Semeando o Evangelho

Semeando o Evangelho
Semear a Verdade e o Amor de Deus

sexta-feira, 6 de julho de 2018

FORÇA PARA O DIA - DEVOCIONAL JOHN MACARTHUR

DEUS É TRÊS

A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vocês (2 Coríntios 13:13).

Embora exista apenas um Deus, Ele subsiste em três Pessoas: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.

Deus é um, mas Ele existe em três Pessoas distintas. Chamamos isso de Trindade, uma contração de “tri-unidade”, que significa “três em um”. A palavra Trindade não aparece na Bíblia, mas a existência de Deus como três pessoas e um só Deus é clara nas Escrituras.

A evidência no Antigo Testamento da pluralidade de Deus pode ser encontrada no primeiro versículo: “No princípio Deus…” (Gênesis 1:1). A palavra hebraica usada para Deus é “Elohim”, que é um substantivo plural. Isaías 42:1 fala do Messias: “Eis aqui o meu servo, a quem sustenho; o meu escolhido, em quem a minha alma se agrada. Pus sobre ele o meu Espírito, e ele promulgará o direito para os gentios”. O Messias diz em Isaías 48:16: “[…] o SENHOR Deus enviou a mim e o seu Espírito.”

O Novo Testamento é mais explícito sobre a natureza trinitária de Deus. Após o batismo de Jesus, o Espírito de Deus desceu sobre ele como uma pomba, e o Pai disse: “Este é o Meu Filho amado, em quem me agrado” (Mateus 3:17). O Pai, o Filho e o Espírito Santo estão juntos na mesma cena.

Jesus diz: “E eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará outro Consolador, a fim de que esteja com vocês para sempre: é o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece. Vocês o conhecem, porque ele habita com vocês e estará em vocês” (João 14:16-17). Paulo encerra 2 coríntios dizendo: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vocês” (13:13). Pedro declara que os crentes são escolhidos “segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo” (1 Pedro 1:2).

Assim, Deus é um, mas Deus é três. Este é um profundo mistério que nenhuma ilustração humana pode descrever adequadamente e nenhuma explicação científica pode provar. A Trindade é algo que temos de assumir pela fé, porque Deus a ensinou na Escritura.

Sugestão de oração

Louvado seja Deus que está tão acima do nosso entendimento finito, que ainda assim ele escolheu revelar-se a nós.

Estudo adicional

Leia João 14-16.

O que Jesus ensina sobre o Seu relacionamento com o Pai e o Espírito?

O que você aprendeu aqui sobre as diferentes funções ou ministérios de cada membro da Trindade?

Devocional Alegria Inabalável - John Piper

BATALHA PARA LEMBRAR

Versículo do dia: Quero trazer à memória o que me pode dar esperança. As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim. (Lamentações 3.21-22)

Um dos grandes inimigos da esperança é esquecer as promessas de Deus. Lembrar é um grande ministério. Pedro e Paulo escreveram por tal razão (2Pedro 1.13; Romanos 15.15).

O principal recordador é o Espírito Santo (João 14.26). Porém, não seja passivo. Você é responsável somente pelo seu próprio ministério de lembrar. E o primeiro que você precisa lembrar é você mesmo.

A mente tem esse grande poder: pode falar consigo mesma por meio de lembrança. A mente pode “trazer à memória”. Por exemplo: “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança… as suas misericórdias não têm fim” (Lamentações 3.21-22).

Se não “trouxermos à memória” o que Deus disse sobre si mesmo e sobre nós, enfraqueceremos. Oh, como eu sei disso por experiência dolorosa! Não vacile no lamaçal de mensagens ímpias. Eu quero dizer, as mensagens em sua própria cabeça. “Eu não consigo…”. “Ela não fará…”. “Eles nunca…”. “Isso nunca funcionou…”.

A questão não é se tais pensamentos são verdadeiros ou falsos. Sua mente sempre encontrará uma maneira de torná-los verdadeiros, a menos que você “traga à memória” algo maior. Deus é o Deus do impossível. Raciocinar sobre a sua saída de uma situação impossível não é tão eficaz quanto lembrar do seu caminho para fora dela.

Sem nos lembrarmos da grandeza, graça, poder e sabedoria de Deus, mergulhamos em pessimismo. “Eu estava embrutecido e ignorante; era como um irracional à tua presença” (Salmo 73.22).

A grande mudança do desespero para a esperança no Salmo 77 vem com essas palavras: “Recordo os feitos do SENHOR, pois me lembro das tuas maravilhas da antiguidade. Considero também nas tuas obras todas e cogito dos teus prodígios” (Salmo 77.11-12).

Essa é a grande batalha da minha vida. Eu presumo que seja a da sua também. A batalha para lembrar! A mim mesmo. Depois, a outros.

Devocional extraído de “The Ministry of Reminding — Myself” [O Ministério de Lembrar — A Mim Mesmo]

Devocional Do Dia - Charles Spurgeon

Versículo do dia: “Abel foi pastor de ovelhas.” (Gênesis 4.2)

Como pastor, Abel santificou seu trabalho para a glória de Deus e ofereceu um sacrifício de sangue em seu altar. O Senhor aceitou a Abel e a sua oferta. Este antigo exemplo de nosso Senhor é bastante claro e distinto. Assim como os primeiros raios de luz que colorem o Oriente na alvorada não revelam tudo, o exemplo acima também não revela tudo. Porém, sabemos por meio dos raios, que o sol está vindo. Quando contemplamos Abel, um pastor e sacerdote, oferecendo um sacrifício de aroma agradável a Deus, reconhecemos nosso Senhor, que apresenta ao seu Pai um sacrifício que Jeová aceita.

Abel foi odiado sem motivo por seu irmão; o Salvador experimentou esse mesmo ódio. O homem natural e carnal odiou o Homem aceito, no qual habitava o Espírito da graça, e não descansou até que o sangue do Homem aceito fosse derramado. Abel caiu e aspergiu com seu próprio sangue o seu altar e o seu sacrifício. De modo semelhante, o Senhor Jesus foi morto pela inimizade do homem, enquanto servia como sacerdote diante do Senhor. O Bom Pastor entregou a sua vida pelas ovelhas (ver João 10.11). Pranteemos ao vê-Lo morto pelo ódio da humanidade, tingindo os chifres de seu altar com seu próprio sangue. O sangue de Abel falou. O Senhor disse a Caim: “A voz do sangue de teu irmão clama da terra a mim” (Gênesis 4.10). O sangue de Jesus possui uma voz poderosa, e o seu eficiente clamor não é de vingança, e sim de misericórdia. Estar ao lado do altar de nosso Bom Pastor é precioso além de toda preciosidade vê-Lo sangrando, como sacerdote sacrificado, e depois ouvir seu sangue falando de paz a todo o seu rebanho, paz de consciência, paz entre judeus e gentios, paz entre o homem e o Criador ofendido, paz por toda eternidade aos homens lavados pelo sangue. Abel foi o primeiro pastor em ordem de tempo, mas o nosso coração sempre dará a Jesus a prioridade em ordem de excelência. Ó Grande Pastor de Ovelhas, nós, povo do teu pastoreio, Te bendizemos com todo o nosso coração, quando Te vemos morto por nós.

Satanás sua Origem e suas Estratégias - Paulo Junior


ELEMENTOS, FORMAS E CIRCUNSTÂNCIAS DO CULTO

Devemos fazer no culto aquilo que está de “acordo com as Escrituras”. Devemos nos limitar àquelas coisas que Deus mesmo autorizou e prometeu abençoar. Isso não é algo odioso ou um fardo pesado de carregar. É somente uma questão de aceitar aquelas atividades ou elementos da adoração que Deus autorizou, e aos quais Ele vinculou as Sua promessas. O princípio regulador flui necessariamente de todo sistema da Teologia Reformada.

Isso nos leva à seguinte questão: O quê, especificamente, Ele autorizou? Quais são os elementos que Ele ordenou para o culto? A Confissão especifica:

Orações, com ações de graça (…) leitura das Escrituras, com santo temor (…) a sã pregação da Palavra e a consciente atenção a ela (…) o cântico de Salmos com gratidão no coração; bem como a devida administração e digna recepção dos sacramentos instituídos por Cristo – são todos parte do culto comum oferecido a Deus (xxxi.ui,v).

Acrescentando, ela fala de elementos ocasionais, tais como juramentos religiosos” e “votos” (credos, pactos de membresia e votos de ordenação) como parte legítima do “culto religioso” (xxi.v, xxii.i). Textos como Atos 2:42 nos dão um vislumbre da adoração na igreja primitiva, com um uso simples da Palavra, dos sacramentos e da oração. Vemos também o apóstolo Paulo regulamentando a oração (1Co 11:2-16; 14:14-17; 2Tm 2:1-3), os cânticos de louvor (1Co 14:26,27; Cl 3:16; Ef 5:19), a ministração da Palavra (1Co 14:29-33; 1Tm 4:13; 2Tm 4:1,2), o Ofertório (1Co 16:1,2) e a Santa Ceia (1Co 11:17-34). Esses parecem ter sido os elementos regulares do culto na igreja apostólica. A oração, a leitura das Escrituras, a pregação das Escrituras, o cântico de Salmos, a ministração dos sacramentos e os juramentos religiosos, são todos feitos “de acordo com as Escrituras”, modelados pelo exemplo apostólico, regulados pelas ordenanças apostólicas e acompanhados pelas divinas promessas de bênçãos.

A esta altura, alguém de opinião contrária poderá perguntar sobre o púlpito, os hinários, as luzes, os microfones e questionar a consistência com a qual o princípio regulador está sendo aplicado. Onde se encontra, nas Escrituras, a permissão para essas inovações? A tradição Reformada, e especialmente os Padrões de Westminster, distinguem entre elementos (que são determinados pelas Escrituras e não podem ser mudados), formas (o conteúdo dos elementos, a respeito dos quais há bastante liberdade) e circunstâncias, que são governadas por considerações mais abrangentes. Por exemplo, o elemento da oração pode ser expresso por meio da forma escrita ou da extemporânea. O elemento da pregação pode ser textual ou tópico quanto à forma. O elemento da leitura das Escrituras pode ser expresso de várias formas: uns poucos versículos ou um capítulo ou mais, de Gênesis a Apocalipse, ou em qualquer lugar entre ambos. Em cada um desses casos, a forma é o conteúdo e estrutura pelos quais o elemento é expresso.

A forma tem seus limites (não se pode representar ou “dançar um sermão” ou representar por mímica a oração, mormente porque dramatização, dança e mímica não são formas de pregação e oração, mas elementos novos, não obstante a argumentação dos seus proponentes), mas há uma gama de escolhas. T. David Gordon reconhece que essa categoria “parece ser menos conhecida que a categoria dos “elementos” ou “circunstâncias”. No entanto, esta tem sido uma parte importante da discussão sobre a adoração desde a Reforma. Por exemplo, Calvino publicou uma Forma de Orações para a Igreja (1542) e o Catecismo Maior, e muitos autores Reformados, desde então, têm se referido à Oração do Senhor como uma forma de oração e várias formas de oração para a família e orações públicas têm sido publicadas através dos anos. Também debates sobre formas “livres” versus formas “fixas” de adoração, têm sido travados pelos Presbiterianos desde os dias dos Puritanos. Uma familiaridade superficial com a literatura clássica do Protestantismo, atestará o que estarmos dizendo. “Forma” é a palavra tradicionalmente usada para identificar o conteúdo de um elemento e a maneira corno ele está estruturado.

As circunstâncias são mencionadas pela Confissão:

(…) há algumas circunstâncias, quanto ao culto de Deus, comuns às ações e sociedades humanas, as quais têm de ser ordenadas pela luz da natureza e pela prudência cristã, segundo as regras da Palavra, que sempre devem ser observadas (i.xvi).

A “luz da natureza”, a “prudência cristã” e as “regras gerais da Palavra” nos ajudam a resolver questões circunstanciais que são “comuns às ações humanas e à sociedade”, isto é, comuns aos ajuntamentos públicos. Por exemplo, todas assembleias públicas devem resolver assuntos de iluminação, amplificação sonora, horário e lugar das reuniões, se haverá canto ou responso grupal, ou corno prover textos para o grupo. Como serão essas questões resolvidas? Pela utilização da “prudência cristã” ou de um senso espiritual comum. Não devemos esperar que a Escritura apresente textos sobre essas questões. Voltando ao exemplo da oração, eu posso fazer no culto (trata-se de um elemento autorizado) uma oração extemporânea ou escrita (questão de forma), usando ou não um microfone (questão de circunstância). Posso pregar (elemento) sobre o Evangelho de Marcos ou Lucas (forma) numa assembleia toda iluminada por luz elétrica ou lamparinas (circunstâncias).

Então deve haver uma consistência na aplicação do princípio regulador, que reconheça a importante distinção entre elementos, que requer sanção escriturística (por meio de mandamento, exemplo ou dedução); liberdade nas formas e senso comum nas circunstâncias. O princípio regulador, como esboçado, demonstra o que o povo Reformado entende por adoração que é “de acordo com as Escrituras”. Isso resume a visão Reformada de culto. Sem dúvida isso é Calvinismo em adoração”, como disse T. David Gordon. Esse é o princípio histórico pelo qual a igreja Reformada tem enunciado o seu entendimento da ordem de Jesus quanto à adoração “em verdade”.

Autor: Terry L. Johnson

Trecho extraído do livro Adoração Reformada, pág 49-53. Editora: Monergismo

O LIVRO DE ISAÍAS

Um Breve Resumo
Autor: Isaías 1:1 identifica o autor do Livro de Isaías como sendo o profeta Isaías.

Quando foi escrito: O Livro de Isaías foi escrito entre 701 e 681 AC.

Propósito: O profeta Isaías foi primeiramente chamado a profetizar ao Reino de Judá. Judá estava passando por tempos de reavivamento e tempos de rebeldia. Judá foi ameaçado de destruição pela Assíria e Egito, mas foi poupado por causa da misericórdia de Deus. Isaías proclamou uma mensagem de arrependimento do pecado e de expectativa esperançosa do livramento de Deus no futuro.

Versículos-chave: Isaías 6:8: “Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim.”

Isaías 7:14: “Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel.”

Isaías 9:6: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.”

Isaías 14:12-13: “Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte.”

Isaías 53:5-6: “Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.”

Isaías 65:25: “O lobo e o cordeiro pastarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; pó será a comida da serpente. Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o SENHOR.”

Resumo: O Livro de Isaías revela o juízo e salvação de Deus. Deus é “santo, santo, santo” (Isaías 6:3) e, portanto, Ele não pode permitir a impunidade do pecado (Isaías 1:2; 2:11-20; 5:30; 34:1-2; 42:25). Isaías retrata o julgamento vindouro de Deus como um “fogo consumidor” (Isaías 1:31; 30:33).

Ao mesmo tempo, Isaías compreende que Deus é um Deus de misericórdia, graça e compaixão (Isaías 5:25; 11:16; 14:1-2, 32:2, 40:3, 41:14-16). A nação de Israel (Judá e Israel) é cega e surda aos mandamentos de Deus (Isaías 6:9-10, 42:7). Judá é comparado a uma vinha que deve ser, e será, pisoteada (Isaías 5:1-7). Só por causa de Sua misericórdia e promessas a Israel, Deus não permitirá que Israel e Judá sejam completamente destruídos. Ele vai trazer tanto a restauração e perdão quanto a cura (43:2, 43:16-19, 52:10-12).

Mais do que qualquer outro livro no Antigo Testamento, Isaías concentra-se na salvação que virá através do Messias. O Messias um dia governará com justiça e retidão (Isaías 9:7; 32:1). O reino do Messias trará paz e segurança a Israel (Isaías 11:6-9). Através do Messias, Israel será uma luz para todas as nações (Isaías 42:6; 55:4-5). O reino do Messias sobre a terra (Isaías capítulo 65-66) é o objetivo para o qual aponta o Livro de Isaías. É durante o reinado do Messias que a justiça de Deus será plenamente revelada para o mundo.

Em um aparente paradoxo, o Livro de Isaías também apresenta o Messias como aquele que vai sofrer. Isaías capítulo 53 descreve vividamente o Messias sofrendo pelo pecado. É através de Suas feridas que a cura é alcançada. É através de Seu sofrimento que as nossas iniquidades são removidas. Esta aparente contradição é resolvida na Pessoa de Jesus Cristo. Em Sua primeira vinda, Jesus foi o servo sofredor de Isaías capítulo 53. Em Sua segunda vinda, Jesus será o Príncipe da Paz e ocupará o Seu cargo de Rei (Isaías 9:6).

Prenúncios: Tal como afirmado acima, o capítulo 53 de Isaías descreve a vinda do Messias e o sofrimento que Ele iria suportar para pagar por nossos pecados. Em Sua soberania, Deus orquestrou todos os detalhes da crucificação para cumprir todas as profecias deste capítulo, assim como todas as outras profecias messiânicas do Antigo Testamento. As imagens do capítulo 53 são tristes e proféticas e são, ao mesmo tempo, um retrato completo do Evangelho. Jesus foi desprezado e rejeitado (v. 3, Lucas 13:34, João 1:10-11), ferido por Deus (v.4, Mateus 27:46) e perfurado pelas nossas transgressões (v. 5, João 19: 34, 1 Pedro 2:24). Por Seu sofrimento, Ele pagou o castigo que nós merecíamos e se tornou por nós o sacrifício supremo e perfeito (v. 5; Hebreus 10:10). Embora Ele não tenha pecado nunca, Deus colocou sobre Ele os nossos pecados para que assim pudéssemos nos tornar a justiça de Deus nEle (2 Coríntios 5:21).

Aplicação Prática: O Livro de Isaías nos apresenta o nosso Salvador em detalhe inegável. Ele é o único caminho para o céu, o único meio de obter a graça de Deus, o único Caminho, a única Verdade e a única Vida (João 14:6, Atos 4:12). Sabendo o preço que Cristo pagou por nós, como podemos ignorar ou rejeitar “tão grande salvação”? (Hebreus 2:3). Temos apenas uns poucos, breves anos na terra para vir a Cristo e aceitar a salvação que só Ele oferece. Não há uma segunda chance após a morte, e eternidade no inferno é muito, muito tempo.

Você conhece pessoas que se dizem crentes em Cristo mas que são duas caras, ou seja, hipócritas? Esse talvez seja o melhor resumo de como Isaías enxergava a nação de Israel. Israel tinha uma aparência de justiça, mas era uma fachada. No Livro de Isaías, o profeta Isaías desafia Israel a obedecer a Deus com todo o seu coração, não apenas no exterior. O desejo de Isaías era de que aqueles que ouvissem ou lessem as suas palavras tivessem a convicção de abandonar a iniquidade e voltar-se para Deus a fim de receber perdão e cura.

FORÇA PARA O DIA - DEVOCIONAL JOHN MACARTHUR

BUSCANDO EXCELÊNCIA

[…] para que vocês aprovem as coisas excelentes e sejam sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo (Filipenses 1:10).

Em um mundo de mediocridade e confusão, Deus o chama a excelência e ao discernimento.

Existe a história de um piloto que falou no alto-falante no meio de um voo: “Tenho boas notícias e más notícias. A má notícia é que perdemos todo o nosso sistema e não sabemos onde estamos. A boa notícia é que temos um forte vento na cauda e logo estará tudo bem”. Essa é uma imagem precisa de como as pessoas vivem: elas não têm direção na vida, mas estão chegando rápido!

Como cristãos, devemos ser diferentes porque temos orientação divina e objetivos eternos. Nossas vidas devem ser marcadas pela confiança em Deus e pela busca da excelência espiritual.

“Excelentes”, em Filipenses 1:10, fala de coisas que valem a pena e são vitais. Aprovar o que é excelente refere-se ao teste de coisas como se alguém testasse um metal precioso para determinar sua pureza e valor. Isso vai além de saber o bem e o mal. É distinguir entre o bom e o melhor. Envolve pensar biblicamente e concentrar seu tempo e energia no que realmente importa. Envolve cultivar disciplina espiritual e não ser controlado por suas emoções, caprichos, humor ou circunstâncias.

Muitas organizações e empresas adotaram o lema “Compromisso com a Excelência” para transmitir seu desejo de fornecer o melhor produto ou serviço possível. Se as pessoas seculares se esforçam por esse nível de realização, quanto mais os cristãos devem buscar a excelência para a glória de Deus!

Olhe para a sua vida. Está cheio de amor piedoso, discernimento e busca da excelência – ou as trivialidades mundanas destruíram essas virtudes?

Sugestão para oração

Leia Isaías 12:1-6 como um salmo de louvor ao Deus de excelência.

Peça a Deus para lhe dar um coração constantemente definido na busca da excelência para Sua glória.

Estudo adicional

Daniel era um homem que buscava a excelência. Leia Daniel 1:1-2:21.

Qual foi a decisão de Daniel sobre a comida e o vinho do rei, e como ele lidou com a situação?

Como Daniel e seus três amigos se compararam em sabedoria e compreensão com os magos e feiticeiros?

Que princípios você enxerga nesses dois capítulos que se aplicam à sua vida?