Semeando o Evangelho

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Semear a Verdade e o Amor de Deus

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Devocional Do Dia - Charles Spurgeon

Versículo do dia: “Do meio do povo, exaltei um escolhido.” (Salmos 89.19)

Por que Cristo foi escolhido do meio do povo? Fala, coração meu, pois estes pensamentos do coração são bons. Não foi para que Ele pudesse ser nosso irmão nos melhores laços de parentesco? Oh! Que relacionamento existe entre o crente e o Senhor Jesus! O crente pode dizer: “Tenho um irmão no céu. Talvez eu seja pobre, meu irmão, porém, é riquíssimo -Ele é um Rei. Ele me permitirá sofrer necessidade, enquanto estiver em seu trono? Oh! Não! Ele me ama; é meu irmão.” Crente, aprecie este pensamento como um colar de diamantes ao redor do pescoço de sua memória. Como um anel de ouro, coloque-o no dedo de sua lembrança e use-o como o selo do próprio Rei, marcando as petições feitas com fé, junto à crença no sucesso. O Senhor Jesus é um irmão, nascido para a adversidade, trate-O como esse tipo de irmão.

Cristo também foi escolhido do meio do povo para que conhecesse nossas necessidades e simpatizasse conosco. Ele foi “tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” (Hebreus 4.15). Em todas as nossas tristezas, podemos contar com a simpatia do Senhor Jesus. Tentação, desapontamento, fraqueza, dor, fadiga, pobreza – Ele os conhece bem, pois sentiu todas essas coisas. Crente, lembre-se disso e sinta-se confortado. Embora a sua jornada seja árdua e dolorosa, ela está marcada pelas pisadas de seu Senhor. Mesmo quando você chegar ao vale escuro da sombra da morte e às águas profundas do Jordão, encontrará as pisadas de Jesus ali. Em todos os lugares, onde quer que cheguemos, por ali Ele já terá passado; cada fardo que temos de suportar já foi, uma vez, colocado sobre os ombros de Emanuel.

O caminho dEle foi muito mais tosco e escuro que o meu. Cristo, meu Senhor, sofreu, e devo eu resmungar?

Encoraje-se! Os pés de um Rei deixaram um rastro de sangue no caminho e consagraram a jornada de espinhos para sempre.

E Depois da Conversão? - Paulo Junior


10 COISAS QUE VOCÊ DEVE SABER SOBRE A TENTAÇÃO

Por Sam Storms

Antes de começar, vamos lembrar que Satanás tem uma estratégia. Em 2 Coríntios 2.11, o apóstolo alerta para que “nós não sejamos enganados por Satanás, porque não ignoramos os seus desígnios”. A palavra traduzida por “enganados” ou “ter vantagem sobre”, significa enganar ou defraudar alguém pelo engano. Satanás tem uma visão clara, uma agenda, se você observar a situação de Corinto. Pensar que ele age aleatoriamente e sem objetivo é exatamente o que ele quer.

Considere Efésios 6.11, quando Paulo novamente fala das “estratégias satânicas”. Aqui ele usa a palavra grega “methodia”, da qual vem o termo “método”. Ele tem em mente estratégias astutas (cf. Efésios 4.14), cuidadosamente trabalhadas para “pegar” cristãos desavisados. Você ficaria surpreso em saber que Satanás está operando na formação e disseminação de sistemas de valores em nossa sociedade, que ele influência instituições, organizações, movimentos filosóficos, políticos, sociais, e sistemas econômicos? Tenha certeza que Satanás escolhe seus objetivos e, em seguida, utiliza e explora os meios mais eficazes, evitando todos os obstáculos, para alcançar seus fins diabólicos.

1) Deus prova sua fé sem jamais tentá-lo ao pecado (Tiago 1.13). O propósito divino da provação é a santificação e o fortalecimento. O propósito satânico na tentação é enganar e destruir. O mal não existe no coração de Deus, ele não é seu autor. Certamente, ele existe em nosso coração e nós somos o seu autor. A tentação quase sempre se inicia na carne (Tiago 1.14). Nossa carne ateia fogo no pecado. Satanás simplesmente assopra as chamas. Satanás é impotente até que digamos “sim” ao pecado. Ele explora nossas decisões pecaminosas, mais frequentemente pela intensificação do curso das ações que nós já escolhemos. Paulo analisa esse ponto em Efésios 4.26-27. Ele nos exorta: “Irai-vos e não pequeis, não se ponha o sol sobre a vossa ira. Não deem oportunidade ao Diabo”. Satanás não é apontado nem culpado por criar a raiva, em primeiro lugar. Nós somos responsáveis por isso. Satanás é culpado em usar isso e outros pecados para ganhar acesso a nossas vidas, expandir e intensificar o curso de nossas escolhas de comportamento.

2) Devemos lembrar que a tentação, em si mesma, não é pecado. Isso é criticamente importante, especialmente para aqueles que sofrem de uma consciência excessivamente frágil. Jesus foi repetidamente tentado (Hebreus 2.17-18; 4.15; Mateus 4), mas ele não tinha pecado. Nós devemos resistir a pensar que somos cristãos inferiores ou cristãos espiritualmente pobres porque somos frequentemente tentados. Isso é o que Martinho Lutero falou: “Você não pode evitar que pássaros voem sobre sua cabeça, mas você pode evitar que eles façam um ninho em seu cabelo”. A questão é que a tentação apenas torna-se pecado quando você a aceita.

3) Tentações frequentemente são fortes porque vem na forma de sedução ou encanto para satisfazer necessidades legítimas por meio de meios ilegítimos. A estratégia de Satanás com Jesus no deserto é um exemplo claro disso. Pão não é algo ruim; tampouco o desejo para aliviar a fome comendo, especialmente depois de você ter feito um jejum por 40 dias. O auxílio divino é uma sólida promessa nas Escrituras (Salmo 91).  A autoridade sobre os reinos da terra é algo que Deus prometeu ao Filho há muito tempo (cf. Salmo 2). A tentação, dessa forma, teve como objetivo seduzir Jesus a alcançar fins divinamente aprovados por meios ilegítimos e pecaminosos. A tentação é frequentemente forte quando alívio ou satisfação parecem estar juntas no mesmo pecado que Satanás está sugerindo.

Um ponto a ser destacado é que a força da tentação vem de uma tendência que leva as virtudes a tal extremo que elas se tornam vícios. Por exemplo, é muito fácil para quem sente alegria de comer, se tornar um glutão, ou a benção do descanso vir a ser preguiça; ou ainda, a paz e quietude se tornarem falta de comunicação, ou alguém trabalhador se tornar ganancioso. Liberdade se transformar em licença para libertinagem. Todos sabem como o prazer pode se tornar em sensualidade, ou cuidado pessoal em egoísmo; ou mesmo, o amor próprio vir a ser vaidade. A prudência pode se transformar em cinismo ou incredulidade, ou a ira justa em ódio; o prazer com o sexo pode se tornar em imoralidade, o senso de responsabilidade em perfeccionismo. A lista pode crescer infinitamente, mas penso que já entendemos o ponto.

4) Satanás gosta de tentar especialmente quando o cristão é um novo convertido, e, portanto, tem pouco conhecimento e preparo para resistir a suas sugestões sedutoras. Este é, precisamente, o fundamento do alerta contra uma investidura prematura de um novo convertido ao presbitério. Paulo fala que ele não deve ser “um neófito, ou poderá se inflar em presunção e cair na condenação do diabo”. Isso não sugere que os cristãos mais velhos e maduros estejam isentos; de acordo com 1 Timóteo 3.7, Satanás é hábil em explorar todos os defeitos sobre a reputação de um líder cristão.

Satanás gosta de nos tentar quando sentimos que nossa fé está forte, quando pensamos que estamos invulneráveis ao pecado. Se nós estamos convencidos que temos o controle, nós nos tornamos desatentos. “Uma fortaleza desguarnecida”, disse Oswald Chambers, “é duplamente vulnerável”.

5) O Diabo gosta de nos tentar quando nós estamos em um ambiente estranho. Gordon MacDonald explica: “Em um ambiente de vida doméstica com família e amigos, existe um cronograma de rotinas, um conjunto de sistemas de apoio, e uma forma de fazer coisas; tudo isso estimula uma vida responsável e, inversamente, restringe uma vida irresponsável. Naturalmente, todos esses sistemas ou padrões caem quando uma pessoa está a milhas de casa”. (Rebuilding Your Broken Sword, 100).

Certamente, nosso desejo é que nossa resistência interna contra a tentação do pecado seja nutrida e suficientemente sustentada por nossa fascinação e alegria com a beleza de Deus em Cristo em tais circunstâncias. Mas, quando os limites externos que frequentemente e inconscientemente governam nosso comportamento são removidos, ou são aumentados, logo descobrimos a profundidade ou superficialidade da maturidade de nossas almas.

6) Satanás também gosta de nos tentar quando nossa fé é provada no fogo da aflição. Quando estamos cansados, exaustos, quando somos perseguidos, nos sentimos excluídos ou ignorados, Satanás faz seu jogo. Sua tática mais comum é sugerir que Deus está longe, que ele está nos tratando injustamente; a partir disso, Satanás lança sua sedução apelativa, de que nós não precisamos mais obedecer. Dor física, perdas financeiras ou relacionamentos quebrados, combinadas com o silêncio dos céus, servem para intensificar a força da tentação.

7) Satanás gosta de nos tentar imediatamente depois de “altos e baixos espirituais”. Períodos de euforia emocional e prosperidade podem, algumas vezes, levar à complacência, orgulho e falsa sensação de segurança. Quando isso ocorre, somos alvos fáceis para as setas do inimigo. A mesma coisa acontece durante o desânimo, quando nós perguntamos se Deus se importa. Nós ficamos desapontados e o pecado, de repente, parece a coisa mais razoável a se fazer.

8) Umas das táticas mais efetivas de Satanás é colocar seus pensamentos em nossas mentes, e depois, nos culpar por tê-los:

Quando pensamentos ou inclinações contrárias à vontade de Deus se infiltram na mente, muitos cristãos confundem esses pensamentos como sendo seus próprios pensamentos, e assumem a responsabilidade por eles. Então, com habilidade, o diabo lança seus pensamentos entre os santos, e quando começam a se lamentar, ele já está longe. Assim, eles carregam a vergonha e Satanás consegue cumprir o seu propósito. (William Gurnall).

Quando mentir para Deus sobre você não funciona, ele mente para você sobre Deus. Ele faz tudo o que estiver ao seu alcance para convencer você de que Deus não é bom, que ele não pode ser confiável, que ele está prendendo você, que ele não estará lá quando você precisar dele (Gênesis 3; Mateus 4). E, se isso não for suficiente, ele mente para você sobre si mesmo (Efésios 6.16), fazendo você acreditar que você não é o que Deus diz que você é, e que nunca será o que Deus prometeu que você será.

Uma tática relacionada à tentação é que Satanás lança suas acusações como se elas fossem do Espírito Santo. Em outras palavras, ele concorda com seus termos e escolhe suas oportunidades, de tal maneira que nós podemos facilmente confundir sua voz com a voz de Deus. Então, como nós podemos distinguir a acusação satânica da convicção divina? Entre outras coisas, o primeiro vem na forma de condenação que gera sentimentos de desesperança. É dito que nossos pecados nos colocam além ou distantes demais de uma esperança de graça e do poder do perdão. As acusações de Satanás são desprovidas de qualquer referência à suficiência da cruz. Uma vívida convicção de pecado, por outro lado, vem com uma lembrança da suficiência e finalidade do derramamento do sangue de Cristo, tudo isso com a promessa de esperança e alegria do perdão.

9) Conheça a si mesmo. Uma pergunta frequente é: “Se eu fosse o diabo, onde eu atacaria?” Em outras palavras, seja rápido em identificar suas fraquezas, seus pontos vulneráveis, áreas onde você tem falhado, e tome medidas drásticas para se proteger no futuro. Se você é suscetível ao efeito do álcool, não brinque com a bebida. Se suas fantasias são facilmente alimentadas por imagens, fique longe de filmes que contêm isso.

10) Confronte e vença a tentação no começo, não no fim. A melhor e mais efetiva tática contra a tentação é lidar com isso com força, antes que ela tenha uma oportunidade de enfraquecer você. É melhor antecipar-se para eliminar a tentação (se possível), do que lidar com isso mais tarde, quando suas defesas estiverem baixas.

A RAZÃO DA ESPERANÇA

“Antes, santificai ao SENHOR Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós,” (I Pedro 3:15)

Sabemos que nós, cristãos, devemos prezar pelo bom testemunho em todas as situações. Não somente naquelas em que estamos perto de outros irmãos, mas principalmente entre incrédulos. Precisamos proferir palavras edificantes e frutificantes, que possam atrair para Cristo aqueles que ainda não O conhecem verdadeiramente.

Ao observar nosso comportamento, maneira de ser e pensar, tais pessoas provavelmente ficarão intrigadas pelas mudanças provocadas pelo Espírito Santo em nós. Isto na melhor das hipóteses, pois incontáveis vezes, supostos amigos e conhecidos se afastarão de nós por não suportarem a mensagem da cruz, que agora está impregnada até mesmo em nossa forma de falar.

Cristo precisa nortear nossas mentes para que dessa forma nossos dizeres sejam condizentes com a verdade que pregamos. Nossa conduta precisa estar alinhada aos princípios bíblicos para que não haja contrastes que possam gerar escândalos.

Sim, somos pecadores e continuaremos a pecar enquanto estivermos neste corpo corruptível, mas não podemos usar isso como justificativa para agirmos como ímpios quando o Senhor nos ordena a ser sal e luz. Ele, que conhece todas as nossas limitações e pecados, nos encoraja a iluminarmos as trevas pelo fato de que este poder provém dEle, jamais de nós.

Ele se compromete a nos auxiliar e direcionar quanto ao que diremos e faremos. Quando permitimos que o Espírito Santo tome as rédeas e nos controle por inteiro, não há erro: iluminaremos e salgaremos onde quer que estejamos, pois esta é a vontade de Deus, a qual buscamos e exaltamos a partir do momento em que aceitamos Jesus.

Portanto, abandonemos desculpas fajutas que nos aliviam a consciência para continuar vivendo em pecado. Em Cristo temos tudo o que nos é necessário para viver de maneira pura e justa perante os olhos de Deus: Sem hipocrisia, confessando nossos pecados e nos arrependendo, mas acima de tudo fazendo o que podemos para reverenciar e enaltecer o nome de nosso Senhor, que merece ser honrado de todas as formas e em todos os momentos.

Que Deus os abençoe.

FORÇA PARA O DIA - DEVOCIONAL JOHN MACARTHUR

ALCANÇANDO A ESTABILIDADE ESPIRITUAL

Assim, vocês serão fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e paciência, com alegria (Colossenses 1:11).

Deus sempre o capacita para fazer o que Ele ordena que você faça.

Um número alarmante de cristãos parece não ter estabilidade espiritual. Muitos são “levados de um lado para outro por qualquer vento de doutrina, pela artimanha das pessoas, pela astúcia com que induzem ao erro” (Efésios 4:14). Outros carecem de pureza moral. Muitos são impulsionados por suas emoções ao invés de pensar de modo saudável. Cada vez mais, terapeutas e psicólogos estão substituindo pastores e professores bíblicos como “heróis da fé”. Enquanto ainda proclamamos um Deus soberano e poderoso, nossa conduta muitas vezes desmente nosso credo.

Apesar de nossas inconsistências, o poder para a estabilidade espiritual é nosso em Cristo, pois permitimos o conhecimento de Sua vontade controlar nossas vidas. Paulo descreve o funcionamento desse poder em Colossenses 1:11. As palavras gregas traduzidas por fortalecidos e poder enfatizam a força inerente que nos capacita a fazer algo.

O termo segundo indica que o poder para a estabilidade espiritual é proporcional ao suprimento abundante de Deus – e é inesgotável! O grego literal diz que você está sendo “fortalecido com todo o poder de acordo com o poder da Sua glória”. Esse pensamento é semelhante à Filipenses 2:12-13, onde Paulo diz que o poder para desenvolver a sua salvação vem de Deus, que está trabalhando em você o querer e o realizar para o seu bom prazer.

Em Colossenses 1:11, o resultado da capacitação de Deus é “a conquista de toda perseverança e paciência”. Perseverança fala de resistência em relação às pessoas. Paciência fala de resistência em relação a coisas ou circunstâncias. Quando você é perseverante e paciente, você torna-se espiritualmente estável. Suas respostas são bíblicas, pensativas e calculadas; não mundanas, emocionais ou desequilibradas. Você suporta as tribulações porque compreende os propósitos de Deus e confia em Suas promessas.

Paulo disse: “Quanto ao mais, sejam fortalecidos no Senhor e na força do seu poder” (Efésios 6:10). Isso é possível quando você confia em Deus e no seu poder infinito que é seu em Cristo.

Sugestão para oração

Talvez você conheça alguém que esteja lutando com instabilidade espiritual. Ore por ele e peça a Deus que o use como fonte de encorajamento.

Estudo adicional

O Salmo 18 é um salmo de vitória que Davi escreveu depois que Deus o livrou de Saul. Leia isso e responda estas perguntas:

Que características de Deus que Davi mencionou?

Como essas características podem ser aplicadas às situações que você enfrenta?

Devocional Alegria Inabalável - John Piper

NÓS GOVERNAREMOS TODAS AS COISAS

Versículo do dia: Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono. (Apocalipse 3.21)

O que Jesus intencionava quando disse isso à igreja de Laodicéia?

Sentar-se com Jesus no seu trono? Mesmo?

Essa é uma promessa para todos os que vencem, ou seja, aqueles que perseveram na fé até o fim (1 João 5.4), apesar de toda dor ameaçadora e prazer atrativo. Então, se você é um crente em Jesus, sentar-se-á no trono do Filho de Deus que está sentado no trono de Deus, o Pai.

Eu considero que “trono de Deus” significa o direito e a autoridade para governar o universo. Então, Jesus nos promete uma parte no governo de todas as coisas.

É isso que Paulo tem em mente em Efésios 1.22-23? “E pôs todas as coisas debaixo dos pés e, para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas”.

Nós, a igreja, somos a “plenitude daquele que a tudo enche”. Considero que isso significa que o universo será preenchido com a glória do Senhor (Números 14.21). E uma dimensão dessa glória será a extensão completa e sem oposição do seu governo em todos os lugares.

Portanto, Efésios 1.23 pode indicar que Jesus enche o universo com o seu próprio governo glorioso através de nós. Somos a plenitude do seu governo. Nós governamos em seu nome. Nesse sentido, nós nos sentamos com ele em seu trono.

Nenhum de nós sente isso como deveria. É grandioso. É por isso que Paulo ora por ajuda divina “[para que possam ser] iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento” (Efésios 1.18).

Sem o auxílio onipotente agora, não podemos sentir a maravilha do que seremos. Porém, se nos for concedido sentir isso verdadeiramente, todas as nossas reações emocionais a esse mundo mudarão para melhor.

Devocional Do Dia - Charles Spurgeon

Versículo do dia: “Filho do homem, por que mais é o sarmento de videira que qualquer outro, o sarmento que está entre as árvores do bosque?” (Ezequiel 15.2)

Estas palavras foram proferidas a fim de humilhar o povo de Deus. Eles são chamados a videira de Deus. Entretanto, o que são eles, por natureza, mais que os outros? Pela graça de Deus, eles se tornaram frutíferos, pois foram plantados em bom solo. O Senhor os faz crescer, subindo pelas paredes do santuário e eles produzem fruto para a glória dele. Mas, o que são eles sem o seu Deus? O que seriam sem a contínua influência do Espírito Santo tornando-os frutíferos?

Ó crente, aprenda a rejeitar o orgulho, reconhecendo que você não tem qualquer motivo para cultivá-lo. Não importa o que você é, nada existe que lhe dê razão para orgulhar-se. Quanto mais você têm, tanto mais está em débito para com Deus, e não deveria se orgulhar daquilo que o torna devedor. Considere a sua origem; pense no que você era! Medite no que você seria sem a graça de Deus. Olhe para si mesmo, para o seu presente estado. A sua consciência o reprova? Os seus milhares de atos irracionais não se dispõem à sua vista, não dizem que você é indigno de ser chamado filho de Deus? E se Ele o transformou numa nova pessoa, isso não lhe ensina que foi a graça de Deus que o tornou diferente? Você seria um grande pecador, se Deus não o tivesse transformado. Ó, você que é determinado no momento da verdade, saiba que seria igualmente determinado no momento do erro, se a graça não o tivesse alcançado. Portanto, não seja orgulhoso (embora você desfrute de um grande patrimônio – um amplo domínio da graça), visto que você não tem uma simples coisa que possa chamar sua, exceto o pecado e a miséria. Oh, estranha obsessão, que você, a quem todas as coisas foram emprestadas, pense em exaltar a si mesmo! Você é um pobre pensionista, dependente da generosidade de seu Salvador; você é aquele cuja vida finda, sem a fresca nascente de vida de Jesus, e mesmo assim é orgulhoso! Que vergonha, ó, vil coração!