de pastores, bispos, pregadores, cantores evangélicos, que, após ingressarem na política, se corromperam, e, que, para vergonha do povo de Deus, têm seus nomes enlameados e veiculados nos jornais, acusados de corrupção.

Essas pessoas que se corromperam, infelizmente sucumbiram diante das tentações do poder e do dinheiro, trazendo mal à suas vidas, como está escrito: “Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmo se atormentaram com muitas dores.” ( 1 Timóteo 6:10 ).

A missão da liderança da Igreja é evangelizar, fazer a obra de Deus e não politicar !!! Os líderes evangélicos têm que se preocupar em promover o Reino de Deus e não o reino do homem. Em Atos 1: 6-8 está escrito: “Então, os que estavam reunidos lhe perguntaram: Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel? Respondeu-lhes: Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade; mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda Judéia e Samaria e até aos confins da terra”. Os discípulos de Jesus estavam preocupados em saber se Israel haveria de ter o seu governo político restaurado, entretanto, Jesus lhes disse que a eles não competia saber da restauração política de Israel, mas sim em ser “minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda Judéia e Samaria e até aos confins da terra”.

Mas hoje está tudo bagunçado, o pastor da igreja tem uma igreja grande e já quer ser vereador, prefeito, deputado, sei lá o que mais, esquecendo-se do seu verdadeiro chamado, que é pastorear as ovelhas e não politicar. E ai das ovelhas que não votarem no pastor !!! Muitas igrejas evangélicas não crescem espiritualmente e numericamente porque fizeram aliança com políticos, porque venderam os votos de seus membros para dar empregos para os filhos e parentes desses pastores corruptos, muitas igrejas foram construídas com materiais de construção doados por políticos através de uma aliança corrupta e por isso hoje essas igrejas estão debaixo de maldição e não prosperam em todos os sentidos.

Imaginem, amados irmãos, Moisés chamando Faraó para dar uma palavrinha no Tabernáculo, no Santo dos Santos. Horrível e pecaminoso, não? Mas infelizmente isso é o que muitos pastores ( não todos, é lógico ) têm feito dos púlpitos e altares das igrejas, palanque para campanhas políticas, onde esses pastores candidatos e outros candidatos têm profanado esse lugar sagrado, que deveria ser um lugar de proclamação do evangelho, e não um palco de barganha, de comércio na casa de Deus. Muitos pastores ( não todos, que fique bem claro isso ) permitem que os políticos usem o altar pra fazerem as suas promessas mentirosas.

Mas veja o que diz a Palavra de Deus a respeito disso: “Disse-me o Senhor: Filho do homem, nota bem, e vê com os próprios olhos, e ouve com os próprios ouvidos tudo quanto eu te disser de todas as determinações a respeito da Casa do Senhor e de todas as leis dela; nota bem quem pode entrar no templo e quem deve ser excluído do santuário. Dize aos rebeldes, à casa de Israel: Assim diz o Senhor Deus: Bastem-vos todas as vossas abominações, ó casa de Israel ! Porquanto introduzistes estrangeiros, incircuncisos de coração e incircuncisos de carne, para estarem no meu santuário, para o profanarem em minha casa, quando ofereceis o meu pão, a gordura e o sangue; violaste a minha aliança com todas as vossas abominações” ( Ezequiel 44:5-7 ).

Deixo o meu conselho para todos os pastores de todas as igrejas evangélicas: Caso algum político ou algum membro da igreja queira pedir votos para os irmãos, não deixem que essas pessoas usem os altares das igrejas para fazerem campanhas políticas. Esperem o culto a Deus terminar e depois fora da igreja, deixem que os candidatos conversem com os fiéis.

E quanto ao irmão que às vezes pode precisar da ajuda de algum político? Qual deve ser a sua atitude diante de Deus e de sua Palavra? Caso o irmão necessite, pode sim procurar ajuda política, é para isso que pagamos os nossos impostos, e por isso precisamos ter o retorno, mas o que o irmão não pode fazer é barganha, vender o seu voto em troca de benefícios, porque isso é pecado. O evangélico não pode chegar no político e dizer; “ Se você me der ou me fizer isto ou aquilo, eu te dou o meu voto”. Mas se o evangélico receber a ajuda de algum político, pode retribuir com o seu voto como gratidão ( e nunca como barganha ) a esse político.

Se o político oferecer ajuda ao irmão necessitado, ele pode aceitar a ajuda, desde que não haja barganha e desde que o irmão ajudado retribua com o seu voto, pois seria injusto o político ajudar o irmão, e esse não votar em quem o ajudou. Infelizmente, tem irmãos que recebem ajuda política e não retribuem com gratidão a quem os ajudou. Vamos ser justos, sinceros e honestos para com todas as pessoas. Se você, amado irmão em Cristo, foi auxiliado por um político, sem barganhar ou vender o seu voto, vote nele !

Sabemos que muitos políticos são maçons. Muitos maçons são pessoas boas, caridosas, honestas e trabalhadoras. Eu mesmo tenho parentes que são maçons e cidadãos respeitáveis. A Maçonaria, enquanto instituição filantrópica, tem prestado muito mais assistência social às pessoas carentes do que muitas grandes igrejas evangélicas grandes, que só têm se preocupado em construir grandes e suntuosos templos para a glória do homem e não para a glória de Deus, se esquecendo essas igrejas ( não são todas, que fique bem claro isso ) que têm condição, de ajudar os mais necessitados. Mas infelizmente, a Maçonaria não é apenas uma instituição filantrópica, é também uma religião, pois a mesma tem templos ( chamados lojas ), sacerdotes ( chamados veneráveis mestres ) e rituais ( chamados ritos ).

E a Maçonaria é uma religião não-cristã, que nega o sacrifício de Jesus Cristo na cruz pelos nossos pecados, ainda que a maioria dos maçons desconheçam esses fatos, pois os mesmos estão no engano. Se a Maçonaria fosse apenas uma instituição de caridade e social, não seria problema nenhum, mas o problema é que a mesma pratica ritos originários do paganismo egípcio e babilônico e ensina doutrinas contrárias à Bíblia, a Palavra de Deus, doutrinas como a da salvação pelas obras. A Maçonaria ensina que fora da caridade não há salvação, isto é, que basta apenas ao maçom e as pessoas praticarem caridade, boas ações, para ser salvo. Mas com isso a Maçonaria e outras religiões que ensinam a salvação através das obras, simplesmente estão dizendo que o próprio homem pode se salvar através da caridade, que o homem tem o poder de salvar a si mesmo, que não precisa de Deus e nem do sacrifício de Jesus Cristo pra ser salvo.

Mas Deus diz em sua Palavra que “pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” ( Efésios 2:8-9 ). A salvação é pela graça. E o que é graça? É o amor, o favor imerecido de Deus. Não merecíamos ser perdoados e salvos, mas (“Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” ( João 3:16 ).

Se o homem a si mesmo se salva através da suas boas ações, ele se vangloria por causa das suas boas obras, ele é deus, e é isso que a Maçonaria e outras religiões ensinam. Não basta apenas sermos bons e fazer caridade. Além de sermos caridosos, temos que também ser santos, nos arrependermos dos nossos pecados, aceitar a Cristo como único e suficiente Salvador e viver uma vida santa, o mais longe do pecado. A palavra religião vem do latim “religare”, que quer dizer religar, e foi isso o que Cristo veio fazer, religar o homem pecador ao Deus Santo, reconciliar o homem afastado do Criador, como está escrito: “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação” ( 2 Coríntios 5:18 )

E para finalizar, declaro que nós, evangélicos, precisamos amar e orar pelos evangélicos, pelos maçons, pelos católicos, espíritas, pessoas de demais crenças, pelos nossos políticos e por todas as autoridades constituídas por Deus sobre nós, abençoando-os, para que façam um bom governo, para que sejam justos, para que ajudem os necessitados, para que cuidem das pessoas e para que principalmente, todos conheçam o perdão, o amor e a salvação de Cristo.