Por Joy Holland
Bancos são entediantes. Ou, pelo menos, é o que a maioria das pessoas pensam – isto é, a menos que você seja filho de um banqueiro, como eu. Vez ou outra, meu pai fica querendo me levar para o trabalho com ele, e me ocupar com o que ele pensa que um garoto de 10 anos de idade pode encontrar de interessante em um banco. Eu sempre acabo olhando para o expositor de moeda falsa, um objeto de tamanho médio que coloca lado a lado o dinheiro verdadeiro e o falso junto com a maneira de como você poderia identificar a diferença.
Ser capaz de ver a diferença entre o dinheiro verdadeiro e o falso não é apenas um caso interessante para uma criança em um banco, é também uma importante ilustração, especialmente quando se trata de discernir a diferença entre a verdadeira alegria e a falsa. Você pode não ter relacionado o valor entre dinheiro e felicidade, mas considere a alegria mais importante. Alegria fala do que nós valorizamos mais em nossa vida; e isso define as pessoas. Então, você pode detectar a falsa alegria, ou a superficial? Para fazer isso, você deve ser capaz de apontar a diferença entre quatro tipos de alegria – falsa, instável, frágil e eterna.
A alegria falsa é a mais destacada falsificação da alegria verdadeira. A alegria falsa é a alegria pessoal obtida no pecado, a isca da tentação. Essa foi a alegria da conquista sexual que levou Davi a cometer adultério com Batseba, e a alegria que ele teve ao matar seu marido (2 Samuel 11). Essa alegria falsa e seu fascínio oco tornam o pecado possível e repetível. A alegria falsa não é a verdadeira. É apenas pecaminosa, um concupiscente desejo de exibir alegria, que causa momentaneamente um deleite, mesmo que esteja envenenando sua alma. Assim, nossa primeira regra para detectar a alegria falsificada é entender que a verdadeira alegria apenas é encontrada com os limites da lei de Deus.
A segunda categoria de alegria é a instável. A alegria instável é um deleite dependente de determinadas circunstâncias. Quando a vida está indo bem, a felicidade abunda e a proximidade com Deus é percebida. Quando a vida vai mal, depressiva, e obscura, a alegria instável está distante, e Deus parece estar longe, muito longe. Enquanto a verdadeira alegria permanece em ambos as circunstâncias (agradáveis e terríveis), as próprias circunstâncias podem mascarar a verdadeira alegria, especialmente quando estamos em sofrimento. Portanto, a alegria instável é apenas isto: ausência de instabilidades num tempo constantemente bom. E essa é a nossa segunda regra: as circunstâncias não podem produzir nem prejudicar a verdadeira alegria.
O terceiro tipo de alegria é a alegria frágil, um tipo de alegria enraizada na graça comum de Deus aos homens. Se você é um ser humano, independente do seu estado espiritual, Deus tem abençoado você (Mateus 5.45). E essas bênçãos invocam a alegria como uma resposta a graciosa benção de Deus. Essas bênçãos incluem uma variedade de coisas, como talentos, família, posses, saúde, conquistas, a beleza do amanhecer, e todas as lições aprendidas por meio das dificuldades trilhadas. Essa é a verdadeira alegria, presente em todas as circunstâncias, experimentadas por todas as pessoas. Mesmo assim, isso pode ser uma alegria fraca. É frágil ou evanescente, porque este mundo e toda a bondade que há para ser oferecida não são tudo o que existe nele. Se você ganhar o mundo e não tiver a Deus, você não tem nada. Temos, então, nossa terceira regra: o melhor que o mundo pode oferecer é uma alegria frágil.
O quarto e verdadeiro tipo de alegria é a alegria eterna; é chamada assim por que é a alegria que vem e é direcionada para o eterno Deus, a alegria que é a única possessão do cristão. A alegria eterna é o deleite que Deus tem em si mesmo, em sua criação, e em sua missão redentiva. E é apenas por meio da fé em Jesus que você, como cristão, compartilha e a experimenta essa alegria. Quando você glorifica a Deus, compartilha do deleite que ele tem em si mesmo. A medida que você olha para a criação, você não enxerga apenas a beleza (da criação), mas a revelação da beleza de Deus como o Criador. Quando você reflete sobre sua salvação, você alegremente exulta na graça eletiva de Deus para consigo, rica e imerecidamente. Essa é a alegria que o cristão possuí; na alegria e na diversidade, nesta vida e na próxima, através de Jesus Cristo, o nosso SENHOR. E isso, então, é nossa última regra: verdadeiramente, a alegria duradoura é encontrada apenas com Deus em Cristo.
Agora você pode colocar a alegria falsificada, superficial e a verdadeira, lado a lado. Você tem tomado as quatro regras para você examinar sua vida. Não se conforme com a alegria barata ou forjada. Segure firme sua alegria verdadeira e profunda. O breve catecismo de Westminster acerta quando diz que o fim principal do cristão é glorificar a Deus e se alegrar nele, porque no fim, a alegria é tão boa quanto o seu objeto.
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