Semeando o Evangelho

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Semear a Verdade e o Amor de Deus

domingo, 6 de janeiro de 2019

O NOVO TESTAMENTO E A LEI DE DEUS

A unidade da Escritura assume a continuidade da Lei de Deus. A Palavra de Deus nos revela uma ética contínua e justa: “A Escritura não pode ser anulada” (Jo 10:35b). “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra” (2 Tm 3:16-17). O manual do viver santo para o cristão é “toda a Escritura”.

Toda a Escritura, não apenas o Novo Testamento, foi dada para que o cristão pudesse ser “perfeito” e “perfeitamente instruído para toda a boa obra”. Interessantemente, 2 Timóteo é o último livro escrito por Paulo e provavelmente o último livro escrito no Novo Testamento.

O Novo Testamento confirma expressamente a Lei

Uma das virtudes mais notáveis do cristão é a fé. Ela é o instrumento da justificação ordenado por Deus. Frequentemente se pensa que a provisão graciosa de Deus da salvação sobre a base da graça, e por meio da fé, anula a Lei de Deus para hoje. Todavia, Paulo, o grande Apóstolo da Fé, nos diz que a fé confirma a Lei. “Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes, estabelecemos a lei” (Rm 3:31).

Paulo, que é conhecido no Novo Testamento como o apóstolo aos gentios e aos incircuncisos (Rm 15:16; Gl 2:9; Ef 3:8) sustentava, contudo, a Lei Mosaica “Judaica” como um ideal ético para o povo de Deus. Quando escreveu à igreja em Roma, ele escreveu a uma igreja gentia (Rm 1:13; 15:12; 16:4). “E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom… Porque bem sabemos que a lei é espiritual” (Rm 7:12, 14). E isso foi na era do novo pacto!

Os mestres do Novo Testamento usam a Lei no ensino

Cristo baseou Seu ensino sobre a Lei. Cristo não hesitou em basear Seu ensino solidamente sobre a Escritura do Antigo Testamento, incluindo as obrigações morais da Lei. “Ele disse: Que está escrito na lei? Como lês?” (Lucas 10:26). Deveríamos lembrar de Mateus 7:12 também: “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas” (veja também Mt 12:5; 19:4; Lc 10:26; 16:17, 29-30; Jo 8:17).
Mesmo jurisprudências específicas são citadas como diretrizes obrigatórias. Os apóstolos não temiam citar as jurisprudências do Antigo Testamento, a despeito dos abusos dos judaizantes (veja At 15; Gl 2). Em 1 Timóteo 5:18, Paulo cita Deuteronômio 25:4 para confirmar uma obrigação sobre a igreja. “Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina; porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha. E: Digno é o obreiro do seu salário” (1Tm 5:17-18; também 2Co 6:14 e Dt 22:10; Rm 10:6-8 e Dt 30:11-13; At 23:1-5 e Êx 22:28; Lv 19:15; Dt 25:2).
A conduta cristã é baseada na obediência à Lei

O amor é definido pela Lei. Seguindo o exemplo de Cristo já observado acima, os apóstolos definem o amor em termos da lei. E o amor é a maior de todas as virtudes cristãs. “O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor” (Rm 13:10; veja também Mt 22:36-40; Gl 5:14).
Guardar os mandamentos de Deus é importante. Paulo ensina claramente a importância de “guardar os mandamentos de Deus”, quando escreve: “A circuncisão é nada, e a incircuncisão nada é, mas, sim, a observância dos mandamentos de Deus” (1 Co 7:19). Esse é o motivo dele escrever num capítulo mais adiante: “As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei” (1 Co 14:34). João concorda com Paulo: “E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade” (1 Jo 2:3-4; cf. 5:3).
A pregação do Evangelho depende da Lei de Deus

A Lei convence do pecado, como mostramos antes (1 Jo 3:4; Mt 19:16-24; Jo 7:19; At 7:53; Tg 2:9). Sem a convicção do pecado não haverá nenhum voltar-se para o Salvador em arrependimento para salvação. Sem o chamado ao arrependimento não há pregação do evangelho de Jesus Cristo.

Além disso, o julgamento dos pecadores por Deus será baseado na Lei. “E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt 7:23; cf. 13:41; Rm 2:12-15; Tg 2:10-12). Os homens serão julgados sobre a base de um padrão objetivo: a Lei de Deus. Tal julgamento determinará o grau de castigo que a pessoa receberá no inferno (cp. Lc 12:47; Ap 20:12).

Autor: Kenneth L. Gentry Jr.

Fonte: God’s Law in the Modern World, p. 35-38.

Tradução: Felipe Sabino

Via: Monergismo

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