Semeando o Evangelho

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Semear a Verdade e o Amor de Deus

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

JESUS É DEUS (Evangelho de João) 39 - Comunidade Cristã de Londrina


OS NOSSOS PECADOS PODEM FRUSTRAR OS PLANOS DE DEUS?

O pecado traz consequências terríveis para a nossa vida.

Sou tão agradecido por nosso Deus ser compassivo, paciente e longânimo a maior parte do tempo, pois Ele retém “muitas” consequências de pecados cometidos que merecíamos sofrer. Acredito que, quando estivermos na eternidade, vamos nos maravilhar com tudo o que Deus preparou para nós. Isso não significa que devemos subestimar o pecado, porque não se zomba de Deus, e às vezes a nossa desobediência gera resultados devastadores.

Talvez você realmente tenha estragado tudo. Arruinou sua vida! Mas isso significa que você impediu os planos de Deus para a sua vida? Que Deus desistiu de você? Não! Em sua soberania infinita, ele ainda tem um plano incrível na sua vida. Ele sabe de cada pecado que cometemos e cometeremos, ou seja, antes e depois de sermos crentes em Jesus. Ele sabia de cada fracasso e decisão errada que tomaríamos bem antes de o universo ter sido criado. E, porque Deus nos ama tanto, Ele faz até mesmo os nossos fracassos e pecados colaborarem para o seu bom propósito em nossas vidas.

Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. (Romanos 8:28)

TODAS as coisas colaboram para o bem, inclusive os nossos pecados.

Isso não significa que devemos pecar. E Deus não é, de modo nenhum, responsável quando pecamos, visto que Ele não é o “autor do pecado”. No entanto, de qualquer maneira, até os nossos piores pecados e erros fazem parte do Seu plano soberano em nossas vidas.

Deus é tão impressionante que Ele pode usar os nossos pecados para realizar os seus propósitos.

Quando Jacó enganou seu pai e seu irmão mais velho, Esaú, Deus usou aquele pecado para cumprir sua profecia, onde o mais velho serviria ao mais jovem. Quando José, imprudentemente, contou seus sonhos aos seus irmãos, Deus usou a “ingenuidade” de José e o ódio de seus irmãos para vendê-lo ao Egito, lugar que Deus o exaltou, colocando-o na segunda posição mais alta na terra. Ele usou sua sabedoria, concedida pelo próprio Deus, para poupar milhares da fome, inclusive seus irmãos, quando governou o Egito.

Davi cometeu adultério com Bate-Seba, procurou ocultar seu pecado e, consequentemente, arquitetou a morte de seu marido. Davi sofreu as consequências devastadoras por esses pecados. Contudo, Deus ainda teve um plano em sua vida, dando a ele e a Bate-Seba outro filho, Salomão, o autor de Provérbios e um dos maiores reis de Israel. Nem os piores pecados podem atrapalhar os planos de Deus em nossas vidas.

E lembre-se, Jesus Cristo morreu na cruz para pagar para cada um dos nossos pecados.

Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. (Romanos 8:38-39)

Por causa do incrível sacrifício de Jesus, nada pode nos separar do amor de Deus. Então, como harmonizar os arrependimentos dos pecados com os decretos de Deus?

Em primeiro lugar, lembre-se que Deus não te condena.

Agora, pois, já não existe nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus. (Romanos 8:1)

Jesus foi condenado em nosso lugar e pagou o preço do pecado. Você deve lutar e orar para acreditar nisso, e suprimir pensamentos que muitas vezes aparecem para tentar confundi-lo.

Em segundo lugar, lance seus arrependimentos e desânimos sobre o Senhor.

O Pai carrega nossos fardos. Ele não quer que o transportemos novamente. Lembre-se, o Senhor lançou o nosso pecado para longe. Jesus carregou nossos fardos na cruz.

Terceiro, Deus ainda tem planos específicos para você.

O que diz respeito a mim o SENHOR levará a bom termo; a tua misericórdia, ó SENHOR, dura para sempre; não desampares as obras das tuas mãos. (Salmo 138:8)

Talvez os seus pecados trouxeram consequências austeras para você. Mas você não tem ideia de quão maravilhosos são os planos que o Senhor ainda tem para você? Ele pode usar suas experiências negativas para consolar outros que estão sofrendo. Ele pode usá-lo para dar esperança a outros que cometeram erros semelhantes. Deus ainda teve planos para Davi depois de seus erros e fracassos. E Ele ainda tem planos para você.

O Senhor tem um futuro para você. E Ele cumprirá o Seu bom propósito em sua vida.

Autor: Mark Altrogge

Fonte: The Blazing Center

Tradução: Mirian Gomes

Divulgação: Reformados 21

INTEGRIDADE NAS FINANÇAS

Por Luciano Subirá


Eu trabalhei num banco durante dois anos aproximadamente, antes de estar envolvido no ministério em tempo integral. Era de praxe ouvirmos alguns gerentes nos mandando mentir, dizendo que eles não se encontravam na agência no momento em que transferíamos as ligações de alguns clientes, mas eu nunca aceitei fazer isto. Eu dizia que a opção era uma das duas: ou eles atenderiam o telefone ou eu falaria a verdade! Numa das primeiras vezes em que eu fiz isto, o gerente principal da agência disse que me despediria. Educadamente pedi-lhe perdão por dar-lhe a impressão que eu queria prejudicá-lo e expliquei as minhas razões para agir assim. Disse-lhe também que se ele me mandasse embora por isto, eu faria questão que ele explicasse por escrito o motivo da minha demissão.

Não fui mandado embora, e, com o tempo, todos os gerentes naquela agência bancária me confidenciaram que, devido a todo o meu comportamento, eles sabiam que eu também nunca mentiria para eles. Foi difícil no começo, mas eles aceitaram minha resolução em manter a integridade. E, se não aceitassem, eu sairia do emprego para honrar ao Senhor!

Deus deseja ser honrado e distinguido, não apenas através da entrega dos nossos dízimos e ofertas, mas também em tudo o que fazemos com os nossos bens e recursos materiais. Mencionamos no primeiro capítulo que há certas expressões de honra que não produzem nenhuma diferença no caixa e na contabilidade da igreja local. De modo semelhante, entender e praticar valores como a integridade e uma boa mordomia também são uma forma de expressarmos honra ao Senhor.

O nosso testemunho e a nossa conduta pesam bastante no conceito que as pessoas têm de nós, especialmente os não-crentes. Portanto, para honrarmos ao Senhor, precisamos saber como viver a integridade, a boa mordomia, e também como lidar com as dívidas.

Muitos de nós não conseguimos descobrir o quanto gastamos, e apenas vamos gastando! Entramos no cheque especial, no limite do cartão de crédito, tomamos emprestado, e vivemos pagando juros e ficamos endividados. É comum nos aventurarmos em empreitadas com as quais não poderemos arcar. São tantas as histórias de pessoas que perderam os seus carros ou os seus apartamentos porque não conseguiram continuar pagando as prestações assumidas!

Mas, quando falamos de honrar ao Senhor com os nossos bens, percebemos que as verdadeiras perdas não são as dos nossos bens e dinheiro, e sim as do mau testemunho gerado pela falta de pagamento. Portanto, o fato de termos um orçamento pessoal e familiar nos ajuda muito a evitarmos uma má administração financeira, que certamente terá um consequente mau testemunho.

PRESERVANDO O TESTEMUNHO
Tudo o que fazemos deve promover glória a Deus, até mesmo o que comemos (1 Co 10.31). Somos chamados para glorificarmos a Deus por meio da nossa conduta e das nossas obras:

“Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” (Mt 5.16)

Mas, infelizmente, muitos de nós fazemos o oposto em nossa vida financeira. As pessoas querem olhar para nós e ver uma conduta diferente.

PRINCÍPIOS DE INTEGRIDADE
Vivemos numa sociedade em que “prosperar” é sinônimo de “brigar bem nos negócios”. A ideia de competitividade foi substituída pela idéia de uma guerra onde vale tudo. Em nome da sobrevivência, e com uma profunda manifestação de egoísmo, os homens alegam que eles aprendem a viver a prática de seus negócios alicerçados na mentira, na desonestidade, passando a perna uns nos outros, e, sem nenhum escrúpulo, tornam o jogo cada vez mais severo.

Diante disto, questionamos como deve ser a conduta do cristão na área financeira, uma vez que é tão fácil nos deixarmos levar pelo atual sistema mundano! Deus, no entanto, deseja que não nos conformemos com este mundo, mas que nos transformemos pela renovação da nossa mente (Rm 12.2). Precisamos deixar que os valores da Palavra de Deus encham o nosso coração, a ponto de mudarmos completamente de atitude e pensamento. A Bíblia tem princípios de integridade que precisamos absorver e praticar:

“Quem, Senhor, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte? O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade; o que não difama com sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra o seu vizinho; o que, a seus olhos, tem por desprezível ao réprobo, mas honra aos que temem ao Senhor; o que jura com dano próprio e não se retrata; o que não empresta o seu dinheiro com usura, nem aceita suborno contra o inocente. Quem deste modo procede não será jamais abalado.” (Salmos 15.1-5)

“Não furtareis, nem mentireis, nem usareis de falsidade cada um com o seu próximo… Não oprimirás o teu próximo, nem o roubarás; a paga do jornaleiro não ficará contigo até pela manhã. Não farás injustiça no juízo, nem favorecendo o pobre, nem comprazendo ao grande; com justiça julgarás o teu próximo.” (Levítico 19.11,13,15)

Não deve haver lugar para a prática de roubos, furtos, desonestidade, mentira, e qualquer outro desvio da verdade em nossas vidas. A base de todo tratamento que dispensamos ao próximo deve ser a justiça e a integridade. Quem faz vista grossa para isto, querendo lucrar depressa, não conhece o que a Palavra de Deus diz sobre o futuro dos que são desonestos nos negócios:

“Como a perdiz que choca ovos que não pôs, assim é aquele que ajunta riquezas, mas não retamente; no meio de seus dias as deixará, e no seu fim será insensato.” (Jeremias 17.11)

Queremos agora examinar um pouco mais o que as Sagradas Escrituras têm a dizer acerca destas áreas em que tanto necessitamos de mudança e compreensão.

BALANÇA JUSTA
Crescemos convivendo com a ideia de que o mundo é dos espertos, e que a melhor forma de se ganhar dinheiro é enganando aos outros. Mas, ao edificarmos o nosso negócio nestas bases, estamos trazendo sobre nós um princípio de maldição, e não de bênção!

A Palavra do Senhor revela que devemos ser justos em nossos negócios. Uma conhecida e antiga prática de “esperteza” nos negócios era o uso de pesos falsos nas balanças para se vender menos por mais aos compradores. Eles usavam um outro peso, diferente do padrão, para lesar os compradores. Observe o que as Escrituras ensinam sobre isto:

“Dois pesos são coisa abominável ao Senhor, e balança enganosa não é boa.” (Provérbios 20.23)

Alguém que deseje honrar ao Senhor com os seus bens não pode praticar, em seus negócios, o que o próprio Deus chama de abominação. Todo tipo de defraudação e engano é algo abominável ao Senhor. Isto não somente deixa de dar-Lhe honra, mas também O desonra!

FALANDO A VERDADE
Um outro princípio errado, e que portanto não permite a bênção decorrente da integridade na vida de alguém, é a mentira. A bênção divina está ligada à presença do próprio Deus, e a Sua presença em nossas vidas está condicionada à prática de determinados princípios, como por exemplo, o falarmos a verdade:

“Quem, Senhor, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte? O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade.” (Salmos 15.1,2)

Muitas pessoas já associaram a ideia de que, para se vender, é necessário mentir ou exagerar um pouco nos detalhes do produto. Inúmeros negócios estão fundamentados neste falso alicerce. Mas, na vida daquele que quer honrar ao Senhor, não há espaço para este tipo de prática, pois ela ofende a Deus.

“Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor, mas os que agem fielmente são o seu prazer.” (Provérbios 12.22)

A mentira é chamada de algo “abominável” ao Senhor, e nada do que alguém diga para argumentar diminui a intensidade deste merecido adjetivo dado pela Palavra de Deus. Conheço crentes que não mentem para efetuarem as suas vendas em seus negócios. E mesmo assim prosperam; não pelo engano, mas com a bênção de Deus! Além disso, um dos motivos pelos quais eles possuem uma carteira de clientes fiéis se deve ao fato de que eles são dignos de confiança.

A bênção começa nestas coisas pequenas aos nossos olhos, mas que são relevantes aos olhos de Deus. Falar a verdade é um princípio de integridade que traz bênçãos sobre as nossas vidas. Precisamos crer nisto de coração e passar a vivermos segundo esta convicção.

CUMPRINDO NOSSA PALAVRA
Além da questão da mentira em si, há também o princípio de cumprirmos a nossa palavra, ou de não quebrarmos as nossas promessas. Quando o Diabo consegue fazer com que assimilemos estas práticas mundanas, além de nos roubar a bênção financeira, ele também consegue criar em nós uma imagem errada, que nos prejudica em nosso relacionamento com Deus. Como podemos crer nas promessas de Deus e tratá-las como imutáveis e irrevogáveis, se criamos para nós mesmos uma espécie de relatividade em nossos conceitos de verdade e cumprimento de promessas? Entre os princípios de integridade abordados, está o de jurarmos e não mudarmos, ainda que com dano próprio:

“Quem, Senhor, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte? …o que jura com dano próprio e não se retrata.” (Salmos 15.1,4b)

Eu já fiz muitas promessas das quais me arrependi depois, mas aprendi a cumprir a minha palavra. Nos negócios devemos fazer o mesmo. Um cristão que quer honrar ao Senhor não pode combinar uma coisa e depois fazer outra. Ele não pode simplesmente voltar atrás em sua palavra, como se ele não tivesse prometido nada.

Estas atitudes podem até parecer que ajudam a gerar lucros, mas, no fim, sempre percebemos que lucrar com a falta da bênção divina não compensa.

Há muitos crentes que são roubados pelo Diabo em seus negócios porque abrem a porta da maldição pela sua falta de palavra, que é uma mentira! Para honrar ao Senhor (e sermos honrados por Ele) precisamos aprender a falar somente o que cumpriremos. E, se por acaso prometermos algo do qual venhamos a nos arrepender depois, então devemos honrar esta palavra mesmo que ela nos traga prejuízos. Foi disto que o salmista falou:

“…o que jura com dano próprio e não se retrata” (Sl 15.4b).

NÃO ROUBANDO
Roubar nos negócios é uma prática antiga. E a advertência divina contra isto também é milenar. A desonestidade de se vender menos por mais (roubar tanto na quantidade como na qualidade) é abominável ao Senhor. E há tantos cristãos agindo assim!

Já falamos sobre o princípio da balança justa, mas quero afirmar que lesar alguém pelo engano também é roubar, pois envolve uma perda imposta a alguém. Deus diz que Ele odeia o roubo. Portanto, devemos fugir disto, se queremos dar-Lhe a honra:

“Porque eu, o Senhor, amo o juízo e odeio a iniquidade do roubo; dar-lhes-ei fielmente a sua recompensa e com eles farei aliança eterna.” (Isaías 61.8)

Não podemos roubar. A justiça tem que ser a base dos nossos negócios. Os lucros injustos podem parecer bons, por serem mais fáceis, mas, no futuro, o que nos livrará da maldição e do juízo divino é a integridade:

“Os tesouros da impiedade de nada aproveitam, mas a justiça livra da morte.” (Provérbios 10.2)

“O justo tem o bastante para satisfazer o seu apetite, mas o estômago dos perversos passa fome.” (Provérbios 13.25)

A integridade pode parecer mais cara hoje, mas o futuro demonstrará que ela é o caminho mais lucrativo. Há crentes que roubam o seu patrão, usando os materiais da empresa em benefício próprio, fazendo ligações telefônicas, recebendo as horas em que não há produtividade, etc. Isto não é honrar ao Senhor em nossas finanças. E muitas vezes eles se justificam, tentando negar que isto seja um roubo, mas toda apropriação indevida do que não nos pertence é roubo, e ponto final! O apóstolo Paulo precisou dar a seguinte instrução aos crentes de Éfeso:

“Aquele que furtava, não furte mais…” (Ef 4.28).

Será que aqueles irmãos já não sabiam disto? A verdade, no entanto, é que muitas vezes roubamos sem admitirmos que se trata de roubo, mas, mesmo assim, isto é pecado, e, na qualidade de uma quebra de integridade, terá o seu preço de ausência de bênção. O meu primeiro emprego foi como office-boy numa repartição estadual. Certa vez comentei com um outro irmão mais maduro na fé que, embora o salário não fosse lá estas coisas, as regalias compensavam. Ao ser indagado sobre estas regalias, mencionei que tirávamos fotocópias de graça ali. E, sem nenhuma preocupação em me agradar, esse irmão me chamou de ladrão e me deu o maior sermão!

É lógico que ninguém gosta de levar bronca, mas não posso negar que o Senhor me convenceu de que o errado era eu! E parei de tirar as fotocópias desde então!

Examine a sua vida, e mesmo que você não seja um homem de negócios, pergunte a você mesmo se você não tem roubado nada. Só para dar uma dica, reter o dízimo é roubar! Sonegar impostos também! Os patrões que lesam os funcionários em seus salários também estão roubando e terão perdas, ao invés de bênçãos, por causa disso:

“Atendei, agora, ricos, chorai lamentando, por causa das vossas desventuras, que vos sobrevirão. As vossas riquezas estão corruptas, e as vossas roupagens, comidas de traça; o vosso ouro e a vossa prata foram gastos de ferrugens, e a sua ferrugem há de ser por testemunho contra vós mesmos e há de devorar, como fogo, as vossas carnes. Tesouros acumulastes nos últimos dias. Eis que o salário dos trabalhadores que ceifaram os vossos campos e que por vós foi retido com fraude está clamando; e os clamores dos ceifeiros penetraram até aos ouvidos do Senhor dos Exércitos.” (Tiago 5.1-4)

Insisto em afirmar que só dizimar e ofertar na igreja não quer dizer que estamos honrando ao Senhor! A forma como nos comportamos em relação ao uso do dinheiro e dos nossos bens revela se estamos honrando ao Senhor ou não!

NÃO DANDO NEM ACEITANDO SUBORNOS
O suborno é uma quebra da lei, ou das regras estabelecidas, mediante o pagamento (ou recebimento) de propinas. Alguém que deveria executar o que é justo e estabelecido se vende por dinheiro, e quem deveria ser punido pelo seu erro compra a sua impunidade ou facilitação.

A prática do suborno envolve a mentira e a quebra de integridade, tanto de quem paga o suborno como de quem o recebe. Ao falar sobre quem habitaria ou não perante o Senhor, o salmista não deixou de fora da lista este deslize; antes o descreveu como algo que nos exclui da presença do Pai:

“O que não empresta o seu dinheiro com usura, nem aceita suborno contra o inocente. Quem deste modo procede não será jamais abalado.” (Salmos 15.5)

A Palavra de Deus, na pregação de João Batista, ainda nos traz um pouco mais de luz sobre este assunto:

“Perguntaram-lhe também uns soldados: E nós, que havemos de fazer? Respondeu-lhes: A ninguém façais violência, nem deis denúncia falsa, e contentai-vos com o vosso soldo.” (Lucas 3.14 – Tradução Brasileira)

Ao dizer aos soldados que se contentassem com o salário recebido, João Batista estava lhes dizendo claramente que eles deveriam viver do seu salário e não se vender à ganância por meio de subornos. Os nossos policiais, fiscais, e outras autoridades erram quando oferecem o caminho das propinas. E quem se propuser a pagá-las (por já estar errando em alguma outra coisa) estará tão errado quanto os primeiros. Eu conheço policiais militares e fiscais cristãos que não se vendem por dinheiro algum, e, ao agirem assim, estão honrando ao Senhor. Aparentemente eles jogam fora dinheiro e o enriquecimento rápido, mas eles sabem que este é um princípio de Deus: o dinheiro que vem fácil vai fácil, pois não tem a bênção divina!

“Os bens que facilmente se ganham, esses diminuem, mas o que ajunta à força do trabalho terá aumento.” (Provérbios 13.11)

O que parece ser tranquilo no começo trará o seu preço posteriormente:

“Suave é ao homem o pão ganho por fraude, mas, depois, a sua boca se encherá de pedrinhas de areia.” (Provérbios 20.17)

Infelizmente, há muitos crentes que aceitam o pagamento de subornos. Se você for pego, com o seu carro, acima do limite de velocidade, não erre uma outra vez, aceitando pagar um trocado em favor da sua liberação! Eu já fui tentado neste sentido. O policial me disse que dez reais eram suficientes para ele fazer vista grossa ao meu erro. Eu disse que eu não pagaria a propina, que ele podia me multar, uma vez que eu reconhecia o meu erro. Ele me falou que a multa custaria muito mais, que não valia a pena querer ser moralista, e que ele estava querendo me ajudar a não gastar. No entanto, fiquei firme em minha posição. E como foi custoso convencer aquele guarda a multar-me logo! E como foi custoso também pagar a multa depois!

As pessoas pensam no valor da multa e imaginam que é um desperdício pagá-la. E de fato é! Porém, este desperdício se dá na hora em que infringimos a lei, e não quando o guarda nos pega. Depois de sermos flagrados pela polícia, a propina se torna muito mais cara, espiritualmente falando, pela perda da bênção!

Além de ser um caminho de bênção, a manutenção da integridade também é uma forma de honrarmos ao Senhor; não é uma opção, e sim uma condição exigida por Deus!

Texto extraído do livro “Uma Questão de Honra”
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Autor: Luciano P. Subirá. É o responsável pelo Orvalho.Com – um ministério de ensino bíblico ao Corpo de Cristo. Também é pastor da Comunidade Alcance em Curitiba/PR. Casado com Kelly, é pai de dois filhos: Israel e Lissa.

Devocional Diário - Paulo Junior

AS CALAMIDADES DA VIDA

“Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia de mim, porque a minha alma confia em ti; e à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades.” (Salmos 57:1)

A palavra calamidade tem vários significados, que reportam para a mesma coisa: tragédia, catástrofe, infortúnio, adversidade. Pelo Espírito de Deus, meu desejo é escrever àqueles que estão passando por alguma calamidade.

Talvez você está – nesse exato momento – atravessando uma caudalosa crise. Meu coração dói e se angustia por ver o estado que as coisas se encontram, são de fato dias calamitosos.

O fato mais intrigante é que as calamidades alcançam também os cristãos, o povo de Deus: doenças que não encontram cura, que apesar da fé e compromisso com o Senhor, estão trazendo intenso sofrimento e dor; problemas no seio da família, que são verdadeiras batalhas campais; a realidade de conviver com um marido ímpio, grosso, violento, com quem você não consegue mais ter uma relação saudável, amorosa e respeitosa, ou talvez você sofra nas mãos de uma esposa perversa; pode ser que você esteja vivendo um divórcio traumático; filhos rebeldes, que se desviaram da presença de Deus para viverem uma vida de pecados, cheia de riscos, tirando assim o seu sono todas as noites; ou ainda, você está se deparando com um lar completamente dividido e sem controle.

Deixe-me ser franco, meu caro irmão: na verdade você está passando por uma grande calamidade. Você está em meio a lutas em todos os campos e áreas da sua vida.

Toda essa pujante batalha está te deixando deprimido, abatido, desencorajado, pode ser que seu estado de calamidade seja tão agudo que você já pensou em tirar a própria vida! Furacões e tempestades gigantescas te alcançaram e te cercaram e, em fim, te apanharam.

É possível que o príncipe desse mundo, Satanás, engendrou um plano perverso para te destruir, drenar sua força, fazer você desistir do seu chamado e, até mesmo da fé. Para isso ele tem usado toda sua artilharia pesada contra você: ele está lançando sofismas em sua mente, usando sua lancinante sedução para te levar ao desespero, a perda do equilíbrio emocional, a um surto, até que você sucumba e vá à bancarrota.

Esse também era o estado do rei Davi. Ele estava vivendo um período de calamidades, aliás, as calamidades marcaram muito a trajetória do rei Davi e, invariavelmente, marcarão também a vida de um cristão verdadeiro aqui na Terra. Porém, Davi não se desesperou, o Salmo 57 mostra qual foi a saída de Davi: “(…) à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades”.

Era como se Davi estivesse diante de uma enchente que cobriu toda a cidade e houvesse um único lugar nela que fosse seguro: uma montanha rochosa e elevada, onde ele pudesse encontrar abrigo e refúgio – pois nessa montanha a enchente não conseguiria alcançá-lo – nela ele permaneceria até que as águas abaixassem.
Eu te digo que essa montanha rochosa e elevadíssima é o Senhor Jesus Cristo! Nas sombras das Suas extensas e poderosas asas Davi se refugiava. Em tempos de perseguições vindas dos seus inúmeros inimigos, nas crises mais agudas e tribulações mais profundas, Davi se refugiava nos braços do Senhor, na Sua majestosa e consoladora presença!

Eis o nosso grande problema: temos muita dificuldade em vencer ou lidar com as calamidades porque estamos buscando refúgio e solução em outras fontes que não podem nos ajudar. Estamos buscando nas cisternas rotas, nas figuras de Cristo, e não na encarnação do Verbo, no Cristo vivo. Falta-nos fé, segurança nas promessas de Deus, confiança no invisível, no imaterial, acreditar na fidelidade de um Deus amoroso e misericordioso. Se assim não fizermos, sempre fracassaremos. Chega de confiar em carros e cavalos, chega de nos ludibriarmos com o brilhantismo e falácia dos homens, somos demais dependentes e carentes de homens, mesmo que esses sejam homens de Deus. Voltemo-nos para o Senhor!

Nesse período de calamidade, faça como Davi, meu querido irmão: há um monte elevado, uma rocha firme, uma fortaleza inexpugnável que não pode ser abalada por nada nessa Terra, onde nenhuma calamidade jamais poderá te alcançar. Vá para ela, escale-a, se esconda nela, ali você encontrará abrigo. Vá para os pés de Jesus, fique na Sua doce presença em profunda comunhão com Ele, lá as respostas das causas mais difíceis virão, Deus te dará direções, acalmará as agonias do seu coração! Não há necessidade de se desesperar, na presença de Cristo as soluções para os problemas mais complexos aparecerão, Ele revelará toda Sua bondade a você e, caso precise de um milagre, Ele não hesitará em fazê-lo.

Veja a continuação do Salmo 57.2: “Clamarei ao Deus altíssimo, ao Deus que por mim tudo executa”.

Clame o Deus Altíssimo meu querido irmão, Ele executará tudo que for necessário ao seu favor, Deus não está alheio a sua dor, nem indiferente ao seu sofrimento, apenas deixe as cisternas rotas, deixe esses modismos, tire da frente dos seus olhos essas miragens (ilusões) – que satisfazem temporariamente sua carne – e volte-se para o manancial de águas vivas.

O salmista ainda continua: “Ele enviará desde os céus, e me salvará do desprezo daquele que procurava devorar-me” (v. 3).

Ele te salvará das “calamidades”. Ele fará tudo for necessário para te proteger e te livrar das calamidades. Tenha sempre em mente que o Deus que você serve é cheio de terna misericórdia. Nesse momento de calamidades, faça como o rei Davi: se refugie em Cristo, a Rocha e Fortaleza da sua salvação. Assim, em breve, as calamidades vão passar, para a glória do Senhor!

Amém!

No amor de Cristo,

Paulo Junior

FORÇA PARA O DIA - DEVOCIONAL JOHN MACARTHUR

7 COISAS QUE DEUS ODEIA

Seis coisas o SENHOR Deus odeia, e uma sétima a sua alma detesta: olhos cheios de orgulho, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que faz planos perversos, pés que se apressam a fazer o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia discórdia entre irmãos (Provérbios 6:16-19).

Deus é claro sobre as coisas que o desagradam.

Deus odeia o pecado em qualquer forma, mas Provérbios 6:17-19 lista sete que são especialmente repulsivos para Ele. Primeiro, são os “olhos arrogantes” (v. 17), que retrata uma pessoa orgulhosa, soberba, com o nariz “empinado” e olhos altivos. O orgulho em seu coração é refletido em suas atitudes.

O orgulho talvez seja listado primeiro porque está no centro de toda rebelião contra Deus – começando com o próprio Diabo, antes de sua queda, que se levantou contra Deus.

Segundo, Deus também odeia o “mentiroso” (v. 17). Os homens muitas vezes brincam com a verdade, negando ou distorcendo-a, para obterem alguma vantagem. Mas Deus não pode tolerar qualquer tipo de engano. Ele espera que vivamos de acordo com a Sua verdade.

Terceiro, Ele odeia “assassinos” (v. 17). Isso fala de pessoas cujo ódio e ganância são tão fortes que matam em vez de ser negado o que eles queiram. Deus criou a vida e estabeleceu sua santidade. É por isso que Ele ordenou que os assassinos fossem executados (Gênesis 9:6).

Quarto, Deus também odeia o “perverso e/ou o maldoso” (v. 18). Às vezes as pessoas caem em pecado inadvertidamente. Essas pessoas cuidadosamente planejam suas atividades pecaminosas; correm para executar seus planos.

Finalmente, Deus odeia uma “testemunha falsa e a pessoa que causa divisões” (v. 19). Dar falso testemunho é contar mentiras sobre uma parte inocente. Isso pode obstruir a justiça, destruir uma reputação e até mesmo destruir uma vida. Uma pessoa que gera divisões é aquela que divide onde deveria haver unidade.

Esses pecados caracterizam os incrédulos, mas os cristãos não são imunes a eles. Portanto, esteja atento para não cair nestas atitudes que Deus odeia.

Sugestão para oração

Se você estiver praticando alguma dessas coisas, confesse e se arrependa.

Estudo adicional

De acordo com Filipenses 2:1-5, como os cristãos devem tratar uns aos outros?

Devocional Alegria Inabalável - John Piper

PORQUE DEVEMOS AMAR OS NOSSOS INIMIGOS

Versículo do dia: Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam. (Lucas 6.27)

Há duas razões principais pelas quais os cristãos devem amar seus inimigos e fazer o bem a eles.

Uma delas é que isso revela algo de como Deus é. Deus é misericordioso.

“Ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos” (Mateus 5.45).
“Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniquidades” (Salmo 103.10).
“Sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou” (Efésios 4.32).
Assim, quando os cristãos vivem dessa maneira, demonstramos algo sobre como Deus é.

A segunda razão é que os corações dos cristãos estão satisfeitos com Deus e não são guiados pelo desejo de vingança, autoexaltação, dinheiro ou segurança terrena.

Deus se tornou nosso tesouro plenamente satisfatório e, assim, não tratamos nossos inimigos a partir do nosso próprio senso de necessidade e insegurança, mas a partir da nossa própria plenitude com a satisfatória glória de Deus.

Hebreus 10.34: “Aceitastes com alegria o espólio dos vossos bens [ou seja, sem retaliações], tendo ciência de possuirdes vós mesmos patrimônio superior e durável”. O que remove o impulso da vingança é a nossa profunda confiança de que esse mundo não é nosso lar, e que Deus é nossa recompensa absolutamente segura e satisfatória.

Portanto, em ambas as razões para amarmos o nosso inimigo, nós vemos o que é principal: Deus é demonstrado como quem realmente é: como um Deus misericordioso e como gloriosa e plenamente satisfatório.

A razão final para sermos misericordiosos é glorificar a Deus — engrandecê-lo aos olhos do homem.

Devocional Do Dia - Charles Spurgeon

Versículo do Dia: “Eu … me manifestarei a ele.” (João 14.21)

O Senhor Jesus faz revelações especiais de Si mesmo para seu povo. Ainda que as Escrituras não declarassem isso, existiriam muitos filhos de Deus que poderiam testificar, a partir de sua própria experiência, a veracidade desta afirmativa. O seu Senhor e Salvador Jesus Cristo tem se manifestado para eles de forma incomum como o simples ato de ler e ouvir a Palavra não podem propiciar. Na biografia de santos eminentes, você encontrará muitos relatos de ocasiões em que o Senhor Jesus se agradou em falar, de modo bastante especial à alma deles e manifestar-lhes as maravilhas de sua pessoa. A alma desses santos foram tão infundidas de felicidade, que eles pensaram estar no céu. Embora não estivessem lá, eles estavam no limiar do céu.

Quando o Senhor Jesus se manifesta ao seu povo, a terra vem a ser céu; é um paraíso em formação; a alegria começa. Isto causa uma influência santa no coração dos crentes. Um dos efeitos é a humildade. Se alguém diz: “Recebi tais e tais revelações espirituais; sou um grande homem”, tal pessoa nunca teve qualquer comunhão com o Senhor Jesus. “O SENHOR… atenta para os humildes; os soberbos, ele os conhece de longe” (Salmos 138.6). Deus não precisa chegar perto deles para conhecê-los e nunca os visitará em amor. Outro efeito de uma manifestação verdadeira de Cristo é a felicidade, visto que na presença de Deus existem deleites para todo o sempre (ver Salmos 16.11). A santidade certamente virá em seguida. Aquele que não demonstra qualquer santidade jamais teve esta manifestação. Algumas pessoas falam muitas coisas, não devemos, porém, acreditar nelas, se não percebemos que suas obras correspondem ao que afirmam. “Não vos enganeis: de Deus não se zomba” (Gálatas 6.7). O Senhor Jesus não concederá seus favores ao ímpio, pois enquanto não lançará fora um homem perfeito não respeitará um malfeitor. Assim, haverá três efeitos decorrentes da proximidade de Jesus: humildade, alegria e santidade. Crente, que Deus lhes dê os mesmos!