Por Sam Storms
Em um artigo anterior, nós vimos 10 coisas que devemos saber acerca do Espírito Santo. No presente artigo, vamos falar do trabalho do Espírito Santo.
1) O Espírito Santo serve-nos como um “pagamento inicial” sobre a herança futura da nossa salvação (2 Coríntios 1:21-22; 5:5; Efésios 1:14).
O termo arrabon, traduzido como “pagamento inicial”, era utilizado em transações comerciais para se referir à primeira parcela do valor total devido. O adiantamento efetivamente garantia o cumprimento de quaisquer obrigações contratuais assumidas. O Espírito, portanto, diz Gordon Fee, “serve como o pagamento de Deus em nossas vidas atuais, a evidência certa de que o futuro entrou no presente, a garantia segura de que o futuro será realizado em plena medida” (Presença Poderosa de Deus, 807).
Contudo, há mais. Como diz Peter O’Brien, ao nos dar o Espírito Santo, “Deus não está simplesmente nos prometendo a nossa herança final, mas, na verdade, nos proporciona um “adiantamento”, mesmo que seja apenas uma pequena fração da dotação futura” (121). Em outras palavras, se você quer saber em parte o que a vida na era futura será, medite sobre a presença gloriosa, reconfortante e capacitadora do Espírito em seu coração agora mesmo!
2) O Espírito Santo também serve para nos fornecer os “primeiros frutos” da nossa salvação (Romanos 8:23).
Essa metáfora também é extraída da ressurreição de Cristo como a nossa garantia (1 Coríntios 15:20, 23). Semelhante à ideia por trás do “pagamento inicial”, o Espírito Santo, como “o primeiro feixe”, é a promessa de Deus para nós da colheita final. Assim, o Espírito desempenha um papel essencial na nossa existência presente, como evidência, e garante que o futuro é ao mesmo tempo agora e ainda não (Fee, 807).
3) O Espírito Santo também é retratado na Escritura como o “selo” da nossa salvação (2 Coríntios 1:21-22; Efésios 1:13; 4:30).
Há, pelo menos, três ideias envolvidas no Espírito como um “selo”. Primeiro, um selo serve para autenticar (João 3:33; 6:27; 1 Coríntios 9:2) ou confirmar algo como genuíno ou verdadeiro, incluindo a ideia de que o que é selado é carimbado com o caráter do seu dono. Segundo, um selo serve para designar ou marcar como uma propriedade, para declarar e comunicar a propriedade (ver Apocalipse 7:3-8; 9:4). Finalmente, o Espírito Santo serve para tornar seguro ou para estabelecer (isto é, proteger, ver Efésios 4:30; Mateus 27:66; Apocalipse 20:3) nossa relação com Jesus Cristo.
Alguém poderia perguntar: “Com o que somos selados?” A resposta é simples: com o Espírito Santo. Em outras palavras, o próprio Espírito sela e é o selo. Portanto, o selo é a recepção e a consequente permanência do Espírito Santo em nossas vidas.
Outra pergunta também é frequentemente proposta: “Quando esta selagem acontece?” Paulo responde em Efésios 1:13: “Nele também vocês, depois que ouviram a palavra da verdade, o evangelho da salvação, tendo nele também crido, receberam o selo do Espírito Santo da promessa”. Destarte, somos selados quando ouvimos a palavra da verdade e acreditamos no evangelho.
4) O Espírito Santo não somente assegura nossa salvação por meio da graça salvadora, mas também funciona no mundo e na vida dos não-cristãos através do que é chamado de “graça comum”. O que é “graça comum”? Charles Hodge define desta maneira:
O Espírito Santo, como o Espírito da verdade, da santidade e da vida em todas as suas formas, está presente com cada mente humana, reforçando a verdade, restringindo o mal, impelindo ao bem e conferindo sabedoria ou força, quando, onde e na medida em que lhe parece bom. Isto é o que na teologia é chamado de “graça comum” (Teologia sistemática, 2: 667).
Abraham Kuyper define graça comum como:
Aquele ato de Deus pelo qual negativamente Ele restringe as operações de Satanás, a morte e o pecado, e pelo qual, positivamente, ele cria um estado intermediário para este cosmos, bem como para nossa raça humana, que é e continua sendo profundamente e radicalmente pecaminoso, mas em que o pecado não pode operar em seu fim (Princípios da Teologia Sagrada, 279).
Uma definição mais simples e mais direta de graça comum é dada por John Murray. Graça comum, ele escreve, “é todo o favor de qualquer tipo ou grau, ficando aquém da salvação, que este mundo imerecido e maldito pelo pecado desfruta na mão de Deus” (Escritos coletados de John Murray , 2:96).
5) O Espírito Santo é o elemento, por assim dizer, em que todos os cristãos são batizados ou “imersos” no momento da conversão. Nós lemos isso em 1 Coríntios 12:12-13: “Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, mesmo sendo muitos, constituem um só corpo, assim também é com respeito a Cristo. Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito” ( 1 Coríntios 12:12-13 ).
Aqui, o apóstolo Paulo está usando duas metáforas vívidas para descrever nossa experiência com o Espírito Santo no momento da conversão, no momento em que nos tornamos membros do corpo de Cristo, a Igreja:
Batismo, ou imersão no Espírito Santo, e bebendo para o enchimento do Espírito Santo, cujo propósito ou objetivo é unir todos nós em um só corpo.
Assim, nossa “saturação” com o Espírito, nossa experiência de “submergir”, ser “inundado” e “ser cheio” pelo Espírito Santo resulta em nossa participação no organismo espiritual do corpo de Cristo, a Igreja.
6) Devemos distinguir entre ser batizado e ser cheio do Espírito Santo Espírito Santo.
O batismo espiritual é uma metáfora que descreve a nossa recepção do Espírito Santo no momento da nossa conversão a Jesus em fé e arrependimento. Quando acreditamos e somos justificados, somos, por assim dizer, submergidos, inundados pelo Espírito; estamos, por assim dizer, imersos e cheios pelo Espírito. O batismo espiritual é, portanto, instantâneo (ou seja, não é um processo), simultâneo à conversão, universal (ou seja, todos os cristãos são recipientes), não repetível e permanente.
O enchimento do Espírito também é uma metáfora que descreve nossa contínua experiência e apropriação do mesmo. Ser cheio com o Espírito é passar por uma influência progressivamente mais intensa e íntima do Espírito. O enchimento do Espírito pode ser perdido e subsequentemente experimentado novamente, em várias ocasiões, ao longo da vida cristã.
7) Existem dois sentidos nos quais um crente pode ser cheio com o Espírito Santo. Primeiro, há textos que descrevem as pessoas como “cheias do Espírito Santo” como se fosse uma condição ou qualidade consistente do caráter cristão, uma disposição moral, possuindo e refletindo a maturidade em Cristo (ver Lucas 4:1; Atos 6:3, 5; 7:55; 11:24; 13:52). Esta é a condição “ideal” de cada cristão. Enfatiza o estado permanente de enchimento.
Segundo, existem textos que descrevem as pessoas como “cheias do Espírito Santo” para que possam cumprir ou executar uma tarefa especial ou equipá-las para o serviço ou ministério. Isso pode ser ao longo da vida, para um serviço ou ministério particular (ver Lucas 1:15-17; Atos 9:17); ou pode ocorrer em uma emergência espiritual. Este último seria uma capacitação imediata e especial de poder para cumprir uma tarefa especialmente importante e urgente. Assim, alguém que já está cheio com o Espírito pode experimentar um enchimento novo/adicional. Ou seja, não importa o quanto do Espírito Santo possa ter, sempre há espaço para mais (veja Atos 4:8, 31; 13:9; Lucas 1:41, 67 )! Também, em Atos 7:55, Estêvão, embora “cheio do Espírito Santo”, ficou novamente “cheio” com o Espírito para prepará-lo para suportar a perseguição e eventual martírio, bem como para “ter” a visão de Jesus.
8) Ser cheio com o Espírito é diferente de ser batizado no Espírito. Há um só batismo, mas enchimentos múltiplos. Em nenhum texto do NT, nós somos ordenados a sermos batizados no Espírito Santo. Não há recurso para fazer algo para ser batizado; nenhuma exortação, nenhum imperativo. Por outro lado, somos ordenados a sermos cheios com o Espírito Santo ( Efésios 5:18).
9) É possível ser batizado no Espírito Santo, experimentar a habitação permanente do Espírito, e ainda não ser cheio com o mesmo (os crentes coríntios podem muito bem ser um exemplo disso). Ser “cheio do Espírito Santo” é refletir uma maturidade de caráter; é a condição ideal de cada crente. Estar “cheio do Espírito Santo” é experimentar uma unção de poder, santidade, proclamação e louvor.
10) Devemos lembrar que o Espírito Santo não batiza ninguém. Jesus é aquele que batiza “no” Espírito Santo. O Espírito é aquele em quem estamos imersos e, portanto, aquele que continua para sempre habitando em nós e nos capacitando.
Em todos os textos referentes ao batismo do Espírito, a preposição grega en significa “em”, descrevendo o elemento em que se está, por assim dizer, imerso. Em nenhum texto, o Espírito Santo nunca disse ser o agente pelo qual alguém é batizado. Jesus é o batizador. O Espírito é aquele em quem estamos envolvidos ou o “elemento” com o qual estamos saturados.
Deve-se notar que, no NT, para ser batizado “por” alguém sempre é expresso pela preposição hupo seguido por um substantivo genitivo. As pessoas foram batizadas “por” João Batista, no rio Jordão (Mateus 3:6; Marcos 1:5; Lucas 3:7). Jesus foi batizado “por” João (Mateus 3:13; Marcos 1:9). Os fariseus não foram batizados “por” João (Lucas 7:30 ), etc. Muito provavelmente, se Paulo quisesse dizer que os coríntios tinham sido batizados “pelo” Espírito Santo, ele teria usado hupo com o genitivo, não en com o dativo.
Semeando o Evangelho
Semear a Verdade e o Amor de Deus
quarta-feira, 5 de dezembro de 2018
A PREPARAÇÃO DA ESPOSA DO CORDEIRO
DEVOCIONAL DIÁRIO
– “CAFÉ ESPIRITUAL” –
A PREPARAÇÃO DA ESPOSA DO CORDEIRO
– Muito bem. Como esposa do Cordeiro (Jesus Cristo), precisamos nos preparar adequadamente para as Bodas do Cordeiro.
– Pois, sabemos que Deus escolheu o homem para ser Sua companheira, Sua noiva e esposa. Pois, lemos em (2 Coríntios 11:2-3) o seguinte:
– “Porque zelo por vós com zelo de Deus; visto que vos tenho preparado para vos apresentar como virgem pura a um só esposo, que é Cristo”.
– Uma observação: Antigamente, os chineses, como também os povos do oriente, os pais comprometiam a filha a casar-se com o filho de outra família. Isto é parte da cultura oriental.
– E, quando isto acontecia, daquele momento em diante, aquela filha, só tinha uma preocupação: preparar-se para casar-se um dia com aquele a quem fora prometida.
– Da mesma forma, esta deve ser a atitude de cada cristão. Pois, como “noivas de Cristo”, não podemos olhar para mais ninguém ou mais nada, pois já estamos comprometidos com Cristo.
– No entanto, precisamos crescer e amadurecer espiritualmente, pois, o Senhor não pode casar com uma “Igreja criança”. Como diz (Efésios 4:5) precisamos de progresso e crescimento espiritual.
– Portanto, quem não aproveita cada momento da sua vida para crescer, está perdendo tempo!
– Na verdade, toda a nossa vida não passa de um “processo de embelezamento” para o nosso casamento com o Senhor, assim que Ele voltar.
– Para entender um pouco melhor este processo, leiamos (Ester 2:1-12).
– Como acabamos de ver no texto acima, Ester foi levada ao palácio do Rei, pois ela lhe pareceu formosa e alcançou favor diante dele. A seguir, Ester foi preparada com ungüentos e alimentos especiais, como também foi ajudada por 7 jovens escolhidas da casa do Rei.
– Outra coisa. Em chegando o prazo de cada moça vir apresentar-se ao Rei Assuero, depois de ser tratada segundo as prescrições para as mulheres, por 12 meses (pois este era o período de embelezamento – ou seja, 6 meses com óleo de mirra (que significa morte) e 6 meses com especiarias e com os perfumes).
– Da mesma forma, nós cristãos fomos escolhidos dentre milhares de pessoas por Deus para sermos a noiva de Jesus Cristo.
– Em seguida, fomos levados ao “palácio real”, ou seja, à “Igreja de Jesus Cristo”, onde somos tratados de maneira especial, com dieta específica, a fim de nos prepararmos para a Segundo vinda do Senhor e, consequentemente, para a nossa festa das Bodas.
– É importante ressaltar que, por seis meses, Ester foi preparada com óleo de mirra.
– E, na Bíblia, “mirra” simboliza “morte”.
– Por outro lado, por outros seis meses, ela foi preparada também com especiarias, unguentos e perfumes especiais.
– Na Bíblia, as “especiarias, perfumes e ungüentos”, tipificam “o perfume da ressurreição”. Ler (João 19:38-40).
– Muito bem. Com estas figuras em mente, podemos dizer que a nossa vida precisa passar pela experiência da “mirra” isto é da morte do nosso velho homem para que haja uma ressurreição. Ler (Romanos 6:1-11).
– Na verdade, o período em que vivemos hoje, isto é, a Era da Igreja, vai desde o nosso nascer de novo até o dia da nossa morte.
– Portanto, neste período, precisamos entender que o “óleo de mirra”, ou seja, o “óleo da morte” terá de ser aplicado na nossa alma, isto é, na nossa mente, vontade e nas nossas emoções.
– Pois, na verdade, a nossa mente e as nossas emoções estão fortemente voltadas para as “coisas deste mundo”e, a nossa vontade, é “fazer o que bem entendemos”.
– Nossa mente precisa ser ressuscitada para entender o “plano de Deus”. Nossas emoções têm de ser para amar ao Senhor e, nossa vontade, precisa ser a “vontade do Senhor”!
– Ou seja, em vez de vivermos pela nossa vida natural e carnal, devemos viver pela vida divina que recebemos do Senhor. Isto é, devemos “viver no Espírito”, fazendo apenas a vontade do Senhor.
– E, quando vivemos desta forma, “exalamos o bom perfume de Cristo”, como diz Paulo em (2 Coríntios 2:14-17).
– Portanto, aproveite cada minuto da sua vida (ou seja, o “período de 12 meses) para negar a vida da alma, do ego, a fim de viver no Espírito e, finalmente estar preparado para as Bodas do Cordeiro!
– “CAFÉ ESPIRITUAL” –
A PREPARAÇÃO DA ESPOSA DO CORDEIRO
– Muito bem. Como esposa do Cordeiro (Jesus Cristo), precisamos nos preparar adequadamente para as Bodas do Cordeiro.
– Pois, sabemos que Deus escolheu o homem para ser Sua companheira, Sua noiva e esposa. Pois, lemos em (2 Coríntios 11:2-3) o seguinte:
– “Porque zelo por vós com zelo de Deus; visto que vos tenho preparado para vos apresentar como virgem pura a um só esposo, que é Cristo”.
– Uma observação: Antigamente, os chineses, como também os povos do oriente, os pais comprometiam a filha a casar-se com o filho de outra família. Isto é parte da cultura oriental.
– E, quando isto acontecia, daquele momento em diante, aquela filha, só tinha uma preocupação: preparar-se para casar-se um dia com aquele a quem fora prometida.
– Da mesma forma, esta deve ser a atitude de cada cristão. Pois, como “noivas de Cristo”, não podemos olhar para mais ninguém ou mais nada, pois já estamos comprometidos com Cristo.
– No entanto, precisamos crescer e amadurecer espiritualmente, pois, o Senhor não pode casar com uma “Igreja criança”. Como diz (Efésios 4:5) precisamos de progresso e crescimento espiritual.
– Portanto, quem não aproveita cada momento da sua vida para crescer, está perdendo tempo!
– Na verdade, toda a nossa vida não passa de um “processo de embelezamento” para o nosso casamento com o Senhor, assim que Ele voltar.
– Para entender um pouco melhor este processo, leiamos (Ester 2:1-12).
– Como acabamos de ver no texto acima, Ester foi levada ao palácio do Rei, pois ela lhe pareceu formosa e alcançou favor diante dele. A seguir, Ester foi preparada com ungüentos e alimentos especiais, como também foi ajudada por 7 jovens escolhidas da casa do Rei.
– Outra coisa. Em chegando o prazo de cada moça vir apresentar-se ao Rei Assuero, depois de ser tratada segundo as prescrições para as mulheres, por 12 meses (pois este era o período de embelezamento – ou seja, 6 meses com óleo de mirra (que significa morte) e 6 meses com especiarias e com os perfumes).
– Da mesma forma, nós cristãos fomos escolhidos dentre milhares de pessoas por Deus para sermos a noiva de Jesus Cristo.
– Em seguida, fomos levados ao “palácio real”, ou seja, à “Igreja de Jesus Cristo”, onde somos tratados de maneira especial, com dieta específica, a fim de nos prepararmos para a Segundo vinda do Senhor e, consequentemente, para a nossa festa das Bodas.
– É importante ressaltar que, por seis meses, Ester foi preparada com óleo de mirra.
– E, na Bíblia, “mirra” simboliza “morte”.
– Por outro lado, por outros seis meses, ela foi preparada também com especiarias, unguentos e perfumes especiais.
– Na Bíblia, as “especiarias, perfumes e ungüentos”, tipificam “o perfume da ressurreição”. Ler (João 19:38-40).
– Muito bem. Com estas figuras em mente, podemos dizer que a nossa vida precisa passar pela experiência da “mirra” isto é da morte do nosso velho homem para que haja uma ressurreição. Ler (Romanos 6:1-11).
– Na verdade, o período em que vivemos hoje, isto é, a Era da Igreja, vai desde o nosso nascer de novo até o dia da nossa morte.
– Portanto, neste período, precisamos entender que o “óleo de mirra”, ou seja, o “óleo da morte” terá de ser aplicado na nossa alma, isto é, na nossa mente, vontade e nas nossas emoções.
– Pois, na verdade, a nossa mente e as nossas emoções estão fortemente voltadas para as “coisas deste mundo”e, a nossa vontade, é “fazer o que bem entendemos”.
– Nossa mente precisa ser ressuscitada para entender o “plano de Deus”. Nossas emoções têm de ser para amar ao Senhor e, nossa vontade, precisa ser a “vontade do Senhor”!
– Ou seja, em vez de vivermos pela nossa vida natural e carnal, devemos viver pela vida divina que recebemos do Senhor. Isto é, devemos “viver no Espírito”, fazendo apenas a vontade do Senhor.
– E, quando vivemos desta forma, “exalamos o bom perfume de Cristo”, como diz Paulo em (2 Coríntios 2:14-17).
– Portanto, aproveite cada minuto da sua vida (ou seja, o “período de 12 meses) para negar a vida da alma, do ego, a fim de viver no Espírito e, finalmente estar preparado para as Bodas do Cordeiro!
FORÇA PARA O DIA - DEVOCIONAL JOHN MACARTHUR
RECEBENDO AS PROVISÕES DE DEUS
[…] O pão nosso de cada dia nos dá hoje (Mateus 6:11).
Deus é glorificado quando atende às suas necessidades.
Nos Estados Unidos, orar pelo nosso pão diário dificilmente parece necessário. A maioria das pessoas precisa orar pelo autocontrole para evitar comer demais. No entanto, Mateus 6:11 não está falando apenas de comida. É uma declaração sobre a dependência de Deus e um reconhecimento de que somente Ele fornece todas as necessidades básicas da vida.
É triste dizer que muitas pessoas hoje reduziram a oração a um meio de autorrealização. Recentemente, uma mulher me enviou um livreto e escreveu: “Eu não acho que você entenda o verdadeiro recurso que temos na oração. Você deveria ler este livreto”. O livreto repetidamente enfatizava o nosso direito, como cristãos, de exigir coisas de Deus. Mas isso perde completamente o ponto da oração, que é glorificar a Deus (João 14:13). Devemos dar a Deus o privilégio de revelar Sua glória, satisfazendo nossas necessidades da maneira que Ele escolher. Se exigimos coisas de Deus, é provável que nos tornemos frustrados ou o questionemos quando não conseguirmos o que queremos. Isso é um pecado sério!
David G. Myers, em seu livro, O Enigma Humano, disse:
“Algumas orações peticionárias parecem não apenas carecer de fé na bondade inerente a Deus, mas também elevar a humanidade a uma posição de controle sobre Deus. As Escrituras nos lembram que Deus é onisciente e onipotente, o governante soberano do universo para os cristãos orarem como se Deus fosse um fantoche cujas cordas eles puxam com suas orações parece não apenas potencialmente supersticioso, mas indubitavelmente blasfemo”.
“Quando a oração é vendida como um dispositivo para extrair saúde, sucesso e outros favores de uma máquina de venda celestial, podemos nos perguntar o que realmente está sendo comercializado. Essa fé é uma falsificação da verdadeira fé, uma caricatura do verdadeiro cristianismo?”
Guarde suas orações! Sempre esteja ciente do enorme privilégio que você tem de se aproximar do Deus infinito e receber Suas provisões graciosas. Contudo, sempre faça isso para a glória dEle como seu objetivo mais elevado.
Sugestão para oração
Leia Provérbios 30:8-9. Qual a atitude em relação a Deus esses versículos transmitem? Essa é a sua atitude em oração?
Estudo adicional
Leia Mateus 6:19-34 e Tiago 4:3. Como você pode responder a alguém que diz que os cristãos têm o direito de exigir coisas de Deus?
Devocional Alegria Inabalável - John Piper
INJURIADOS AQUI, RECOMPENSADOS NO PORVIR
Versículo do dia: Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem-sucedido. (Salmo 1.3)
Como a promessa no Salmo 1.3 aponta para Cristo?
É dito: “tudo quanto ele faz será bem-sucedido”. Os justos prosperam em tudo o que fazem. Isso é ingênuo ou profundamente verdadeiro?
Nesta vida, os ímpios muitas vezes prosperam. “Não te irrites por causa do homem que prospera em seu caminho, por causa do que leva a cabo os seus maus desígnios” (Salmo 37.7). “Os que cometem impiedade prosperam, sim, eles tentam ao SENHOR e escapam” (Malaquias 3.15).
E nesta vida os justos muitas vezes sofrem e sua bondade é recompensada com injúria. “Se tivéssemos esquecido o nome do nosso Deus… porventura, não o teria atinado Deus… Mas, por amor de ti, somos entregues à morte continuamente, somos considerados como ovelhas para o matadouro” (Salmos 44.20-22).
Continua após anúncio:
Portanto, quando o salmista diz: “tudo quanto ele faz será bem-sucedido”, ele está apontando através das ambiguidades desta vida para a vida após a morte, onde ficará evidente que tudo o que temos feito é bem-sucedido.
Esta é a forma como Paulo pensou.
Primeiro, ele celebra a vitória de Cristo sobre a morte. “Onde está, ó morte, a tua vitória?… Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Coríntios 15.55-57).
Em segundo lugar, ele extrai a implicação de que, por causa desse triunfo, toda a obra que os crentes têm realizado prosperará. “Portanto, meus amados irmãos… o vosso trabalho não é vão” (1Coríntios 15.58). Quando algo não é em vão, é bem-sucedido.
Porque Jesus morreu em nosso lugar, ele garantiu que toda boa ação finalmente prospera. “Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem… Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus” (Mateus 5.11-12). Injuriados aqui. Recompensados no porvir.
O que parece ingênuo no Antigo Testamento (“tudo quanto ele faz será bem-sucedido”) aponta profundamente para a obra de Cristo e a realidade da ressurreição.
Versículo do dia: Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem-sucedido. (Salmo 1.3)
Como a promessa no Salmo 1.3 aponta para Cristo?
É dito: “tudo quanto ele faz será bem-sucedido”. Os justos prosperam em tudo o que fazem. Isso é ingênuo ou profundamente verdadeiro?
Nesta vida, os ímpios muitas vezes prosperam. “Não te irrites por causa do homem que prospera em seu caminho, por causa do que leva a cabo os seus maus desígnios” (Salmo 37.7). “Os que cometem impiedade prosperam, sim, eles tentam ao SENHOR e escapam” (Malaquias 3.15).
E nesta vida os justos muitas vezes sofrem e sua bondade é recompensada com injúria. “Se tivéssemos esquecido o nome do nosso Deus… porventura, não o teria atinado Deus… Mas, por amor de ti, somos entregues à morte continuamente, somos considerados como ovelhas para o matadouro” (Salmos 44.20-22).
Continua após anúncio:
Portanto, quando o salmista diz: “tudo quanto ele faz será bem-sucedido”, ele está apontando através das ambiguidades desta vida para a vida após a morte, onde ficará evidente que tudo o que temos feito é bem-sucedido.
Esta é a forma como Paulo pensou.
Primeiro, ele celebra a vitória de Cristo sobre a morte. “Onde está, ó morte, a tua vitória?… Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Coríntios 15.55-57).
Em segundo lugar, ele extrai a implicação de que, por causa desse triunfo, toda a obra que os crentes têm realizado prosperará. “Portanto, meus amados irmãos… o vosso trabalho não é vão” (1Coríntios 15.58). Quando algo não é em vão, é bem-sucedido.
Porque Jesus morreu em nosso lugar, ele garantiu que toda boa ação finalmente prospera. “Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem… Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus” (Mateus 5.11-12). Injuriados aqui. Recompensados no porvir.
O que parece ingênuo no Antigo Testamento (“tudo quanto ele faz será bem-sucedido”) aponta profundamente para a obra de Cristo e a realidade da ressurreição.
Devocional Do Dia - Charles Spurgeon
Versículo do Dia: “O Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo.” (1 João 4.14)
Existe paz em saber que o Senhor Jesus não veio ao mundo sem a permissão, a anuência, o consentimento e assistência de Deus. Ele foi mandado pelo Pai com o propósito de ser o Salvador do homem. Ao mesmo tempo que existem distinções no que se refere às pessoas da Trindade, não existe qualquer distinção de honra. Frequentemente, atribuímos mais honra a Cristo por nossa salvação do que a atribuímos ao Pai. Isto é um erro. O Pai não enviou o Filho? Se o Filho pregou de maneira tão admirável, não foi o Pai que transbordou a graça em seus lábios, para que Ele fosse um ministro capaz da nova aliança? Aquele que conhece o Pai, o Filho e o Espírito Santo como deve conhece-los, esse jamais coloca um adiante do outro em seu amor. Este os vê em Belém, no Getsêmani e no Calvário, todos igualmente engajados na obra de salvação. Ó crente, você tem posto sua confiança em Cristo Jesus, o Homem? Tem depositado sua esperança unicamente nEle? Você está em união com Ele? Então, creia que está em união com o Deus do céu.
Visto que você é irmão do homem Jesus Cristo e mantém comunhão íntima com Ele, também está unido a Deus, o Eterno, o Ancião de Dias (Daniel 7.9). Você já considerou a profundidade do amor do coração de Jeová, quando Deus, o Pai, equipou o seu Filho para o grande empreendimento da misericórdia? Se não, faça desta a sua meditação deste dia. O Pai enviou o Filho. Medite neste assunto. Pense em como você realiza aquilo que o Pai deseja. Nas feridas de um Salvador moribundo, vemos o amor do grande Eu Sou. Que todos os nossos pensamentos a respeito de Jesus estejam vinculados ao Eterno, o Deus sempre bendito, pois “ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar” (Isaías 53.10).
Existe paz em saber que o Senhor Jesus não veio ao mundo sem a permissão, a anuência, o consentimento e assistência de Deus. Ele foi mandado pelo Pai com o propósito de ser o Salvador do homem. Ao mesmo tempo que existem distinções no que se refere às pessoas da Trindade, não existe qualquer distinção de honra. Frequentemente, atribuímos mais honra a Cristo por nossa salvação do que a atribuímos ao Pai. Isto é um erro. O Pai não enviou o Filho? Se o Filho pregou de maneira tão admirável, não foi o Pai que transbordou a graça em seus lábios, para que Ele fosse um ministro capaz da nova aliança? Aquele que conhece o Pai, o Filho e o Espírito Santo como deve conhece-los, esse jamais coloca um adiante do outro em seu amor. Este os vê em Belém, no Getsêmani e no Calvário, todos igualmente engajados na obra de salvação. Ó crente, você tem posto sua confiança em Cristo Jesus, o Homem? Tem depositado sua esperança unicamente nEle? Você está em união com Ele? Então, creia que está em união com o Deus do céu.
Visto que você é irmão do homem Jesus Cristo e mantém comunhão íntima com Ele, também está unido a Deus, o Eterno, o Ancião de Dias (Daniel 7.9). Você já considerou a profundidade do amor do coração de Jeová, quando Deus, o Pai, equipou o seu Filho para o grande empreendimento da misericórdia? Se não, faça desta a sua meditação deste dia. O Pai enviou o Filho. Medite neste assunto. Pense em como você realiza aquilo que o Pai deseja. Nas feridas de um Salvador moribundo, vemos o amor do grande Eu Sou. Que todos os nossos pensamentos a respeito de Jesus estejam vinculados ao Eterno, o Deus sempre bendito, pois “ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar” (Isaías 53.10).
ENCORAJAMENTO PARA DESENVOLVER A SANTIDADE
Por Joel Beeke
O desenvolvimento da santidade é uma necessidade. Thomas Watson chamou isso de “trabalho árduo”. Felizmente, Deus nos providencia muitas motivações para a santidade em sua Palavra. Para encorajar-nos na busca pela santidade, precisamos focalizar as seguintes verdades bíblicas.
Deus nos chamou à santidade
“Porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação” (1 Ts 4.7). Todas as coisas às quais o Senhor nos chama são necessárias. Sua própria chamada, assim como todos os benefícios de um viver santo que experimentamos, devem nos induzir a buscar e praticar a santidade. A santidade aumenta o nosso bem-estar espiritual. Deus nos assegura que “nenhum bem sonega aos que andam retamente” (Sl 84.11). “O que a saúde é para o coração”, observou John Flavel, “a santidade é para a alma”.1 Na obra escrita por Richard Baxter sobre a santidade, os próprios títulos dos capítulos são esclarecedores: “Santidade é o único caminho de segurança”; “Santidade é o caminho mais benéfico”; “Santidade é o único meio honroso”; “Santidade é o caminho mais agradável”. Contudo, ainda mais importante, a santidade glorifica ao Deus que você ama (Is 43.21). Como afirmou Thomas Brooks: “A santidade faz o máximo para honrar a Deus”.
A santidade fomenta a semelhança a Cristo
Thomas Watson escreveu: “Devemos nos empenhar em sermos semelhantes a Deus em santidade. Este empenho é um espelho nítido no qual podemos ver um rosto; é um coração santo no qual pode ser visto algo do caráter de Deus”.4 Cristo é o padrão de santidade para nós — o padrão de humildade santa (Fp 2.5-13), compaixão santa (Mc 1.41), perdão santo (Cl 3.13), altruísmo santo (Rm 15.3), indignação santa contra o pecado (Mt 23) e oração santa (Hb 5.7). Desenvolver a santidade que procura assemelhar-se a Deus e tem a Cristo como padrão nos salva de muita hipocrisia e de um cristianismo apenas domingueiro. Esta santidade nos dá vitalidade, propósito, significado e direcionamento no viver diário.
A santidade dá evidência da justificação e da eleição
A santificação é um fruto inevitável da justificação (1 Co 6.11). Estes dois elementos podem ser distinguidos, mas nunca separados; o próprio Deus os uniu. A justificação está organicamente ligada à santificação; o novo nascimento dá origem à uma nova vida. O justificado andará no “caminho de santidade do Rei”. Em Cristo e através dEle, a justificação dá ao filho de Deus o direito e a ousadia de entrar no céu; a santificação dá-lhe a aptidão para o céu e a preparação necessária para chegar lá. A santificação é a apropriação pessoal dos frutos da justificação. B. B. Warfield observa: “A santificação é tão-somente a execução do decreto de justificação. Pois, se a santificação falhasse, a pessoa justificada não seria liberta de acordo com sua justificação”. Conseqüentemente, o decreto de justificação de Cristo, em João 8.11 (“Nem eu tampouco te condeno”), é imediatamente seguido pelo chamado à santidade: “Vai e não peques mais”. A eleição é também inseparável da santidade: “Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade” (2 Ts 2.13). A santificação é a marca de identificação das ovelhas eleitas de Cristo. Por isso, a eleição é sempre uma doutrina confortante para o crente, pois esta é o seguro fundamento que explica a graça de Deus operando nele. Por isso, os nossos antepassados reformados consideravam a eleição como um dos maiores consolos do crente, visto que a santificação torna visível a eleição. Calvino insistiu que a eleição não deveria desanimar ninguém, pois o crente recebe consolo dela, e o incrédulo não é chamado a considerá-la — antes, ele é chamado ao arrependimento. Aquele que fica desanimado pela eleição, ou confia-se à eleição sem viver uma vida de santidade, está se tornando vítima de um mau uso satânico desta doutrina preciosa e encorajadora (veja Dt 29.29). Como afirma J. C. Ryle: “Não é permitido a nós, neste mundo, estudar as páginas do Livro da Vida, e ver se nossos nomes encontram-se ali. Mas, se há algo nítido e plenamente declarado a respeito da eleição, é isto — que os homens e mulheres eleitos serão conhecidos e distinguidos por vidas santas”.8 A santidade é o lado visível de sua salvação. “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7.16).
A santidade promove a segurança
“Todos podem estar seguros de sua fé por meio de seus frutos” (Catecismo Heidelberg, Questão 86). Teólogos reformados concordam que muitas das formas e graus de segurança experimentados por crentes genuínos — especialmente segurança diária — são alcançados gradualmente no caminho da santificação , mediante o cuidadoso conhecimento da Palavra de Deus, dos meios da graça e da conseqüente obediência.9 Uma aversão crescente pelo pecado, mediante a mortificação, e um amor crescente pela obediência a Deus, por meio da vivificação, acompanham o progresso da fé, enquanto ela cresce em segurança. A santidade centralizada em Cristo e operada pelo Espírito é a maior e mais sã evidência da filiação divina (Rm 8.1-16). O meio de perder um senso diário de segurança é deixar de buscar santidade diariamente. Muitos crentes vivem de modo relapso. Tratam o pecado despreocupadamente, ou negligenciam as devocionais diárias e o estudo da Palavra. Outros vivem de maneira muito inativa. Não desenvolvem a santidade, mas assumem a postura de que nada pode ser feito para nutrir a santificação, como se esta fosse algoexterno a nós, exceto em raras ocasiões, quando algo muito especial “acontece” interiormente. Viver de maneira descuidada e inerte é pedir por escuridão espiritual, desalento e falta de frutos diariamente.
A santidade nos purifica
“Todas as coisas são puras para os puros; todavia, para os impuros e descrentes, nada é puro” (Tt 1.15). A santidade não pode ser exercitada, quando o coração não foi fundamentalmente transformado por meio de regeneração divina. Por meio do novo nascimento, Satanás é destituído, a lei de Deus é escrita no coração do crente, Cristo é coroado Senhor e Rei e o crente é feito “disposto e pronto, conseqüentemente, para viver em Cristo” (Catecismo Heidelberg, Questão 1). “Cristo em nós” (Christus in nobis) é um complemento essencial para “Cristo por nós” (Christus pro nobis). O Espírito de Deus não apenas ensina ao crente o que Cristo fez, como efetiva a santidade e a obra de Cristo em sua vida pessoal. Por meio de Cristo, Deus santifica seu filho e faz suas orações e ações de graças aceitáveis. Como disse Thomas Watson: “Um coração santo é o altar que santifica a oferta; se não é por satisfação, é por aceitação”.
A santidade é essencial para um serviço efetivo a Deus
Paulo une a santificação à utilidade: “Assim, pois, se alguém a si mesmo se purificar destes erros, será utensílio para honra, santificado e útil ao seu possuidor, estando preparado para toda boa obra” (2 Tm 2.21). Deus usa a santidade para assistir aos pregadores do evangelho, para aumentar a influência da fé cristã, a qual é desonrada pelo descuido dos crentes e hipócritas que freqüentemente servem como os melhores aliados de Satanás.
Nossas vidas estão sempre fazendo o bem ou o mal; elas são uma carta aberta para que todos leiam (2 Co 3.2). Um viver santo influencia e impressiona mais do que qualquer outra coisa; nenhum argumento pode igualar- se a uma vida santa. Ela mostra a beleza da religião; dá credibilidade ao testemunho e ao evangelismo (Fp 2.15).13 A “santidade”, escreve Hugh Morgan, “é o modo mais eficiente de influenciar pessoas não convertidas e de criar nelas uma disposição para ouvir a pregação do evangelho” (Mt 5.16; 1 Pe 3.1-2). A santidade manifesta-se em humildade e reverência a Deus. Deus procura e usa pessoas humildes e reverentes (Is 66.2). Como observa Andrew Murray: “O maior teste para sabermos se a santidade que professamos buscar ou possuir é verdade e vida, será observar se ela se manifesta na crescente humildade que produz. Na criatura, a humildade é algo necessário para permitir que a santidade de Deus habite nela e brilhe por meio dela. Em Jesus, o Santo de Deus que nos faz santos, a humildade divina foi o segredo de sua vida, sua morte e sua exaltação. O teste infalível para nossa santidade será a humildade diante de Deus e dos homens, a qual nos marca. A humildade é o esplendor e a beleza da santidade”.
A santidade nos prepara para o céu
Hebreus 12.14 diz: “Segui [literalmente: buscai] a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”. Como escreveu John Owen: “Não há imaginação que iluda tanto o homem, que seja mais tola e mais perniciosa do que esta: que pessoas não purificadas, não santificadas, que não buscam santidade em suas vidas possam depois ser levadas a um estado de bênção, que consiste no gozo de Deus. Nem podem tais pessoas ter gozo de Deus, nem tampouco Deus ser o galardão delas. De fato, a santidade é aperfeiçoada no céu; contudo, o começo dela está invariavelmente restringido a este mundo. Deus leva para o céu somente aquele que Ele santifica nesta terra. O Deus vivo não admitirá pessoas mortas no céu”. A santidade e o mundanismo, portanto, são opostos um ao outro. Se estivermos apegados a este mundo, não estamos preparados para o porvir.
O desenvolvimento da santidade é uma necessidade. Thomas Watson chamou isso de “trabalho árduo”. Felizmente, Deus nos providencia muitas motivações para a santidade em sua Palavra. Para encorajar-nos na busca pela santidade, precisamos focalizar as seguintes verdades bíblicas.
Deus nos chamou à santidade
“Porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação” (1 Ts 4.7). Todas as coisas às quais o Senhor nos chama são necessárias. Sua própria chamada, assim como todos os benefícios de um viver santo que experimentamos, devem nos induzir a buscar e praticar a santidade. A santidade aumenta o nosso bem-estar espiritual. Deus nos assegura que “nenhum bem sonega aos que andam retamente” (Sl 84.11). “O que a saúde é para o coração”, observou John Flavel, “a santidade é para a alma”.1 Na obra escrita por Richard Baxter sobre a santidade, os próprios títulos dos capítulos são esclarecedores: “Santidade é o único caminho de segurança”; “Santidade é o caminho mais benéfico”; “Santidade é o único meio honroso”; “Santidade é o caminho mais agradável”. Contudo, ainda mais importante, a santidade glorifica ao Deus que você ama (Is 43.21). Como afirmou Thomas Brooks: “A santidade faz o máximo para honrar a Deus”.
A santidade fomenta a semelhança a Cristo
Thomas Watson escreveu: “Devemos nos empenhar em sermos semelhantes a Deus em santidade. Este empenho é um espelho nítido no qual podemos ver um rosto; é um coração santo no qual pode ser visto algo do caráter de Deus”.4 Cristo é o padrão de santidade para nós — o padrão de humildade santa (Fp 2.5-13), compaixão santa (Mc 1.41), perdão santo (Cl 3.13), altruísmo santo (Rm 15.3), indignação santa contra o pecado (Mt 23) e oração santa (Hb 5.7). Desenvolver a santidade que procura assemelhar-se a Deus e tem a Cristo como padrão nos salva de muita hipocrisia e de um cristianismo apenas domingueiro. Esta santidade nos dá vitalidade, propósito, significado e direcionamento no viver diário.
A santidade dá evidência da justificação e da eleição
A santificação é um fruto inevitável da justificação (1 Co 6.11). Estes dois elementos podem ser distinguidos, mas nunca separados; o próprio Deus os uniu. A justificação está organicamente ligada à santificação; o novo nascimento dá origem à uma nova vida. O justificado andará no “caminho de santidade do Rei”. Em Cristo e através dEle, a justificação dá ao filho de Deus o direito e a ousadia de entrar no céu; a santificação dá-lhe a aptidão para o céu e a preparação necessária para chegar lá. A santificação é a apropriação pessoal dos frutos da justificação. B. B. Warfield observa: “A santificação é tão-somente a execução do decreto de justificação. Pois, se a santificação falhasse, a pessoa justificada não seria liberta de acordo com sua justificação”. Conseqüentemente, o decreto de justificação de Cristo, em João 8.11 (“Nem eu tampouco te condeno”), é imediatamente seguido pelo chamado à santidade: “Vai e não peques mais”. A eleição é também inseparável da santidade: “Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade” (2 Ts 2.13). A santificação é a marca de identificação das ovelhas eleitas de Cristo. Por isso, a eleição é sempre uma doutrina confortante para o crente, pois esta é o seguro fundamento que explica a graça de Deus operando nele. Por isso, os nossos antepassados reformados consideravam a eleição como um dos maiores consolos do crente, visto que a santificação torna visível a eleição. Calvino insistiu que a eleição não deveria desanimar ninguém, pois o crente recebe consolo dela, e o incrédulo não é chamado a considerá-la — antes, ele é chamado ao arrependimento. Aquele que fica desanimado pela eleição, ou confia-se à eleição sem viver uma vida de santidade, está se tornando vítima de um mau uso satânico desta doutrina preciosa e encorajadora (veja Dt 29.29). Como afirma J. C. Ryle: “Não é permitido a nós, neste mundo, estudar as páginas do Livro da Vida, e ver se nossos nomes encontram-se ali. Mas, se há algo nítido e plenamente declarado a respeito da eleição, é isto — que os homens e mulheres eleitos serão conhecidos e distinguidos por vidas santas”.8 A santidade é o lado visível de sua salvação. “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7.16).
A santidade promove a segurança
“Todos podem estar seguros de sua fé por meio de seus frutos” (Catecismo Heidelberg, Questão 86). Teólogos reformados concordam que muitas das formas e graus de segurança experimentados por crentes genuínos — especialmente segurança diária — são alcançados gradualmente no caminho da santificação , mediante o cuidadoso conhecimento da Palavra de Deus, dos meios da graça e da conseqüente obediência.9 Uma aversão crescente pelo pecado, mediante a mortificação, e um amor crescente pela obediência a Deus, por meio da vivificação, acompanham o progresso da fé, enquanto ela cresce em segurança. A santidade centralizada em Cristo e operada pelo Espírito é a maior e mais sã evidência da filiação divina (Rm 8.1-16). O meio de perder um senso diário de segurança é deixar de buscar santidade diariamente. Muitos crentes vivem de modo relapso. Tratam o pecado despreocupadamente, ou negligenciam as devocionais diárias e o estudo da Palavra. Outros vivem de maneira muito inativa. Não desenvolvem a santidade, mas assumem a postura de que nada pode ser feito para nutrir a santificação, como se esta fosse algoexterno a nós, exceto em raras ocasiões, quando algo muito especial “acontece” interiormente. Viver de maneira descuidada e inerte é pedir por escuridão espiritual, desalento e falta de frutos diariamente.
A santidade nos purifica
“Todas as coisas são puras para os puros; todavia, para os impuros e descrentes, nada é puro” (Tt 1.15). A santidade não pode ser exercitada, quando o coração não foi fundamentalmente transformado por meio de regeneração divina. Por meio do novo nascimento, Satanás é destituído, a lei de Deus é escrita no coração do crente, Cristo é coroado Senhor e Rei e o crente é feito “disposto e pronto, conseqüentemente, para viver em Cristo” (Catecismo Heidelberg, Questão 1). “Cristo em nós” (Christus in nobis) é um complemento essencial para “Cristo por nós” (Christus pro nobis). O Espírito de Deus não apenas ensina ao crente o que Cristo fez, como efetiva a santidade e a obra de Cristo em sua vida pessoal. Por meio de Cristo, Deus santifica seu filho e faz suas orações e ações de graças aceitáveis. Como disse Thomas Watson: “Um coração santo é o altar que santifica a oferta; se não é por satisfação, é por aceitação”.
A santidade é essencial para um serviço efetivo a Deus
Paulo une a santificação à utilidade: “Assim, pois, se alguém a si mesmo se purificar destes erros, será utensílio para honra, santificado e útil ao seu possuidor, estando preparado para toda boa obra” (2 Tm 2.21). Deus usa a santidade para assistir aos pregadores do evangelho, para aumentar a influência da fé cristã, a qual é desonrada pelo descuido dos crentes e hipócritas que freqüentemente servem como os melhores aliados de Satanás.
Nossas vidas estão sempre fazendo o bem ou o mal; elas são uma carta aberta para que todos leiam (2 Co 3.2). Um viver santo influencia e impressiona mais do que qualquer outra coisa; nenhum argumento pode igualar- se a uma vida santa. Ela mostra a beleza da religião; dá credibilidade ao testemunho e ao evangelismo (Fp 2.15).13 A “santidade”, escreve Hugh Morgan, “é o modo mais eficiente de influenciar pessoas não convertidas e de criar nelas uma disposição para ouvir a pregação do evangelho” (Mt 5.16; 1 Pe 3.1-2). A santidade manifesta-se em humildade e reverência a Deus. Deus procura e usa pessoas humildes e reverentes (Is 66.2). Como observa Andrew Murray: “O maior teste para sabermos se a santidade que professamos buscar ou possuir é verdade e vida, será observar se ela se manifesta na crescente humildade que produz. Na criatura, a humildade é algo necessário para permitir que a santidade de Deus habite nela e brilhe por meio dela. Em Jesus, o Santo de Deus que nos faz santos, a humildade divina foi o segredo de sua vida, sua morte e sua exaltação. O teste infalível para nossa santidade será a humildade diante de Deus e dos homens, a qual nos marca. A humildade é o esplendor e a beleza da santidade”.
A santidade nos prepara para o céu
Hebreus 12.14 diz: “Segui [literalmente: buscai] a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”. Como escreveu John Owen: “Não há imaginação que iluda tanto o homem, que seja mais tola e mais perniciosa do que esta: que pessoas não purificadas, não santificadas, que não buscam santidade em suas vidas possam depois ser levadas a um estado de bênção, que consiste no gozo de Deus. Nem podem tais pessoas ter gozo de Deus, nem tampouco Deus ser o galardão delas. De fato, a santidade é aperfeiçoada no céu; contudo, o começo dela está invariavelmente restringido a este mundo. Deus leva para o céu somente aquele que Ele santifica nesta terra. O Deus vivo não admitirá pessoas mortas no céu”. A santidade e o mundanismo, portanto, são opostos um ao outro. Se estivermos apegados a este mundo, não estamos preparados para o porvir.
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