Semeando o Evangelho

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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

MUDANÇA DE COMPORTAMENTO VERSUS ARREPENDIMENTO (PARTE 3)

Por Eric Davis

Exemplo de mudança de comportamento versus arrependimento

Considere um individuo que é cristão em uma luta diária com sua queixa quanto ao trabalho diário. Ele tem uma atitude de ingratidão, mostra-se um resmungão sobre o quão ocupado e sobrecarregado ele se sente durante toda a semana. Adicionado ao problema, ele sente que sua esposa e o seu chefe não o respeitam.

Suponha que ele encare o problema através da mudança de comportamento. Ele pensa consigo: “Eu devo ser mais grato. Gratidão irá produzir bons resultados em minha vida, pois a Bíblia nos manda ser gratos”. Então, ele observa a seguinte abordagem:

Faz uma lista de coisas pelas quais deve ser grato;
Escuta as músicas cristãs mais ouvidas durante a semana;
Faz coisas divertidas e hobbys com os amigos para se sentir feliz;
Pede ao responsável pelas músicas na igreja para tocar músicas mais alegres, menos “secas ou doutrinárias”;
Procura sermões na internet sobre alegria e gratidão;
Memoriza Filipenses 4.4: “Se alegrem no SENHOR, sempre, de novo eu falo, alegrem-se!”;
Leva alguém para almoçar uma vez por semana, para ficar ocupado “servindo”.
Agora, algumas dessas coisas são boas. Entretanto, sua abordagem para a mudança não está direcionada para o coração. Ele está escolhendo bons limões numa árvore doente. Ele apenas observou o fruto da ingratidão, deixando a raiz sem tratamento. Ao responder algumas questões mencionadas acima, ele discerniu que o problema da raiz é a ingratidão e a falta de alegria. Ele assume que a presença de alegria trará a cura, e ele, de fato, supõe que o fim ou objetivo principal do homem é sentir alegria. Ele serve ao Senhor com seus “sentimentos alegres”, com todo o seu coração, sua alma, mente e forças. Ele faz todas as coisas para a glória da alegria. Ele é um idólatra. Ele experimentará alguns sentimentos felizes pelo tempo que sua atividade de “remendar frutos” durar, mas se ele não expor e corrigir a adoração errônea de seu coração, ele apenas será um idolatra mais inteligente e enganado. Como o fariseu, ele corre o risco de esfregar o lado de fora da xícara.

Suponhamos, desta vez, que ele tratou sua ingratidão focando no coração. Eis como isso poderia ser:

Combate a ingratidão com oração e tempo na Palavra para discernir a fonte do problema de ingratidão (situações na vida em que seu coração é ingrato);
Discute seus desejos de conforto, circunstâncias livres de problemas, vontade de dormir mais e relaxamento, coisas que não são ruins, mas que não devem ser ídolos. Elas também são coisas que Deus não prometeu deste lado do céu;
Confessa a idolatria para Deus: o fato de tornar as queixas de falta de facilidades na vida um deus, o conforto, o relaxamento e uma agenda vazia. Pede perdão a Deus;
Procura pessoas que foram testemunhas (ou vítimas) de sua ingratidão, e pede perdão.
Prega para si mesmo que o que seria justo não é algo fácil, sem ocupação e de relaxamento, mas suportar a justa ira de Deus no inferno por toda a eternidade.
Se recupera e descansa no sacrifício de Cristo, expiando na sua morte a sua falta de gratidão, o hábito de alimentar a idolatria, se alegrando em não haver condenação em Cristo.
Faz uma lista de coisas pelas quais deve ser grato.
Memoriza Romanos 8.28, 32.
O tratamento de mudança dessa forma percorre o caminho do fruto à raiz doentia. O tratamento do fruto é discernido, e resulta numa verdadeira mudança.

Muito mais pode ser falado sobre santificação quanto ao coração e sobre arrependimento. Mudança de comportamento não necessita de Cristo ou do Espírito Santo, mas o arrependimento, sim. Através do arrependimento bíblico, nós experimentamos a graça e o amor de Deus expondo e erradicando, não apenas os pecados externos, mas, sobretudo, os internos. Ao fazê-lo, a graça de Deus cura a raiz da idolatria, para servirmos e amarmos a ele outra vez. Consequentemente, nós vivenciamos uma experiência de comunhão com ele a partir de nosso coração, e uma obra real e sobrenatural de santificação.

“Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus” (Salmo 51.17).

“E rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor vosso Deus; porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal” (Joel 2.13).

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