Semeando o Evangelho

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Semear a Verdade e o Amor de Deus

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

10 COISAS QUE VOCÊ DEVE SABER ACERCA DA OBRA DO ESPÍRITO SANTO

Por Sam Storms

Em um artigo anterior, nós vimos 10 coisas que devemos saber acerca do Espírito Santo. No presente artigo, vamos falar do trabalho do Espírito Santo.

1) O Espírito Santo serve-nos como um “pagamento inicial” sobre a herança futura da nossa salvação (2 Coríntios 1:21-22; 5:5; Efésios 1:14).

O termo arrabon, traduzido como “pagamento inicial”, era utilizado em transações comerciais para se referir à primeira parcela do valor total devido. O adiantamento efetivamente garantia o cumprimento de quaisquer obrigações contratuais assumidas. O Espírito, portanto, diz Gordon Fee, “serve como o pagamento de Deus em nossas vidas atuais, a evidência certa de que o futuro entrou no presente, a garantia segura de que o futuro será realizado em plena medida” (Presença Poderosa de Deus,  807).

Contudo, há mais. Como diz Peter O’Brien, ao nos dar o Espírito Santo, “Deus não está simplesmente nos prometendo a nossa herança final, mas, na verdade, nos proporciona um “adiantamento”, mesmo que seja apenas uma pequena fração da dotação futura” (121). Em outras palavras, se você quer saber em parte o que a vida na era futura será, medite sobre a presença gloriosa, reconfortante e capacitadora do Espírito em seu coração agora mesmo!

2) O Espírito Santo também serve para nos fornecer os “primeiros frutos” da nossa salvação (Romanos 8:23).

Essa metáfora também é extraída da ressurreição de Cristo como a nossa garantia (1 Coríntios 15:20, 23). Semelhante à ideia por trás do “pagamento inicial”, o Espírito Santo, como “o primeiro feixe”, é a promessa de Deus para nós da colheita final. Assim, o Espírito desempenha um papel essencial na nossa existência presente, como evidência, e garante que o futuro é ao mesmo tempo agora e ainda não (Fee, 807).

3) O Espírito Santo também é retratado na Escritura como o “selo” da nossa salvação (2 Coríntios 1:21-22; Efésios 1:13; 4:30).

Há, pelo menos, três ideias envolvidas no Espírito como um “selo”. Primeiro, um selo serve para autenticar (João 3:33; 6:27; 1 Coríntios 9:2) ou confirmar algo como genuíno ou verdadeiro, incluindo a ideia de que o que é selado é carimbado com o caráter do seu dono. Segundo, um selo serve para designar ou marcar como uma propriedade, para declarar e comunicar a propriedade (ver Apocalipse 7:3-8; 9:4). Finalmente, o Espírito Santo serve para tornar seguro ou para estabelecer (isto é, proteger, ver Efésios 4:30; Mateus 27:66; Apocalipse 20:3) nossa relação com Jesus Cristo.

Alguém poderia perguntar: “Com o que somos selados?” A resposta é simples: com o Espírito Santo. Em outras palavras, o próprio Espírito sela e é o selo. Portanto, o selo é a recepção e a consequente permanência do Espírito Santo em nossas vidas.

Outra pergunta também é frequentemente proposta: “Quando esta selagem acontece?” Paulo responde em Efésios 1:13: “Nele também vocês, depois que ouviram a palavra da verdade, o evangelho da salvação, tendo nele também crido, receberam o selo do Espírito Santo da promessa”. Destarte, somos selados quando ouvimos a palavra da verdade e acreditamos no evangelho.

4) O Espírito Santo não somente assegura nossa salvação por meio da graça salvadora, mas também funciona no mundo e na vida dos não-cristãos através do que é chamado de “graça comum”. O que é “graça comum”? Charles Hodge define desta maneira:

O Espírito Santo, como o Espírito da verdade, da santidade e da vida em todas as suas formas, está presente com cada mente humana, reforçando a verdade, restringindo o mal, impelindo ao bem e conferindo sabedoria ou força, quando, onde e na medida em que lhe parece bom. Isto é o que na teologia é chamado de “graça comum” (Teologia sistemática, 2: 667).

Abraham Kuyper define graça comum como:

Aquele ato de Deus pelo qual negativamente Ele restringe as operações de Satanás, a morte e o pecado, e pelo qual, positivamente, ele cria um estado intermediário para este cosmos, bem como para nossa raça humana, que é e continua sendo profundamente e radicalmente pecaminoso, mas em que o pecado não pode operar em seu fim (Princípios da Teologia Sagrada, 279).

Uma definição mais simples e mais direta de graça comum é dada por John Murray. Graça comum, ele escreve, “é todo o favor de qualquer tipo ou grau, ficando aquém da salvação, que este mundo imerecido e maldito pelo pecado desfruta na mão de Deus” (Escritos coletados de John Murray , 2:96).

5) O Espírito Santo é o elemento, por assim dizer, em que todos os cristãos são batizados ou “imersos” no momento da conversão. Nós lemos isso em 1 Coríntios 12:12-13: “Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, mesmo sendo muitos, constituem um só corpo, assim também é com respeito a Cristo. Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito” ( 1 Coríntios 12:12-13 ).

Aqui, o apóstolo Paulo está usando duas metáforas vívidas para descrever nossa experiência com o Espírito Santo no momento da conversão, no momento em que nos tornamos membros do corpo de Cristo, a Igreja:

Batismo, ou imersão no Espírito Santo, e bebendo para o enchimento do Espírito Santo, cujo propósito ou objetivo é unir todos nós em um só corpo.

Assim, nossa “saturação” com o Espírito, nossa experiência de “submergir”, ser “inundado” e “ser cheio” pelo Espírito Santo resulta em nossa participação no organismo espiritual do corpo de Cristo, a Igreja.

6) Devemos distinguir entre ser batizado e ser cheio do Espírito Santo Espírito Santo.

O batismo espiritual é uma metáfora que descreve a nossa recepção do Espírito Santo no momento da nossa conversão a Jesus em fé e arrependimento. Quando acreditamos e somos justificados, somos, por assim dizer, submergidos, inundados pelo Espírito; estamos, por assim dizer, imersos e cheios pelo Espírito. O batismo espiritual é, portanto, instantâneo (ou seja, não é um processo), simultâneo à conversão, universal (ou seja, todos os cristãos são recipientes), não repetível e permanente.

O enchimento do Espírito também é uma metáfora que descreve nossa contínua experiência e apropriação do mesmo. Ser cheio com o Espírito é passar por uma influência progressivamente mais intensa e íntima do Espírito. O enchimento do Espírito pode ser perdido e subsequentemente experimentado novamente, em várias ocasiões, ao longo da vida cristã.

7) Existem dois sentidos nos quais um crente pode ser cheio com o Espírito Santo. Primeiro, há textos que descrevem as pessoas como “cheias do Espírito Santo” como se fosse uma condição ou qualidade consistente do caráter cristão, uma disposição moral, possuindo e refletindo a maturidade em Cristo (ver Lucas 4:1; Atos 6:3, 5; 7:55; 11:24; 13:52). Esta é a condição “ideal” de cada cristão. Enfatiza o estado permanente de enchimento.

Segundo, existem textos que descrevem as pessoas como “cheias do Espírito Santo” para que possam cumprir ou executar uma tarefa especial ou equipá-las para o serviço ou ministério. Isso pode ser ao longo da vida, para um serviço ou ministério particular (ver Lucas 1:15-17; Atos 9:17); ou pode ocorrer em uma emergência espiritual. Este último seria uma capacitação imediata e especial de poder para cumprir uma tarefa especialmente importante e urgente. Assim, alguém que já está cheio com o Espírito pode experimentar um enchimento novo/adicional. Ou seja, não importa o quanto do Espírito Santo possa ter, sempre há espaço para mais (veja Atos 4:8, 31; 13:9; Lucas 1:41, 67 )! Também, em Atos 7:55, Estêvão, embora “cheio do Espírito Santo”, ficou novamente “cheio” com o Espírito para prepará-lo para suportar a perseguição e eventual martírio, bem como para “ter” a visão de Jesus.

8) Ser cheio com o Espírito é diferente de ser batizado no Espírito. Há um só batismo, mas enchimentos múltiplos. Em nenhum texto do NT, nós somos ordenados a sermos batizados no Espírito Santo. Não há recurso para fazer algo para ser batizado; nenhuma exortação, nenhum imperativo. Por outro lado, somos ordenados a sermos cheios com o Espírito Santo ( Efésios 5:18).

9) É possível ser batizado no Espírito Santo, experimentar a habitação permanente do Espírito, e ainda não ser cheio com o mesmo (os crentes coríntios podem muito bem ser um exemplo disso). Ser “cheio do Espírito Santo” é refletir uma maturidade de caráter; é a condição ideal de cada crente. Estar “cheio do Espírito Santo” é experimentar uma unção de poder, santidade, proclamação e louvor.

10) Devemos lembrar que o Espírito Santo não batiza ninguém. Jesus é aquele que batiza “no” Espírito Santo. O Espírito é aquele em quem estamos imersos e, portanto, aquele que continua para sempre habitando em nós e nos capacitando.

Em todos os textos referentes ao batismo do Espírito, a preposição grega en significa “em”, descrevendo o elemento em que se está, por assim dizer, imerso. Em nenhum texto, o Espírito Santo nunca disse ser o agente pelo qual alguém é batizado. Jesus é o batizador. O Espírito é aquele em quem estamos envolvidos ou o “elemento” com o qual estamos saturados.

Deve-se notar que, no NT, para ser batizado “por” alguém sempre é expresso pela preposição hupo seguido por um substantivo genitivo. As pessoas foram batizadas “por” João Batista, no rio Jordão (Mateus 3:6; Marcos 1:5; Lucas 3:7). Jesus foi batizado “por” João (Mateus 3:13; Marcos 1:9). Os fariseus não foram batizados “por” João (Lucas 7:30 ), etc. Muito provavelmente, se Paulo quisesse dizer que os coríntios tinham sido batizados “pelo” Espírito Santo, ele teria usado hupo com o genitivo, não en com o dativo.

A PREPARAÇÃO DA ESPOSA DO CORDEIRO

DEVOCIONAL DIÁRIO
– “CAFÉ ESPIRITUAL” –

A PREPARAÇÃO DA ESPOSA DO CORDEIRO

– Muito bem. Como esposa do Cordeiro (Jesus Cristo), precisamos nos preparar adequadamente para as Bodas do Cordeiro.

– Pois, sabemos que Deus escolheu o homem para ser Sua companheira, Sua noiva e esposa. Pois, lemos em (2 Coríntios 11:2-3) o seguinte:

– “Porque zelo por vós com zelo de Deus; visto que vos tenho preparado para vos apresentar como virgem pura a um só esposo, que é Cristo”.

– Uma observação: Antigamente, os chineses, como também os povos do oriente, os pais comprometiam a filha a casar-se com o filho de outra família. Isto é parte da cultura oriental.

– E, quando isto acontecia, daquele momento em diante, aquela filha, só tinha uma preocupação: preparar-se para casar-se um dia com aquele a quem fora prometida.

– Da mesma forma, esta deve ser a atitude de cada cristão. Pois, como “noivas de Cristo”, não podemos olhar para mais ninguém ou mais nada, pois já estamos comprometidos com Cristo.

– No entanto, precisamos crescer e amadurecer espiritualmente, pois, o Senhor não pode casar com uma “Igreja criança”. Como diz (Efésios 4:5) precisamos de progresso e crescimento espiritual.

– Portanto, quem não aproveita cada momento da sua vida para crescer, está perdendo tempo!

– Na verdade, toda a nossa vida não passa de um “processo de embelezamento” para o nosso casamento com o Senhor, assim que Ele voltar.

– Para entender um pouco melhor este processo, leiamos (Ester 2:1-12).

– Como acabamos de ver no texto acima, Ester foi levada ao palácio do Rei, pois ela lhe pareceu formosa e alcançou favor diante dele. A seguir, Ester foi preparada com ungüentos e alimentos especiais, como também foi ajudada por 7 jovens escolhidas da casa do Rei.

– Outra coisa. Em chegando o prazo de cada moça vir apresentar-se ao Rei Assuero, depois de ser tratada segundo as prescrições para as mulheres, por 12 meses (pois este era o período de embelezamento – ou seja, 6 meses com óleo de mirra (que significa morte) e 6 meses com especiarias e com os perfumes).

– Da mesma forma, nós cristãos fomos escolhidos dentre milhares de pessoas por Deus para sermos a noiva de Jesus Cristo.

– Em seguida, fomos levados ao “palácio real”, ou seja, à “Igreja de Jesus Cristo”, onde somos tratados de maneira especial, com dieta específica, a fim de nos prepararmos para a Segundo vinda do Senhor e, consequentemente, para a nossa festa das Bodas.

– É importante ressaltar que, por seis meses, Ester foi preparada com óleo de mirra.

– E, na Bíblia, “mirra” simboliza “morte”.

– Por outro lado, por outros seis meses, ela foi preparada também com especiarias, unguentos e perfumes especiais.

– Na Bíblia, as “especiarias, perfumes e ungüentos”, tipificam “o perfume da ressurreição”. Ler (João 19:38-40).

– Muito bem. Com estas figuras em mente, podemos dizer que a nossa vida precisa passar pela experiência da “mirra” isto é da morte do nosso velho homem para que haja uma ressurreição. Ler (Romanos 6:1-11).

– Na verdade, o período em que vivemos hoje, isto é, a Era da Igreja, vai desde o nosso nascer de novo até o dia da nossa morte.

– Portanto, neste período, precisamos entender que o “óleo de mirra”, ou seja, o “óleo da morte” terá de ser aplicado na nossa alma, isto é, na nossa mente, vontade e nas nossas emoções.

– Pois, na verdade, a nossa mente e as nossas emoções estão fortemente voltadas para as “coisas deste mundo”e, a nossa vontade, é “fazer o que bem entendemos”.

– Nossa mente precisa ser ressuscitada para entender o “plano de Deus”. Nossas emoções têm de ser para amar ao Senhor e, nossa vontade, precisa ser a “vontade do Senhor”!

– Ou seja, em vez de vivermos pela nossa vida natural e carnal, devemos viver pela vida divina que recebemos do Senhor. Isto é, devemos “viver no Espírito”, fazendo apenas a vontade do Senhor.

– E, quando vivemos desta forma, “exalamos o bom perfume de Cristo”, como diz Paulo em (2 Coríntios 2:14-17).

– Portanto, aproveite cada minuto da sua vida (ou seja, o “período de 12 meses) para negar a vida da alma, do ego, a fim de viver no Espírito e, finalmente estar preparado para as Bodas do Cordeiro!

FORÇA PARA O DIA - DEVOCIONAL JOHN MACARTHUR

RECEBENDO AS PROVISÕES DE DEUS

[…] O pão nosso de cada dia nos dá hoje (Mateus 6:11).

Deus é glorificado quando atende às suas necessidades.

Nos Estados Unidos, orar pelo nosso pão diário dificilmente parece necessário. A maioria das pessoas precisa orar pelo autocontrole para evitar comer demais. No entanto, Mateus 6:11 não está falando apenas de comida. É uma declaração sobre a dependência de Deus e um reconhecimento de que somente Ele fornece todas as necessidades básicas da vida.

É triste dizer que muitas pessoas hoje reduziram a oração a um meio de autorrealização. Recentemente, uma mulher me enviou um livreto e escreveu: “Eu não acho que você entenda o verdadeiro recurso que temos na oração. Você deveria ler este livreto”. O livreto repetidamente enfatizava o nosso direito, como cristãos, de exigir coisas de Deus. Mas isso perde completamente o ponto da oração, que é glorificar a Deus (João 14:13). Devemos dar a Deus o privilégio de revelar Sua glória, satisfazendo nossas necessidades da maneira que Ele escolher. Se exigimos coisas de Deus, é provável que nos tornemos frustrados ou o questionemos quando não conseguirmos o que queremos. Isso é um pecado sério!

David G. Myers, em seu livro, O Enigma Humano, disse:

“Algumas orações peticionárias parecem não apenas carecer de fé na bondade inerente a Deus, mas também elevar a humanidade a uma posição de controle sobre Deus. As Escrituras nos lembram que Deus é onisciente e onipotente, o governante soberano do universo para os cristãos orarem como se Deus fosse um fantoche cujas cordas eles puxam com suas orações parece não apenas potencialmente supersticioso, mas indubitavelmente blasfemo”.

“Quando a oração é vendida como um dispositivo para extrair saúde, sucesso e outros favores de uma máquina de venda celestial, podemos nos perguntar o que realmente está sendo comercializado. Essa fé é uma falsificação da verdadeira fé, uma caricatura do verdadeiro cristianismo?”

Guarde suas orações! Sempre esteja ciente do enorme privilégio que você tem de se aproximar do Deus infinito e receber Suas provisões graciosas. Contudo, sempre faça isso para a glória dEle como seu objetivo mais elevado.

Sugestão para oração

Leia Provérbios 30:8-9. Qual a atitude em relação a Deus esses versículos transmitem? Essa é a sua atitude em oração?

Estudo adicional

Leia Mateus 6:19-34 e Tiago 4:3. Como você pode responder a alguém que diz que os cristãos têm o direito de exigir coisas de Deus?

Devocional Alegria Inabalável - John Piper

INJURIADOS AQUI, RECOMPENSADOS NO PORVIR

Versículo do dia: Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem-sucedido. (Salmo 1.3)

Como a promessa no Salmo 1.3 aponta para Cristo?

É dito: “tudo quanto ele faz será bem-sucedido”. Os justos prosperam em tudo o que fazem. Isso é ingênuo ou profundamente verdadeiro?

Nesta vida, os ímpios muitas vezes prosperam. “Não te irrites por causa do homem que prospera em seu caminho, por causa do que leva a cabo os seus maus desígnios” (Salmo 37.7). “Os que cometem impiedade prosperam, sim, eles tentam ao SENHOR e escapam” (Malaquias 3.15).

E nesta vida os justos muitas vezes sofrem e sua bondade é recompensada com injúria. “Se tivéssemos esquecido o nome do nosso Deus… porventura, não o teria atinado Deus… Mas, por amor de ti, somos entregues à morte continuamente, somos considerados como ovelhas para o matadouro” (Salmos 44.20-22).

Continua após anúncio:
Portanto, quando o salmista diz: “tudo quanto ele faz será bem-sucedido”, ele está apontando através das ambiguidades desta vida para a vida após a morte, onde ficará evidente que tudo o que temos feito é bem-sucedido.

Esta é a forma como Paulo pensou.

Primeiro, ele celebra a vitória de Cristo sobre a morte. “Onde está, ó morte, a tua vitória?… Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Coríntios 15.55-57).

Em segundo lugar, ele extrai a implicação de que, por causa desse triunfo, toda a obra que os crentes têm realizado prosperará. “Portanto, meus amados irmãos… o vosso trabalho não é vão” (1Coríntios 15.58). Quando algo não é em vão, é bem-sucedido.

Porque Jesus morreu em nosso lugar, ele garantiu que toda boa ação finalmente prospera. “Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem… Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus” (Mateus 5.11-12). Injuriados aqui. Recompensados no porvir.

O que parece ingênuo no Antigo Testamento (“tudo quanto ele faz será bem-sucedido”) aponta profundamente para a obra de Cristo e a realidade da ressurreição.

Devocional Do Dia - Charles Spurgeon

Versículo do Dia: “O Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo.” (1 João 4.14)

Existe paz em saber que o Senhor Jesus não veio ao mundo sem a permissão, a anuência, o consentimento e assistência de Deus. Ele foi mandado pelo Pai com o propósito de ser o Salvador do homem. Ao mesmo tempo que existem distinções no que se refere às pessoas da Trindade, não existe qualquer distinção de honra. Frequentemente, atribuímos mais honra a Cristo por nossa salvação do que a atribuímos ao Pai. Isto é um erro. O Pai não enviou o Filho? Se o Filho pregou de maneira tão admirável, não foi o Pai que transbordou a graça em seus lábios, para que Ele fosse um ministro capaz da nova aliança? Aquele que conhece o Pai, o Filho e o Espírito Santo como deve conhece-los, esse jamais coloca um adiante do outro em seu amor. Este os vê em Belém, no Getsêmani e no Calvário, todos igualmente engajados na obra de salvação. Ó crente, você tem posto sua confiança em Cristo Jesus, o Homem? Tem depositado sua esperança unicamente nEle? Você está em união com Ele? Então, creia que está em união com o Deus do céu.

Visto que você é irmão do homem Jesus Cristo e mantém comunhão íntima com Ele, também está unido a Deus, o Eterno, o Ancião de Dias (Daniel 7.9). Você já considerou a profundidade do amor do coração de Jeová, quando Deus, o Pai, equipou o seu Filho para o grande empreendimento da misericórdia? Se não, faça desta a sua meditação deste dia. O Pai enviou o Filho. Medite neste assunto. Pense em como você realiza aquilo que o Pai deseja. Nas feridas de um Salvador moribundo, vemos o amor do grande Eu Sou. Que todos os nossos pensamentos a respeito de Jesus estejam vinculados ao Eterno, o Deus sempre bendito, pois “ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar” (Isaías 53.10).

Arrependimento - Paul Washer


ENCORAJAMENTO PARA DESENVOLVER A SANTIDADE

Por Joel Beeke

 O desenvolvimento da santidade é uma necessidade. Thomas Watson chamou isso de “trabalho árduo”. Felizmente, Deus nos providencia muitas motivações para a santidade em sua Palavra. Para encorajar-nos na busca pela santidade, precisamos focalizar as seguintes verdades bíblicas.

Deus nos chamou à santidade

“Porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação” (1 Ts 4.7). Todas as coisas às quais o Senhor nos chama são necessárias. Sua própria chamada, assim como todos os benefícios de um viver santo que experimentamos, devem nos induzir a buscar e praticar a santidade. A santidade aumenta o nosso bem-estar espiritual. Deus nos assegura que “nenhum bem sonega aos que andam retamente” (Sl 84.11). “O que a saúde é para o coração”, observou John Flavel, “a santidade é para a alma”.1 Na obra escrita por Richard Baxter sobre a santidade, os próprios títulos dos capítulos são esclarecedores: “Santidade é o único caminho de segurança”; “Santidade é o caminho mais benéfico”; “Santidade é o único meio honroso”; “Santidade é o caminho mais agradável”. Contudo, ainda mais importante, a santidade glorifica ao Deus que você ama (Is 43.21). Como afirmou Thomas Brooks: “A santidade faz o máximo para honrar a Deus”.

A santidade fomenta a semelhança a Cristo

Thomas Watson escreveu: “Devemos nos empenhar em sermos semelhantes a Deus em santidade. Este empenho é um espelho nítido no qual podemos ver um rosto; é um coração santo no qual pode ser visto algo do caráter de Deus”.4 Cristo é o padrão de santidade para nós — o padrão de humildade santa (Fp 2.5-13), compaixão santa (Mc 1.41), perdão santo (Cl 3.13), altruísmo santo (Rm 15.3), indignação santa contra o pecado (Mt 23) e oração santa (Hb 5.7). Desenvolver a santidade que procura assemelhar-se a Deus e tem a Cristo como padrão nos salva de muita hipocrisia e de um cristianismo apenas domingueiro. Esta santidade nos dá vitalidade, propósito, significado e direcionamento no viver diário.

A santidade dá evidência da justificação e da eleição

A santificação é um fruto inevitável da justificação (1 Co 6.11). Estes dois elementos podem ser distinguidos, mas nunca separados; o próprio Deus os uniu. A justificação está organicamente ligada à santificação; o novo nascimento dá origem à uma nova vida. O justificado andará no “caminho de santidade do Rei”. Em Cristo e através dEle, a justificação dá ao filho de Deus o direito e a ousadia de entrar no céu; a santificação dá-lhe a aptidão para o céu e a preparação necessária para chegar lá. A santificação é a apropriação pessoal dos frutos da justificação. B. B. Warfield observa: “A santificação é tão-somente a execução do decreto de justificação. Pois, se a santificação falhasse, a pessoa justificada não seria liberta de acordo com sua justificação”. Conseqüentemente, o decreto de justificação de Cristo, em João 8.11 (“Nem eu tampouco te condeno”), é imediatamente seguido pelo chamado à santidade: “Vai e não peques mais”. A eleição é também inseparável da santidade: “Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade” (2 Ts 2.13). A santificação é a marca de identificação das ovelhas eleitas de Cristo. Por isso, a eleição é sempre uma doutrina confortante para o crente, pois esta é o seguro fundamento que explica a graça de Deus operando nele. Por isso, os nossos antepassados reformados consideravam a eleição como um dos maiores consolos do crente, visto que a santificação torna visível a eleição. Calvino insistiu que a eleição não deveria desanimar ninguém, pois o crente recebe consolo dela, e o incrédulo não é chamado a considerá-la — antes, ele é chamado ao arrependimento. Aquele que fica desanimado pela eleição, ou confia-se à eleição sem viver uma vida de santidade, está se tornando vítima de um mau uso satânico desta doutrina preciosa e encorajadora (veja Dt 29.29). Como afirma J. C. Ryle: “Não é permitido a nós, neste mundo, estudar as páginas do Livro da Vida, e ver se nossos nomes encontram-se ali. Mas, se há algo nítido e plenamente declarado a respeito da eleição, é isto — que os homens e mulheres eleitos serão conhecidos e distinguidos por vidas santas”.8 A santidade é o lado visível de sua salvação. “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7.16).

A santidade promove a segurança

“Todos podem estar seguros de sua fé por meio de seus frutos” (Catecismo Heidelberg, Questão 86). Teólogos reformados concordam que muitas das formas e graus de segurança experimentados por crentes genuínos — especialmente segurança diária — são alcançados gradualmente no caminho da santificação , mediante o cuidadoso conhecimento da Palavra de Deus, dos meios da graça e da conseqüente obediência.9 Uma aversão crescente pelo pecado, mediante a mortificação, e um amor crescente pela obediência a Deus, por meio da vivificação, acompanham o progresso da fé, enquanto ela cresce em segurança. A santidade centralizada em Cristo e operada pelo Espírito é a maior e mais sã evidência da filiação divina (Rm 8.1-16). O meio de perder um senso diário de segurança é deixar de buscar santidade diariamente. Muitos crentes vivem de modo relapso. Tratam o pecado despreocupadamente, ou negligenciam as devocionais diárias e o estudo da Palavra. Outros vivem de maneira muito inativa. Não desenvolvem a santidade, mas assumem a postura de que nada pode ser feito para nutrir a santificação, como se esta fosse algoexterno a nós, exceto em raras ocasiões, quando algo muito especial “acontece” interiormente. Viver de maneira descuidada e inerte é pedir por escuridão espiritual, desalento e falta de frutos diariamente.

A santidade nos purifica

“Todas as coisas são puras para os puros; todavia, para os impuros e descrentes, nada é puro” (Tt 1.15). A santidade não pode ser exercitada, quando o coração não foi fundamentalmente transformado por meio de regeneração divina. Por meio do novo nascimento, Satanás é destituído, a lei de Deus é escrita no coração do crente, Cristo é coroado Senhor e Rei e o crente é feito “disposto e pronto, conseqüentemente, para viver em Cristo” (Catecismo Heidelberg, Questão 1). “Cristo em nós” (Christus in nobis) é um complemento essencial para “Cristo por nós” (Christus pro nobis). O Espírito de Deus não apenas ensina ao crente o que Cristo fez, como efetiva a santidade e a obra de Cristo em sua vida pessoal. Por meio de Cristo, Deus santifica seu filho e faz suas orações e ações de graças aceitáveis. Como disse Thomas Watson: “Um coração santo é o altar que santifica a oferta; se não é por satisfação, é por aceitação”.

A santidade é essencial para um serviço efetivo a Deus

Paulo une a santificação à utilidade: “Assim, pois, se alguém a si mesmo se purificar destes erros, será utensílio para honra, santificado e útil ao seu possuidor, estando preparado para toda boa obra” (2 Tm 2.21). Deus usa a santidade para assistir aos pregadores do evangelho, para aumentar a influência da fé cristã, a qual é desonrada pelo descuido dos crentes e hipócritas que freqüentemente servem como os melhores aliados de Satanás.

Nossas vidas estão sempre fazendo o bem ou o mal; elas são uma carta aberta para que todos leiam (2 Co 3.2). Um viver santo influencia e impressiona mais do que qualquer outra coisa; nenhum argumento pode igualar- se a uma vida santa. Ela mostra a beleza da religião; dá credibilidade ao testemunho e ao evangelismo (Fp 2.15).13 A “santidade”, escreve Hugh Morgan, “é o modo mais eficiente de influenciar pessoas não convertidas e de criar nelas uma disposição para ouvir a pregação do evangelho” (Mt 5.16; 1 Pe 3.1-2). A santidade manifesta-se em humildade e reverência a Deus. Deus procura e usa pessoas humildes e reverentes (Is 66.2). Como observa Andrew Murray: “O maior teste para sabermos se a santidade que professamos buscar ou possuir é verdade e vida, será observar se ela se manifesta na crescente humildade que produz. Na criatura, a humildade é algo necessário para permitir que a santidade de Deus habite nela e brilhe por meio dela. Em Jesus, o Santo de Deus que nos faz santos, a humildade divina foi o segredo de sua vida, sua morte e sua exaltação. O teste infalível para nossa santidade será a humildade diante de Deus e dos homens, a qual nos marca. A humildade é o esplendor e a beleza da santidade”.

A santidade nos prepara para o céu

Hebreus 12.14 diz: “Segui [literalmente: buscai] a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”. Como escreveu John Owen: “Não há imaginação que iluda tanto o homem, que seja mais tola e mais perniciosa do que esta: que pessoas não purificadas, não santificadas, que não buscam santidade em suas vidas possam depois ser levadas a um estado de bênção, que consiste no gozo de Deus. Nem podem tais pessoas ter gozo de Deus, nem tampouco Deus ser o galardão delas. De fato, a santidade é aperfeiçoada no céu; contudo, o começo dela está invariavelmente restringido a este mundo. Deus leva para o céu somente aquele que Ele santifica nesta terra. O Deus vivo não admitirá pessoas mortas no céu”. A santidade e o mundanismo, portanto, são opostos um ao outro. Se estivermos apegados a este mundo, não estamos preparados para o porvir.